quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Viagem a New York, New Jersey e Boston - Parte I

       
Costa leste dos EUA à noite
     Depois do stress das apresentações finais da faculdade eu achei que ia ter um colapso nervoso. Além do fato do tamanho dos trabalhos, eu ainda tive que entregar tudo na semana 9 em vez de na semana 10. O Robert ia para o norte do país visitar a família e perguntou se eu queria ir com ele. Claro...acha que eu ia perder essa oportunidade? Por isso tive que entregar tudo uma semana antes. Na matéria "Detalhamento", a maioria dos alunos não estava nem com 70% pronto e eu apareci só para entregar o projeto completo.

Um dos 30 detalhamentos que entregamos como trabalho final
na aula de "Detalhamento" (é assim que se chama em portiguês??)

      Grande parte da família do Robert vive em New Jersey, de onde ele veio para morar na Flórida 20 anos atrás. De cara eu já perguntei pra ele se ele gostaria de visitar Boston, minha cidade preferida nos EUA e ele concordou, afinal nunca havia estado em Boston. Combinamos tudo, chegar em Boston na sexta feira, porque as passagens estavam apenas 200 dólares (ida-volta), alugar um carro e ir até New Jersey distante, segundo ele, apenas 4 horas de viagem.

       Tive que acordar às 3 da manhã pois nosso vôo saia de Orlando às 6. Louise disse "leve seu travesseiro pra você dormir no avião". Travesseiro no avião? Que idéia brega...mesmo porque com a minha fobia de avião era mais certo que eu ia ficar agarrado na cadeira, suando, contando os minutos para o avião descer.

       Chegando no terminal de embarque notei que nosso avião da Jet Blue era assustadoramente pequeno. Odeio avião pequeno, faz barulho, sacode mais fácil, etc. Mas vamos lá, estatisticamente é mais provável se morrer indo de carro do que de avião. Confiando nos meus conhecimentos de estatística entramos no avião. A decolagem foi horrível, o barulho no avião ensurdecedor e eu quase tive um pirepaque. Sobrevivi, é claro, pois estou escrevendo este post.

       Eu adoro fotos tiradas do avião. Quase tive uma parada cardíaca quando, olhando pela janela vejo um avião se aproximar e passar por baixo  do nosso. Fiquei até mole. Pra minha surpresa e recompensa, o nosso avião passou por Manhattan a apenas 499 mil pés de altura e eu pude fotografar a cidade. A costa de Boston também foi um presente da Jet Blue :)


PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Manhattan. Veja o tamanho do novo World Trade Center em comparação
com os prédios ao redor...

Vê alí o Central Park? :)




Aterrizagem em Logan International Airport of Boston.

       Chegamos no aeroporto Logan. A temperatura em Boston estava 4ºC, um sol lindo e a cidade explêndida como sempre. Alugamos um carro Infinity F35, muito legal e seguimos para New Jersey. Eu não sei de onde que o Robert tirou que eram 4 horas, porque levamos 6 horas para chegar na casa da prima dele. A pior parte é atravessar Manhattan pelo Bronx e cruzar a Washington Bridge. Só isso demorou 1 hora e meia. Chegamos em New Jersey de tarde. No dia seguinte iríamos para New York para passar o dia. Mas essa é a parte II da série de 3 posts dessa viagem...





Áreas de descanso no trajeto Boston - New Jersey

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A estrada é linda mas depois de 5 horas perdeu um pouco a graça...kkk


Cruzando o Bronx


Na parte inferior da pont George Washington.
        Agora deixa eu sair da frente do PC porque eu tenho que arrumar muita coisa aqui. Sábado meu irmão André chega do Brasil e no mesmo dia a Lorna do blog Aventuras na Magic City vem jantar em casa com o marido. Sábado vai ser um dia feliz...
         

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dia da Apresentação do Projeto Final


            Eu não ia mais falar sobre o projeto da faculdade, mas muitas pessoas pediram para postar fotos da apresentação.

            Levei a máquina e pedi para o Robert tirar centenas de fotos, principalmente dos outros trabalhos. Por experiência, sei que apenas algumas ficam apresentáveis. Eu não sou nada fotogênico, nunca fui. Odeio minhas fotos. Chegando em casa depois de ficar 4 horas em pé apresentando o projeto pra quem quer que viesse, pego a máquina, curiosíssimo e constato que o fdp "adorável" tirou 5 fotos. Das quais 1 se salva embora fora de foco. Não é pra dar veneno de rato misturado no café da manhã? Ô ódio, o pior é que é irremediável. Um estagiário tirou algumas fotos mas...o tempo só anda pra frente não é mesmo?

            Minha chefe do estágio, Jacki Arena "itself" foi convidada para a apresentação e estava lá com as garotas do escritório. Disseram que meu projeto era o melhor. Tá bom, sei que elas me amam, mas preciso de testemunho de desconhecidos pra acreditar. Se bem que para mim, pouco importa ser o melhor. Queria sim que fosse bom, muito bom. Dois outros projetos estavam muito bons. Marie, é claro era "finalista"...eu sou fã da Marie, sabe porque? Porque ela nasceu em Porto Rico, um país pobre e ela também vem de família humilde. Podia ser mal educada como maioria deles são (talvez seja cultural?), despreocupada, desorganizada, atrasada, etc. No entanto ela é totalmente o contrário de tudo isso. Acima de tudo ela tem talento e de sobra. A Biblioteca dela ficou excelente embora as pranchas possam melhorar, mas ela está no caminho.

            O outro bom projeto (segundo os jurados) foi o da Daniela que vem da República da Sérvia. A Daniela é uma das melhores alunas da faculdade. Não é muito popular na escola. Muita gente não a suporta e presenciei alguns incidentes que explicam o por quê da animosidade. Mas deixa pra lá né...que eu não estou aqui pra falar mal da garota.

Minha amiga Gina com seu Centro de Saúde na Índia

Lindsay com seu hotel em Bali, Indonésia (o mais fraquinho na minha opinião.
A Lindsay é boa designer, mas como já trabalha em um escritório de Design
não estava muito empenhada em projetos da faculdade,
queria mesmo é pegar o diploma e se mandar)

Teresa, nossa professora e Daniela com sua Biblioteca em Praga
Biblioteca fantástica da Daniela

Marie com também sua Biblioteca no Japão

Natalie e a Half House no México (half house é uma casa onde pessoas após saírem da
prisão têm de passar todas as noites por um período antes de serem
totalmente livres e independentes na sociedade)

Angela Cruz e sua Concessionára de Ônibus

Teresa e eu com  meu projeto

Da esquerda para a direita Whitney, Jacki Arena (dona da empresa onde eu estagi "ava"), ME e Kate
As garotas são Designers no escritório da Jacki
http://www.jackiarenainteriors.com/

            A Teresa nos entregou as avaliações dos visitantes e jurados. O projeto foi muito bem avaliado. De uma coisa eu sei...eu dormi como bebê depois da apresentação final. :P

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cuidado com o Golpe do Reboque em Miami!!

tow - reboque

Alex é um dos leitores do blog que entrou em contato comigo um tempo atrás. Trocamos uns emails e recentemente ele me disse que estava vindo aos EUA para uma visita. De Miami ele me escreveu um email dizendo que nunca mais voltaria a cidade e eu perguntei o por quê. Ele me contou o episódeo triste e sugeriu que eu informasse os leitores a respeito do ocorrido. Sugeri que ele mesmo contasse sua história e ontem à noite ele me mandou o email. Pesquisei um pouco e ainda descobri outras coisas. Cuidado em Miami é pouco...a cidade é linda mas os esquemas para tirar dinheiro dos turistas existe, praticado por gente da pior espécie. Abs

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A todos os leitores do blog do Renato,
escrevo para alertá-los sobre um golpe que vem sendo praticado em Miami e contra o qual todos os visitantes devem tomar cuidado. Principalmente pela falta de conhecimento sobre o cotidiano da cidade e por pensarmos que basta desembarcar nos States que tudo será honesto, justo e limpo...

É certo que muitos turistas, inclusive os brasileiros, alugam veículos quando vão a Miami. Dessa forma, todo cuidado é pouco para estacionar na área de South Beach. Há um esquema de rebocadores de veículos que age com muita eficiência em toda Miami Beach.

Ao contrário do que ocorre num grande número de cidades norte-americanas (na Califórnia, por exemplo), deixar o carro no estacionamento de alguma loja, banco ou empresa, comprar ali ou utilizar qualquer serviço e aproveitar a ocasião para fazer passeios a pé pelas redondezas é suficiente para que os rebocadores ajam. Há olheiros espalhados que chamam os caminhões, e em questão de uma hora o veículo pode não estar lá.

Se há uma placa no local informando: TOW-AWAY ZONE, não arrisque e não estacione. Essa placa não quer dizer que o veículo pode ser rebocado. Mas sim que ele será rebocado.
Duas empresas cuidam desse serviço em Miami Beach: Beach Towing Service e Tremont Towing. Ambas respondem a vários processos nos órgãos de defesa do consumidor por não cumprirem com as diretrizes para rebocamento da legislação do condado. Quando um veículo for rebocado, certamente estará no estacionamento de uma dessas empresas. E a taxa cobrada para liberação é salgada: cerca de trezentos dólares. Detalhe: só aceitam dinheiro vivo, ainda que a lei exija que essas empresas apresentem duas opções de pagamento. Disponibilizam caixas eletrônicos em suas instalações, mas levantar essas quantias em dinheiro pode significar uma dificuldade a mais para turistas. E mais um detalhe: a taxa cobrada para turistas é quase o dobro daquela cobrada para residentes.

As empresas também agem no caso de estacionamentos irregulares em locais públicos. Por exemplo, em zonas residenciais onde aquele veículo não tem permissão para estacionar. Só que acredito que nesse caso seja mais difícil cair no golpe. Os estacionamentos de lojas ou empresas são armadilhas mais perigosas.

A documentação sobre esse golpe e sobre o ódio que os residentes de Miami devotam aos rebocadores - sem, contudo, fazer com que deixem de agir - é farta:

http://blogs.miaminewtimes.com/riptide/2007/04/beach_towing_strikes_again.php

http://blogs.miaminewtimes.com/riptide/2012/02/miami_beach_towing_company_hor.php

http://www.miamiherald.com/2012/09/21/3012599/hed-here.html

Existe até uma série de TV chamada “South Beach Towing”, relatando o cotidiano da Tremont Towing.
Olha só a cara dos sujeitos...



Há muitas comunidades no Facebook provando o quanto essas comunidades são amadas. Por exemplo a “South Beach Tow Sucks! Tremont Towing”.

Cuidado, cuidado, cuidado! Se for a South Beach, deixe o carro em algum estacionamento público ou prefira os ônibus que circulam pela região. Não há dúvidas de que o carro representa uma comodidade, mas para quem não conhece essas sutilezas isso pode evitar uma dor de cabeça completamente desnecessária. São práticas muito antipáticas que, principalmente pela forma como são conduzidas, podem afastar turistas de Miami.


E falando nisso, você já pensou em explorar outros destinos para turismo e compras nos Estados Unidos? Pode ser uma boa experiência, já que Miami está cheia de armadilhas. Em locais como Dallas e Houston há bons preços, voos diretos para o Brasil, pessoas atendendo em espanhol e uma maior tranquilidade. Poucos brasileiros procuram esses destinos e por isso não são visados. Outra ótima opção é a Califórnia, que possui bons parques temáticos e recebe poucos brazucas.

Se não conseguir resistir aos apelos da tradição floridiana, vá direto para Orlando e esqueça Miami! Mas, independente do seu destino de compras, evite voos domésticos com muitas malas. As companhias norte-americanas cobram caro por mala transportada e a franquia de peso é relativamente baixa.

Obrigado a todos vocês, e olho vivo sempre!
Alex

PS: Evitem também o papo mole dos vendedores de quiosques nos shoppings de todos os EUA. Eles são na maioria israelenses e africanos e pegam turistas (e muitos residentes) no laço prometendo maravilhas como os cosméticos Orogold e Mica Bella e os ferros de passar Italsteam. Visam principalmente casais e mulheres. Não dê nem atenção. Esses produtos são caros, eles são treinados para passar golpes e em pouco tempo você pode perceber que o ferro de passar que parecia milagroso nas mãos do vendedor joga uma água marrom sobre a sua roupa, inutilizando-a.

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Agora um vídeo da infame série de TV onde Jennifer Lopez é produtora...que vergonha hein Jennifer?





domingo, 2 de dezembro de 2012

Trabalho de Conclusão de Curso…já?

Tá chegando o dia...

            Eu nem acredito que na próxima sexta-feira apresentarei meu trabalho de conclusão de curso. Este foi o mais desafiador e trabalhoso de todos os projetos que eu já fiz para a faculdade e quero postar aqui primeiro. Foram 6 meses de trabalho. Um mês só de pesquisa sobre a Bélgica e Bruxelas e intermináveis horas trabalhando em Revit Architecture e Photoshop. Nas duas últimas semanas trabalhei 130 horas o que não me sobrou tempo nem para ir ao banheiro 3 vezes ao dia. Aliado a isso tenho outras matérias, estágio, viagem a Tampa, etc...

            A matéria Senior Project I e II geralmente são cursadas no último semestre da faculdade. Por que eu moro em Orlando e preciso que as matérias se encaixem no mesmo dia (ou eu tenho que viajar para Tampa mais que 2 vezes por semana) acabei adiantando Senior I e II. Depois disso faltam só 4 matérias genéricas (assim são chamadas psicologia, inglês, matemática, economia global e outras) que posso fazer pela internet sem precisar ir a Tampa e duas de Studio, a saber, Portfolio e Design Sustentável, que terei como professor, o exigentíssimo arquiteto Alex Bothos.

            Eu fui sorteado para projetar uma residência com componente governamental na Bélgica (cada aluno tem um projeto diferente). Para ser mais exato, a casa do Primeiro Ministro da Bélgica. Exemplos dessas residências são as "Governor Mansion" (palácio dos governadores), a Casa Branca onde mora o Obama com sua família e outras. Estas servem como residência para políticos, no entanto pertencem ao governo.


Casa do Governador do Texas. Uma das residências que estudei para compor
meu projeto. 3 residências do tipo fizeram parte dos estudos preliminares.
Na foto, o "Parlor" é uma sala de estar/entretenimento de convidados.
            O projeto consiste em projetar os interiores. A "casca" ou o prédio foi fornecido pelos arquitetos. A única coisa que não podíamos mexer são as paredes externas, o resto vale tudo. Durante um mês tive que pesquisar tudo sobre a Bélgica, sua cultura, a demografia, clima, geografia, a história do Primeiro Ministro, e outros tipos de residências como esta. Foi muito difícil porque plantas dessas casas e outros detalhes não estão disponíveis na internet por se tratar de um assunto "top secret". Então eu trabalhei com o que tinha. Toda semana, apresentações de Power Point eram feitas para a classe com todas as nossas descobertas. Tive também que achar um lote à venda em Bruxelas onde a casa seria construída e um bairro digno do Primeiro Ministro. No final de Senior I, apresentamos os projetos para um comitê de arquitetos. Eles elogiaram muito o planejamento e pesquisa que eu fiz e apontaram coisas que poderiam ser melhoradas na disposição dos cômodos que eu havia feito. Para Senior II, estas mudanças já foram feitas, embora algumas coisas não mudei pois acredito no meu projeto e sei bem defender meu ponto de vista. Quer um exemplo?

Essa planta (4500 square feet aprox 450 m² só o primeiro andar) foi somente o que eu recebi
3 semanas depois de iniciado o curso. Deste ponto até o final do
projeto foram mais de 300 horas de trabalho.
            Eles disseram que a casa tinha muitos vidros e terraços e que em questão de segurança isso seria um problema. No entanto, pela minha pesquisa, pessoas em cargos políticos na Europa, principalmente em países mais civilizados não têm a preocupação com segurança e a paranóia dos americanos. O Primeiro Ministro Inglês por exemplo, vive em uma casa que a porta da frente dá diretamente para a rua. Outros políticos dirigem seus próprios carros, moram nas casas que já possuíam mesmo antes de serem nomeados. Então o meu projeto em um lote gigantesco rodeado de árvores serve perfeitamente ao propósito e não pretendo mudar. Lembrando que nós designers, só fazemos os interiores. A arquitetura externa, telhados, muros, etc ficam a encargo dos arquitetos. Mesmo assim, ainda projetei algumas áreas externas. É claro que se esse projeto fosse realmente acontecer, muito mais trabalho seria envolvido. Para um projeto escolar, meus professores dizem que fazemos 60% do trabalho. Por exemplo, nem todos os cômodos são mostrados, só 3 por andar. Em um projeto real, todos teriam que ser mostrados e projetados. Desde os batentes, fechaduras, molduras, etc.

            Mas vamos ao projeto, né??

Primeira prancha de apresentação (60x90 cm) mostra o conceito do projeto, pesquisa
localização, cultura, gráficos de estudo e primeiros "sketches" da visão que tinha
dos aposentos.

            A segunda prancha vem com as plantas do primeiro e segundo andar. O primeiro andar é a parte governamental e o segundo andar é a residência do primeiro ministro. Foram 7 horas só para ilustrar o primeiro andar, sem contar o tempo gasto no layout das pranchas.

A parte vazia embaixo é reservada para amostra dos pisos e carpetes escolhidos que têm que
ser reais e colados nas pranchas

Parlor, Office, Banheiros públicos, Sala de Jantar, Escritório da Segurança, Cozinha Comercial
Sala de visitas para hóspedes, quartos de hóspedes, quartos de empregados, lavanderia e
quarto de máquinas e ferramentas. Picina e área externa. Recebi nota 99 pela planta. :)
Os cômodos tem nomes. Meu closet aqui em casa não tem o tamanho da ilha
dentro do imenso closet da Master Suite... O master ainda tem lareira e sofás.

            A terceira prancha é o projeto dos tetos e iluminação. Tinha que ser especial, não podia ser uma coisa plana, achatada com luzes embutidas.

Os componentes em destaque são na maioria da Restoration Hardware,
loja de estilo Bélgico nos EUA.
            A quarta prancha mostra alguns espaços da parte governamental.

Sala de Jantar, Hall, Corredores e o Parlor (sala de estar) O espaço vazio
está reservado para os pisos, tecidos e outras coisas.
             A quinta prancha mostra alguns espaços da residência do Primeiro Ministro.

A residência tinha que ter uma quitenete (cozinha minúscula) pois a família raramente
cozinharia. Preferi fazer algo maior e mais elegante.

             A sexta prancha mostra duas seções do projeto. Levou horas e horas e horas e horas para ilustrar, sem contar o tempo gasto em tutorials do Youtube para aprender.

Algumas vistas externas da casa mas não são requisitos do projeto.

             Eu estou muito satisfeito com o projeto. Sei que na vida real isso seria trabalho para uma equipe e não uma pessoa somente. Estou ansioso para ver o trabalho dos outros alunos da faculdade. Tive a felicidade de cair em uma turma de gente muito talentosa e pelo que vi até agora, coisa boa vem por aí. E sabe o quê? Eu fico muito feliz por isso porque não é meu objetivo ser o primeiro aluno da classe ou da escola. Se fosse assim, teria ficado em Orlando. Eu quero mais é ver coisas melhores que as minhas assim eu tenho chances de aprender e melhorar ainda mais.

            Desde já quero agradecer o leitor/amigo virtual Serginho Mancini que me indicou o caminho de aprender photoshop em um momento de puro desespero. Estou ficando bom de Photoshop, mesmo tendo ainda muito o que aprender. A dona da empresa no estágio me chamou de "Rei do Photoshop"...quem me dera...mal sabe ela que eu só sei 50% das funções do programa hehehe

            Estou ansioso pelas próximas semanas. Chegada do irmão, apresentações finais, férias e acima de tudo viagem. Aguarde um novo post porque Nova Iorque aí vou eu!!

sábado, 17 de novembro de 2012

Comprar um carro nos EUA



            O Robert dirigia uma Toyota 4 Runner 1996 já por 6 anos. Incrivelmente ele pagou 4 mil dólares pela Toyota. A kilometragem na 4 Runner já estava em 255 mil milhas, ou seja, 408 mil km!! Desde que eu moro aqui com eles, a Toyota quebrou 2 vezes. Uma vez o conserto ficou em 1400 e a outra vez 600 dólares. Muito pouco para um carro já com mais de 400 mil km. Palmas para a Toyota.

            Nos EUA é muito fácil comprar um carro. Em primeiro lugar os preços nem se comparam com os praticados no Brasil. Se quiser saber mais sobre as diferenças, leia este post aqui, ou consulte os preços dos carros no www.autotrader.com. A única coisa necessária para financiar um carro nos EUA é que você tenha um Credit Score bom. Mas o que é o Credit Score?

            O Credit Score é um sistema que avalia a capacidade de pagamento. Não somente isso, mas também mostra se a pessoa é boa pagadora, cumpre com seus compromissos. Um crédito ótimo tem um Score acima de 700. Um crédito ruim é menor que 600. Para ter Credit Score só estando legalmente no país. Precisa ter Social Security Number (SSN), conta em banco, cartões de crédito, etc. Se alguém nunca comprou algo parcelado não há como verificar o Credit Score porque não existe histórico de como esta se comporta com pagamentos. Para elevar o Credit Score (algumas pessoas precisam elevar se desejam comprar uma casa, por exemplo), a pessoa precisa fazer cartões de loja, catões de posto de gasolina, cartões de crédito, e pagar tudo direitinho. É necessário MUITOS pagamentos para que o crédito suba e somente UM que a pessoa não paga na data, cai um montão! O do Robert está em 680.


            Eu já ouvi dizer que imigrantes ilegais que têm o Tax ID, conta em banco e cartões de crédito, têm Credit Score, mas não tenho a mínima idéia de como funciona. Eu, por exemplo, tenho conta em banco e cartão de crédito, mas como sou estudante, não tenho SSN e não tenho Credit Score, portanto, não posso comprar absolutamente NADA parcelado.

            Eu fico abismado com a rapidez com que você compra um carro nos EUA. Enquanto no Brasil demora uma semana para que a pessoa saia com o carro da loja, aqui o processo inteiro do Robert, desde a chegada na loja, até sair com o carro novo demorou 2 horas e meia. É como ir a uma loja comprar um microondas. Se tem no estoque você leva. E como faz o emplacamento? O funcionário da loja desparafusa do carro velho e parafusa no carro novo. Não tem lacre, não tem nada. E se não tivesse carro velho? A loja imprimiria uma placa de papel que seria colocada dentro de um plástico e parafusada no lugar da placa. A nova placa chegaria pelo correio em 1 semana. Pode? Não é fácil de cometer fraudes assim? Claro que é! Imagine se no Brasil fosse assim? A minha impressão (é a minha impressão não me venha com xingamentos ou discurso socialista, pelo amor de Deus) é de que a palavra da pessoa tem mais valor aqui, enquanto que no Brasil precisa ser escrito, assinado, reconhecido firma, de corpo presente, com foto colorida 5x7 tirada há menos de 6 meses.

Tirando a placa da Toyota

Parafusando no Sorento



                Mas, vamos ao "carro"... J
            Durante a semana ouvimos na TV que a Kia estava pagando 5 mil por qualquer veículo em qualquer estado na troca por um veículo novo. Vimos os preços na internet e o Robert achou que o melhor carro para ele é o Kia Sorento. Na Internet o preço do básico (mas que tem quase tudo) era de 21.996 dólares.

            Claro que chegando lá a história foi completamente diferente. Em primeiro lugar eles não dariam 5 mil dólares pela 4 Runner. Segundo eles os 5 mil é só para a compra dos Top de linhas. Propaganda mentirosa porque no comercial dizia "QUALQUER NEW KIA EM ESTOQUE". Avaliaram a 4 Runner e decidiram dar 800 dólares por ela. L Em segundo lugar o preço visto na internet é preço "de internet" e à vista. Para financiar, o preço seria 26 mil dólares. E o Robert perguntou pra mim o que eu achava. Eu? "Sei lá, é você que vai pagar, você gosta do carro?" E ele respondeu "It's alright, it's not a BMW, it's ok". Hummm eu conheço esse sentimento. Pagar caro por algo que pode comprar mas que não é aquilo que realmente você gostaria de ter. No entanto, eu relamente acredito que todos nós devemos, nessa hora, parar e pensar. E fazer um esforço para diferenciar o que você precisa do que você deseja. O que você precisa vai custar x. O que você deseja vai custar x². Como eu sou uma pessoa extremamente convincente e eu adorei o carro, ele decidiu por comprar. Quem sabe eu não compro dele no futuro?

Vê logo acima "always save 5,000" MENTIRA!!
Propaganda mentirosa...

            Em 2 horas e meia estávamos saindo com o NEW KIA SORENTO prata do Robert. É um espetáculo. Mas acho que vale mesmo 26 mil, nenhum tostão a mais. Infelizmente, o preço de internet desse carro no Brasil é mais de 100 mil reais. Que absurdo...Mas pelo relato você pôde perceber que mesmo aqui tem malandragem, propaganda mentirosa e gente querendo levar vantagem...


104 mil reais? Jura??

Só pagaram 800 pela coitadinha. Tomara que ela ainda faça alguém muito feliz...

I love it!


              E como quem pede emprestado é escravo de quem empresta, "bem vindo Robert a 6 anos de escravidão!" kkk



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