terça-feira, 15 de agosto de 2017

Lançamento do Foguete Falcon 9



          Se você acompanha o blog sabe que eu vivo nos EUA há quase uma década. Aqui, no estado da Disney e da NASA. E não é que nunca tive a oportunidade de ver o lançamento de um foguete? Que vergonha... Mas ontem, enquanto o Alex assistia ao noticiário pela manha, a repórter disse que o foguete Falcon 9 seria lançado às 12:30pm do mesmo dia. Era muito cedo e ele veio me acordar e disse: "There's a rocket being lunch today at 12:30" (Vai haver um lançamento de um foguete às...) com um sorrizinho sugerindo alguma coisa. Eu disse, "claro!", vamos!!

         Eu ouvi a notícia por volta das 9:00hs da manhã então dava tempo de sobra para ir até o Cabo Canaveral que está localizado a, pelo menos, 40 minutos de distância. Na hora eu nem pensei em levar guarda sol, cadeira de praia, lanche, etc. Pegamos o carro e partimos às 10:45 para não correr o risco de enfrentar trânsito ou de não encontrar vaga para o carro para observarmos o lançamento. Durante a viagem fui pesquisar o foguete e objetivo do lançamento. A missão do Falcon 9 seria levar suprimentos para estação espacial americana. Pensei "essa deve ser a entrega mais cara do planeta até hoje!"

Viagem da minha casa até o Cabo Canaveral


       Confiei no Alex que ele sabia aonde ir. Colocou o endereço no Waze e fomos. Chegamos à portaria de um parque, pagamos os 15 dólares de estacionamento e fomos procurar uma vaga para o carro. Ontem foi o primeiro dia da escola nos EUA então achávamos que não veríamos famílias ou mesmo crianças. Mas sim, havia famílias e crianças. Me esqueci que em diferentes estados as aulas começam em outras datas e muitas crianças não vão à escola, fazem o Home School (escola em casa onde a mãe é a professora, assunto para outro post).

           Aqui vai o endereço do parque aonde ficamos: 

Jetty Park Campground
400 Jetty Park Rd, Cape Canaveral, FL 32920
(321) 783-7111





         O parque é muito legal e eu já havia visitado o local anteriormente. Há um canal onde os navios dos cruzeiros passam em frente e é impressionante ver esses navios gigantes. É como ver um edifício se movendo na água. Geralmente os turistas acenam às pessoas no parque. 

              Passamos rapidamente na lanchonete, compramos nada mais que, cachorro-quentes (ou cachorros-quentes? ou cachorros-quente? hahaha o que importa!?) e coca cola. Estacionamos o carro com o porta malas virado para aonde o lançamento seria, abrimos a porta do porta malas e alí mesmo fizemos a farofada. 





             Eu achei que ia observar o foguete aquecendo os motores etc. Não, não se vê o foguete estacionado, pois além de ser muito longe, há uma elevação e também mata que cobre a vista. Mas, de repente, vê-se o ponto subindo com uma luz brilhante embaixo e não há barulho nenhum. Depois de alguns segundos, um strondo enorme, o barulho do foguete chega até nós como um som de trovão prolongado e vamos observando ele subir e subir, até desaparecer no céu. 

                 Legal, acabou, vamos embora. Ao contrário dessa gente toda que parece estar com a vida ganha, nós precisamos trabalhar. Assim que estávamos já nos preparando para entrar no carro, uma americano do carro vizinho nos disse: "O foguete vai voltar, vocês não querem ver?" Eu - "O quê? Como assim vai voltar?" Ah, essa eu quero ver. Foguete voltar pra terra? 

                  E não é que ele voltou? Fiquei bége, com o queixo no chão quando vi o foguete voltando "de ré", caindo do céu parecendo um filme ao contrário (Será que fez barulho também Pi...Pi...Pi..?). E para provar que não estou de lorota, aqui vai o vídeo do Youtube de toda a viagem do Falcon 9.

               Da próxima vez eu quero observar de dentro da NASA. Tem que se pagar o ingresso do dia todo mas há um ponto melhor para observação. Detalhe, o dinheiro não é devolvido se o lançamento for cancelado... Mas senão for, será realmente algo emocionante. Lembra que eu falei no começo que eu confiei no Alex e deixei a "ida" por conta dele? Pois bem, como todas as pessoas que têm TOC, eu também acho que acabo fazendo as coisas melhor que os outros (eu sei, é terrível esse pensamento). Mas, se eu não tivesse confiado nele e tivesse ido pesquisar teria achado essa praia que você vê as pessoas no vídeo observando o foguete, pelo menos, metade da distância que eu estava. Da próxima vez, planejo eu (rsss). A propósito, o nome da praia é "Playalinda".

Abs a todos!!



                 Do parque, dá pra ir na praia à pé. Quando cheguei lá me arrependi de não ter levado shorts e toalha para aproveitar a praia. E o que essa gente toda fazendo na praia em plena segunda feira!?













sábado, 22 de julho de 2017

Sobremesa para Americanos

        



          Convivendo com americanos, eu posso dizer, não adianta querer agradar com sobremesa brasileira. Nós temos outro paladar. Nós gostamos de pudim de leite, bolo de fubá, brigadeiro, bolo brigadeiro e por aí vai. O americano, em um restaurante típico italiano ele pede cheesecake. Não adianta, acho que gostamos de sobremesas que nossas mães e avós preparavam para nós. Há todo um contexto por traz disso. E com eles é a mesma coisa. Se quiser agradar, aprenda a fazer bem feito, ou até melhor que eles mesmos, uma sobremesa americana. Aí sim, vai ouvir, "que delícia!" Nosso bolo de cenoura para eles é "ok". Eles gostam do bolo de cenoura americano que é completamente diferente. Eles gostam de Apple pie, blueberry pie, pumpkin pie, cheesecake, entre outros. 

                 Foi assim que outro dia, eu ia receber os amigos do Alex e resolvi fazer Shrimp Scampi com spaghetti e de sobremesa "banana pudim". O banana pudim é quase a mesma coisa que a torta de banana do post anterior, no entanto é colocado de outra maneira. Eu peguei a receita no food network e tem até um video do Youtube que ensina fazer. É fácil demais, só o merengue é um pouco complicado e nem sempre fica bom. Mas nesse dia ficou perfeito. Vamos à receita do site:
http://www.foodnetwork.com/recipes/trisha-yearwood/banana-pudding-2283916

                   Eu modifiquei um pouco. Em vez de usar a receita do creme que a moça ensina, eu usei o Creme Pattissiere do post anterior (eles disseram que o creme estava maravilhoso!), a saber:

- 5 gemas (guarde as claras de 3 ovos)
- 140gr de açúcar
- 50 gr de maizena
- 1 colher de sopa de extrato de baunilha
- 500ml de leite integral

         Misture as gemas com o açúcar e a maizena. Ferva o leite e acrescente metade (250ml) na mistura. Leve ao fogo mexendo sempre e imediatalmente acrescente o resto do leite e a baunilha. Vá mexendo até ferver e deixe ferver por 5 segundos. Separe e deixe esfriar com a panela tampada. 

- 1 pacote de Vanilla Wafles (no Brasil use bolacha Maria)
- 3 a 4 bananas

Em uma assadeira, coloque uma camada de bolhachas Vanilla Wafles. Uma camada do creme, uma camada de bananas. Repeita o processo. Creme, bolachas, banana. Pode até repetir mais uma vez. 

Merengue

- 3 claras
- 1/4 de xícara de açúcar

            Na batedeira coloque as claras. Quando estiver em ponto de neve vá acrescentando o açúcar uma colher por vez até ficar parecendo um suspiro brilhante com picos.
Coloque por cima do Banana Pudim. Asse em forno 425F ou 220C por 15 minutos ou até que o merengue fique dourado. Deixe na geladeira por 6 horas. Eles adoram...Fez o maior sucesso!

               Realmente é uma delícia. Esses individuais também ficam muito bonitos!







quarta-feira, 12 de julho de 2017

Torta de Banana Americana

        
      Outro dia eu estava com umas bananas indo buraco abaixo, pois ninguém come aqui em casa. Também 1/2 caixa de Blueberries (mirtilo no Brasil) que precisavam de um destino certo. Claro, nada melhor que uma torta de Banana e Blueberries para dar um fim ao desperdício. Se você é como eu e cresceu ouvindo que jogar comida fora é pecado, sabe a culpa que dá quando se vê coisas estragando no balcão da cozinha ou na geladeira. 

            Essa receita é facílima e ficou uma delícia. A torta foi devorada em 2 dias. É uma combinação de algumas receitas que eu fiz com outras coisas e resolvi juntar tudo em uma assadeira só. Pra fazer você vai precisar:

Massa
- 60 Vanilla Wafers
- 1/4 de xícara de chá de açúcar 
- 1/3 de xícara de chá de manteiga derretida

Recheio
- 1/2 litro de leite "integral" (não vem com leite desnatado!)
- 5 gemas
- 140 gr de açucar
- 50 gr de amido de milho (maizena)

Cobertura
- 3 a 4 bananas
- 1/2 caixa de blueberries ou Mirtilos

           Se Mirtilos for difícil troque por morangos, amoras, etc.
Eu peguei a receita do pie crust nesse site. Ficou muito bom, mas acho que sem açucar na massa fica melhor pois o biscoito aqui nos EUA já é bastante doce. 

Tenho certeza que no Brazil há similares

         O recheio eu aprendi com um chefe francês e se chama Creme Patissiere. É o mesmo que vai nas tortas de morango vendidas nas padarias do Brasil. 

          Misture as gemas com o açúcar e o amido. Misture a massa ainda seca. Ferva o leite e acrescente na mistura uma xícara de cada vez senão a gema cozinha e fica horrível. Vá misturando até dar a metade do leite. Coloque a mistura em uma panela e acrescente o resto do leite. Leve ao fogo médio-alto e vá misturando bem até ferver. Deixe por 30 segundos fervendo e misturando sempre. Tire do fogo e tampe para não ressecar. 

          Vamos fazer a massa. Coloque os biscoitos no liquidificador, bata até triturar mas não deixe virar farinha. Acrescente a manteiga e o açúcar. Coloque em uma assadeira que saia a lateral depois. Leve ao forno 180C ou 375F por 20 minutos.



Dê aos babies um biscoitinho por terem dado
ajuda psicológica durante o processo
         Agora é só colocar o creme e arranjar as bananas e outras frutas em cima. Gelar e servir. Vai ser um sucesso! Vão achar que você é um verdadeiro chefe e na verdade, é mais fácil que fazer um arroz que não fique papa. Beijos!



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Viagem a Oklahoma City

           Eu já visitei muitas cidades e estados desde imigrei para os EUA em 2009. Eu tenho uma lista dos lugares que eu quero conhecer nos EUA e, Oklahoma não estava na lista. Nem sei o por quê. Acho que pelo fato de ser a terra dos Tornados talvez. Talvez pelo fato de que é um lugar central nos EUA que nunca se ouve falar ou mesmo tem algo de interessante. Pois eu pensava assim até que o Alex me convidou para ir conhecer a família dele em Oklahoma City.

            De Orlando, a Southwest tem vôo direto que dura, 2hs e meia de viagem. Segundo o Alex, Oklahoma pode ficar mais quente que Orlando (será?) no verão e no inverno é frio como um freezer. Como estamos na primavera (e falaram isso pra todo mundo menos pra Orlando pois o calor daqui começou já nos últimos dias do inverno e não parou) não ia ter problema pois a primavera lá tem temperaturas amenas. 

     Desde que chegamos no aeroporto fiquei muito impressionado. Descer no aeroporto de Newark é como levar um balde de água+decepção juntos. É feio e sujo. O aeroporto de Oklahoma city é lindo, arrumado, limpo, cheiroso e as pessoas parecem "americanas" (a interpretação é sua).

         


          Eu sei que pra quem mora no Brasil, Orlando parece um paraíso. Realmente quando estamos de visita não notamos muitas coisas que só percebemos quando moramos aqui. Claro, nada assim tão ruim que dê para ficar se queixando, mesmo porque eu sou da turma dos "incomodados que se mudem", por isso saí do Brasil. Mas se comparar Orlando com Oklahoma city dá pra perceber muitas diferenças. A primeira na quantidade de imigrantes. Não se vê tantos como se vê em Orlando, especialmente no Sul da Flórida. Outra diferença é na educação das pessoas. Se os brasileiros acham que os americanos de Orlando são educados, vá para Oklahoma city. Essa região é conhecida pela polidez dos cavalheiros (southern gentleman) e é mesmo!

          As pessoas se vestem muito bem, as ruas são muito bem cuidados, os carros são limpos, etc. Tudo muito organizado, muito mais do que Orlando. Sabe o preço da gasolina? 
USD 1,49 um galão de 3,78L 








           Fomos também visitar o museu dos ossos de Oklahoma City. Muito interessante o museu. 





          Também fui no centro de Oklahoma city passear à noite. Tem uma mini-veneza com um passeio de barco de 1 hora aproximadamente. O lugar chama-se Bricktown. Tudo com um charme de faroeste. 









          Há uma história muito triste sobre como os índios americanos foram tratados pelos colonizadores. Eles foram obrigados a deixar a costa leste e a Flórida para viver em Oklahoma. Dezesseis mil foram forçados a ir à pé desses lugares para Oklahoma e 4 mil morreram na viagem. 




          Em todos os lugares como em prédios do governo há imagens, pinturas e esculturas que descrevem a vida dos índios no estado. 

           Há lojas em Oklahoma que são o paraíso dos designers de interiores!! Veja só:










Na "At Home" havia 5 corredores só de almofadas!!!!

Uma variedade de espelhos incrível




















      A Overholser Mansion foi um dos passeios que mais gostei pois a casa está quase 100% do modo quando foi construída. Pesquise a vida de Henry Overholser, o pai de Oklahoma City, é interessantíssimo!!





         Passeando sozinho com o carro da madrastra do Alex, visitei algumas casas à venda e deu uma raiva danada de viver em Orlando. Essa casa que fotografei custa 390 mil dólares. O dobro do tamanho da minha e quase o mesmo valor. :@




             Por fim, foi um prazer conhecer a família do Alex, especialmente sua madrastra Mama Fran e seu filho peludo Zeeke. Só não mudaria pra lá nunca por causa dos tornados. Na mesma noite que chegamos não pudemos sair por causa da ameaça de tornados. As casas têm abrigos para tornados que ficam no quintal ou mesmo na garagem. Naquela noite, 16 tornados passaram por Oklahoma e 10 pessoas morreram. :(


O abrigo para se proteger dos tornados



Eu e meu novo amigo Zeeke

Alex e eu













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