segunda-feira, 25 de julho de 2016

Democratas ou Republicanos?



          Ultimamente não se fala em outra coisa nos EUA a não ser as eleições presidencialistas. E não poderia ser de outra maneira pois sabemos o quão patriotas são os americanos. É óbvio que qualquer que seja o resultado, todos nós que moramos aqui e também o mundo inteiro vai sentir os efeitos, principalmente aqueles países que têm ligações com os EUA. E qual a minha opinião, muitos tem se perguntado? 

          Eu não gosto de falar sobre religião, política ou futebol e outros assuntos polêmicos por motivos óbvios. Especialmente na internet onde as pessoas não têm filtro e simplesmente desrespeitam qualquer opinião que não seja a que ela possui. Também não entro em questões sobre nações visto que percebo que cada um que nasceu em uma determinada nação, acha que esta é a melhor do mundo. E quem sou eu para argumentar o contrário? Ao contrário, sou daqueles que acredita que cada um tem que viver aonde é feliz. Como já disse no post anterior me irrita profundamente alguém viver aqui nos EUA e reclamar o tempo todo. Para mim essas pessoas não serão felizes em lugar nenhum pois seu descontentamento tem raízes mais profundas.

          Porém, já que tantos querem saber meu ponto de vista, vou expor aqui no blog neste post. Eu, na verdade, não pertenço a nenhum dos dois lados. Há coisas nos democratas que me agradam bastante, mas percebo também muita coisa perigosa. Há coisas nos republicanos que me atraem também, mas às vezes, eles são muito extremistas. Felizmente os extremistas são a minoria nos dois partidos. Quais são os pontos positivos e negativos de cada um?

          Em primeiro lugar, esqueça o que você sabe de cada candidato baseado no que passa na TV no Brasil ou no Facebook. O governo brasileiro está completamente vendido às ideias "socialistas" e o governo do PT vai filtrar qualquer boa notícia a respeito dos republicanos e vai com certeza, endeuzar a candidata dos democratas pois é isso que o PT quer. O Facebook também está vendido ao governo Obama e isso não é expeculação, já foi mostrado e provado que há censura quanto a mostrar, publicar e compartilhar notícias negativas a respeito do governo, do Obama e da candidata Hillary Clinton.

          Em conversas com brasileiros ao telefone ninguém sabe, no Brasil,  realmente quem é essa mulher. Aliás, o brasileiro que é oposto ao governo e dominância do PT no Brasil, seria também contra o governo Obama e os democratas nos EUA. Basicamente o governo do Obama deve ter sido o pior governo da história dos EUA. Bilhões de dólares foram enviados como ajuda humanitária a países que escondem terroristas, dinheiro foi distribuído à vontade a pessoas que podem, mas não querem trabalhar (um tipo de bolsa família), celulares, food stamps fornecido indiscriminadamente e as pessoas usam até para comprar bebidas alcoólicas e cigarro. O Obama care em tese é uma boa ideia, mas na prática virou um grande fracasso. E quem trabalha duro é que está pagando a conta, como eu. 

             A dívida externa dos EUA, com duas guerras, era de 5 trilhões de dólares e agora está beirando, depois de somente 8 anos de Obama, sem guerra nenhuma, os 20 trilhões de dólares. Mais 8 anos desse partido e os EUA entra em um buraco que talvez não consiga mais sair. Eu me pergunto à vezes, porque tanto dinheiro é enviado à África sendo que New Orleans até hoje está parciamente destruída por um furacão que aconteceu há uma década atrás (o Katrina). É incompetência atrás de incompetência. Dinheiro é distribuído a países que odeiam os americanos e os veteranos de guerra, muitos com necessidades especiais estão à beira da miséria sem nenhuma assistência. Vê-se muitos deles pedindo dinheiro em faróis, mesmo em Orlando. Um Cubano que atravessa o mar do Caribe e pões os pés na areia de Miami recebe, imediatamente, mais benefícios que os homens que lutaram em guerras pelos EUA. E quem paga isso? Os americanos, é claro.

          Em tese também os democratas parecem bons. Mas na prática, os mal intencionados estão tirando proveito do "politicamente correto". O brasileiro jamais deixaria que outra língua se instalasse no Brasil. O brasileiro jamais deixaria que argentinos dominassem qualquer cidade do Brasil e exigisse tratamento em espanhol, maltratando qualquer brasileiro que entrasse nos seus estabelecimentos. O brasileiro jamais deixaria que "cidades de refúgio" fossem instalados no Brasil onde criminosos ou fugitivos da lei entrassem nelas e a lei do país não pudesse sequer tirá-los de lá. No entanto, por causa do "politicamente correto", os Cubanos, Portoriquenhos e outros tomaram conta de Miami e o espanhol é a língua oficial da cidade. Americanos são maltratados por eles dentro do seu próprio país. Eu conheço dezenas de americanos que dizem que não pisam em Miami de jeito nenhum. Os muçulmanos estão criando cidades refúgio onde a lei lá é a deles ou a morte. Nesse sentido o Brasil é altamente republicano, mas quer que os EUA seja democrata. No final das contas, o governo que tem que entrar é aquele que será bom para os americanos, não para os estrangeiros ou para aqueles que querem imigrar e receber benefícios. Qualquer país faria a mesma coisa. 


          Por causa do "politicamente correto" terroristas tiraram vantagem de muitos benefícios e se espalharam pelo mundo. Por causa do "politicamente correto" estes se infiltraram entre refugiados e vão fazer e acontecer em muitos lugares. Eu poderia ficar aqui o dia inteiro listando exemplos de como o "politicamente correto" está dando margem para oportunistas e pessoas mal intencionadas se aproveitarem do governo e do povo americano, também de qualquer governo de qualquer país. O pior de todos que eu conheço é que deve-se respeitar as práticas das religiões das pessoas, principalmente dos imigrantes e não se pode interferir. Mas que dizer se uma religião subjuga e maltrata mulheres e crianças, que considera qualquer um que não é da sua religião "mundano", "impuro", "inimigo" e que merece a morte ou o inferno como punição? Que, ou você é convertido ou você deve morrer? Neste ponto eu sou republicano. Quer vir morar neste país, então há regras aqui. Não se pode discriminar NINGUÉM e não se pode maltratar mulheres e PONTO FINAL. Mas os democratas ficam passando a mão na cabeça dessas pessoas e a gente vê isso na televisão TODOS OS DIAS. 

           No Youtube há videos de muçulmanos dizendo que gays tem que ser mortos, que qualquer pessoa que não se converta a Alah deve morrer. Esses vídeos foram feitos nos EUA, em mesquitas nos EUA, por pessoas que têm Green Card ou se tornaram cidadãos pelos benefícios a imigrantes e minorias, o "politicamente correto". E porque o governo não faz nada contra essas pessoas? Por causa do "Freedom of Speech" (liberdade de expressão) e porque é "politicamente incorreto". Se eu fosse presidente, essas pessoas seriam deportadas, TODAS, imediatamente. Elas seriam proibidas de pisar nos EUA, não somente elas como qualquer pessoa ligada a elas. Isso é para proteger a população. A política deles é tolerância zero não é? Devem ser tratados da mesma maneira então. Me diga que isso não incita na cabeça dos menos inteligentes o desejo de ir comprar uma arma e sair atirando dentro de uma boate gay e matar 50 pessoas inocentes que não fizeram mal a ninguém? Você acha que estes condenam o ato do atirador da boate Pulse?? De maneira nenhuma! Ele é o herói deles! Eo todos moram e se beneficiam das leis do país. 

         Daí os democratas vêm com essa bobagem que o problema é o "controle de armas"? Ora faça me um favor...???!!! Há controle de cocaína e outras drogas e o que impede os bandidos de comercializar? O controle de armas não vai tirar armas das mãos de quem deveria, isso é tão claro e cristalino?! Vai tirar de quem não pode se defender de outras maneiras. Bandido vai ter arma, não importa o que acontecer. Nesse ponto eu também sou republicano. A pessoa tem que fazer o que puder para se defender. No entanto, armas de guerra não deveriam ser vendidas à população comum. Neste respeito eu sou democrata, porém, enquanto o mundo inteiro diz que o terrorismo é uma ameaça mundial e um perigo iminente, o Sr Obama vai na TV e diz que o maior perigo mundial atualmente é o aquecimento global. Amigo Obama, morremos todos assassinados pelos radicais antes mesmo do que de calor...

          Você sabia que um agente do FBI foi à TV em um programa de entrevistas e disse que no governo Bush eles tinham uma lista de 3 mil nomes de possíveis ameaças e radicais vivendo nos EUA. Assim que o Obama entrou no governo veio a ordem "de cima" que estes arquivos deveriam ser apagados, deletados de todos os computadores da inteligência americana? Quatro anos depois, a lista cresceu novamente e contava com quase 3 mil nomes. Obama re-eleito e lista deletada novamente. E sabe que nomes contavam dessas listas? Dos homens que jogaram as bombas na maratona de Boston, dos que atiraram nas pessoas no restaurante na Calfórnia e muitos outros. Se isso fosse mentira, porque o governo não prendeu esse ex-agente do FBI? Porque foi isso mesmo que aconteceu. Obama não quis se pronunciar, como de costume.

            No caso dos atiradores na Califórnia, em suas páginas do Facebook, estava tudo alí, tim tim por tim tim a aliança ao ISIS. E porque não se olhou no Facebook destas pessoas? Porque o governo Obama passou uma lei que ninguém ficou sabendo que é proibido olhar nas mídias sociais dos "prováveis" terroristas, imigrantes e minorias. Como é que vamos pegar essa gente toda? Sendo politicamente corretos?? Se alguém prestar aliança a um grupo terrorista publicamente em qualquer mídia social, essa pessoa tem que sair dos EUA ou tem que ser presa. Mas os democratas acreditam que não. Isso me enfurece! Aí vem o Obama e diz na TV que "não é correto chamá-los de radicais islâmicos e que diferença faria chamá-los de radicais islâmicos?" Ué, se não vai fazer nenhuma diferença então os chamemos do que eles realmente são: RADICAIS ISLÂMICOS. Que outra religião sai hoje, matando as pessoas a torto e a direito? Eles podem nos chamar do que acreditam que somos, mundanos, infiéis, alienados, separados de Deus, pecadores, merecedores da morte e nós não podemos usar o termo "radicais islâmicos" pois não é "politicamente correto"? Inclusive, sabia você que nenhuma autoridade americana está autorizada a usar este termo? Sabia você que não se pode mais falar "Feliz Natal" no comércio nos EUA porque não é "politicamente correto" e ofende, principalmente os muçulmanos? Você sabia que o pai do Obama é muçulmano? Muita coisa se explica...tsc tsc tsc... É o que eu digo vez após vez. Eu vim para os EUA e me adaptei à cultura e às leis americanas pois acredito que é assim que deve ser. Mas estas pessoas mudam pra cá e querem que os "donos da casa" se adaptem à SUA cultura e à SUA maneira de pensar e agir. Inclusive ser atendidos na sua língua materna dentro do páis dos outros. Absurdo... e os democratas e liberais concordam... http://insider.foxnews.com/2016/06/14/dhs-whistleblower-obama-admin-scrubbed-records-muslims-terror-ties

 
Ex-agent do FBI fala sobre arquivos deletados
          Vou ser um pouco mais direto agora. A candidata "do Obama", a Hillary é, sem sombra de dúvidas, uma política de carreira da pior espécie, uma cobra.  A Dilma parece inocente, estúpida e até mesmo ingênua perto dessa mulher. Um dos membros de serviço secreto que trabalhava diariamente com ela, escreveu um livro sobre a Hillary por trás dos holofotes e todos deveriam ler. Ela mentiu sob juramento não somente uma vez, mas várias. Ela só não foi presa porque o Obama interviu. Mas há chances que ela será presa no futuro. Você sabe sobre o escândalo de Bengazi? Só quem tem coragem mesmo foi à TV e disse com todas as letras. Hillary era Secretária de Estado e recebeu emails do consulado em Bengazi dizendo do possível ataque. Resolveu ignorar. Um dia antes, recebeu um email dizendo que sabia-se que haveria um ataque no dia seguinte. Ordenou que não se fizesse nada. Quando o ataque começou, o exército pediu autorização para intervir e ela disse que não era para intervir. Tarde da noite o exército resolveu intervir contra às ordens e infelizmente por causa da longa demora 4 americanos já tinham sido mortos. Tudo isso estava registrado em emails e o que a Hillary fez? DELETOU não somente estes emails, mas também 3 mil outros que mandava e recebia de uma conta pessoal no servidor da sua casa em Nova Iorque. Ainda mais, se reuniu com as famílias das vítimas e mentiu para todos eles. Para o azar dela e sorte nossa, tudo foi descoberto, inclusive os emails entre ela e Obama no meio da noite discutindo como iriam acobertar tudo isso para que não afetasse Hillary quando fosse candidata à presidência. Interrogada, mentiu várias vezes. Quando parecia que ela iria ser realmente presa, houve um movimento do marido (que se requisitou uma reunião no aeroporto com a juíza encarreda do caso!!) e do Obama e ela saiu ilesa. Neste dia, metade dos democratas passaram para o lado dos republicanos pois os democratas acreditam que ninguém deve estar acima da lei e essa mulher simplesmente sujou o nome do partido e dos americanos. Ela é perigosa, mentirosa, vendida, inescrupulosa e tem "agendas" secretas que jamais eu e você iremos saber. No final das contas essa mulher está comprometida com gente perigosa, pois já foi provado que o comitê de campanha dela recebeu dinheiro de vários países que "odeiam" os EUA. A fundação dela está sendo investigada e pessoas já foram até presas. Se ela perder, mais sujeira aparecerá e é bem provável que veremos Hillary atrás das grades.




          E o Trump, o que dizer dele? Homofóbico? Sexista? Humanizador? Anti-imigração? Racista? Louco? Felizmente todas essas são as acusações contra Trump e nenhuma delas tem realmente fundamento. O homem não tem papas na língua e como toda pessoa que fala demais, às vezes fala besteira e coisas que se arrepende depois. No entanto, eu percebo que não há acusações de corrupção, mentira, incompetência, ou qualquer coisa do tipo. Eu sempre gostei do Trump por assistir sempre que podia O Aprendiz. Mas não sei se ele seria o melhor presidente para os EUA. Para os que não sabem, Trump sempre foi democrata, mas ao ver a lama em que os EUA está no momento, entrou independentemente na corrida presidencialista como Republicano.

          As coisas que eu gosto no Trump são o fato de ele não ser um político de carreira, não está fazendo isso por dinheiro ou fama, pois já os tem. Não aceitou dinheiro para sua campanha, devolvia cheques milionários pois sabia que com o cheque vem muitos nós e alianças esperadas. É inquestinável sua habilidade nos negócios e acima de tudo ele é patriota. Ele não é anti-imigração, já deixou bem claro isso. Ele é à favor de imigração contanto que as pessoas venham pelos meios legais. Se alguém está com medo de ser deportado se Trump se eleger, deveria estar com medo já agora pois o governo Obama foi o que mais deportou na história dos EUA. Só no ano passado foram quase 600 mil pessoas deportadas. Trump não liga para o politicamente correto se isso for ameaçar a segurança da população. E ele tem peito suficiente para exterminar o ISIS não somente dos EUA como de outros países. Muito diferente do fraco Obama que negou ajuda à França quando ela pediu e disse que o ISIS não era ameaça aos EUA, eram um bando de descamisados que se reuníam em porões usando computadores desatualizados. Ele virou piada nacional quando, somente uma semana depois, os dois malucos atiraram e mataram 14 pessoas na Califórnia dizendo ser em nome do ISIS.

          Aqui nos EUA como no Brasil eu acredito que a solução (e talvez seja em qualquer país) é que pessoas novas, não políticos de carreira, apareçam e tenha um histórico de sucesso em suas vidas pessoais. A família do Trump é exemplar. Todos os filhos trabalham desde cedo, não há drogados, vagabundos, ladrões, alcoólatras etc. Ele é casado com uma imigrante eslovena e tem um outro filho com ela também de 12 anos. Ele tem quase 70 anos e trabalha de domingo a domingo. Eu posso estar enganado, mas eu acredito que, se eleito, vai surpreender a todos, mesmo aqueles contra ele como parte da população afro-americana, gays, democratas e principalmente imigrantes. E naturalmente a próxima pergunta é: "Em quem você vai votar Renato?" A resposta é: Em nenhum dos dois pois não sou cidadão americano e não tenho direito ao voto. Abs a todos e por favor, sejam educados nos comentários. Cada um tem direito à sua opinião e a discordar também, mas sempre com educação. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

10 Coisas Que Aprendi com os Americanos


            Hoje o Robert está se mudando para New Jersey. É um dia triste pois, quando ele está de bom humor (e isso é raro) ele é a melhor pessoa para se estar ao lado. Ele definitivamente não gosta da Flórida e está muito ansioso para voltar para o Estado aonde nasceu, aonde tem primos, tios, amigos de infância que deixou aos 14 anos quando mudou para a Flórida. A mãe dele, a Louise vai ficar aqui morando a apenas 2 quarteirões da minha casa. Ainda somos amigos eles me consideram família, assim como eu considero a todos eles (com exceção de alguns). Segundo o Robert, e também eu pude observar em muitas visitas a New Jersey, há um grande abismo entre a maneira como o americano vive lá e aqui. Infelizmente, na Flórida, há menos respeito, mais gente sem fazer absolutamente nada, mais pessoas fazendo o que não devia entre muitas outras coisas que prefiro não citar para não parecer ingrato. Acredite, perto do Brasil, isso aqui é um paraíso e eu amo este lugar.

            Acordei hoje muito pensativo sobre esses 8 anos que vivemos juntos e tudo o que aprendi com eles e com os americanos em geral. Antes que alguém já venha escrevendo bobagens nos comentários, eu não sou deslumbrado e já escrevi aqui no Blog várias coisas que acredito serem um absurdo os americanos fazerem. O que eu vou escrever não é regra mas, o que eu observo com os americanos que eu convivo, ser o geral. Claro há exceções e pessoas muito ruins também. Neste post porém vão as coisas positivas que eu vou levar para o resto da vida. Então que a lista comece:

1- Amar os animais incondicionalmente. Eu lembro que em casa, sempre tivemos cachorros. Mas aos cachorros não era permitido a entrada em casa. Hoje pensando nas noites frias que os pobrezinhos passavam sozinhos no quintal simplesmente me parte o coração de arrependimento. O americano tem os animais de estimação dentro de casa. Eles são da família. Eles dormem na cama com eles e ele levam aonde quer que é possível os cachorros e gatos irem com eles. Quando viajam pagam um "Pet sitter". Alguém que venha e fique em casa com os cachorros 24hs por dia. Vi isso inúmeras vezes. Os americanos param o carro para o pato cruzar a avenida com os patinhos. Correm risco de morte para salvar animais em situações perigosas. Na Flórida, e eu já escrevi isso, a LEI é que cachorros não podem ficar sozinhos no quintal sem supervisão por mais de 2 horas. Por causa do calor, do sol, dos bichos, da piscina, etc. É considerado abuso e o dono pode perder o animal se denunciado. E olha que eu conheço brasileiros que deixam o cachorro preso dentro da garagem com um calor de 45-60 graus. Não posso pensar em maior crueldade.



2- Repeitar as leis. Se a lei diz assim então o americano não discute, cumpre e pronto. Aliás, eles são muito bem informados dos seus direitos e deveres. Em primeiro, lugar acredito eu, pelo temor das consequências (pois aqui a lei se cumpre). Depois porque traz um benefício comum muito maior e mais importante que o benefício pessoal. Quando há um sinal de STOP, para-se o carro, mesmo no meio da noite ou que não haja nenhum carro à vista.

3- A consciência de que o bem comum é mais importante que o bem pessoal. Já citei com respeito às leis, mas isso vai muito mais além. Por exemplo, se um restaurante se nega a atender algum tipo de pessoa devido a cor, sexo, orientação sexual, etc e isso se torna público, o americano boicota e geralmente o estabelecimento (ou rede), para prevenir uma provável falência, é forçado a pedir desculpas em rede nacional. Isso aconteceu com Chicken-Fil-A (rede controlada por cristãos) que anunciou que não faria, dentro dos restaurantes da rede, nenhum tipo de festa para pessoas da comunidade LGBT e depois teve que voltar atrás e se retratar pois a população parou de frequentar a rede e houve uma incrível perda financeira.



4- O apoio emocional e financeiro em momentos de crise. O americano se comove com a trajédia alheia. Isso ficou muito evidente no massacre, aqui em Orlando mesmo, na boat Pulse. As filas para doar sangue para as vítimas que estavam em estado crítico nos hospitais dava volta em quarteirões. Pessoas do país inteiro doaram dinheiro, alimentos, seu tempo e o que quer que fosse para ajudar os que estavam trabalhando na cena do crime. Milhões de dólares foram levantados por doações para que as famílias que foram pegas de surpresa com despesas de cemitério, velório e enterro. Psicólogos de todo o país se voluntariaram e viajaram arcando com todos os custos para dar apoio pscicológico às famílias das vítimas. A comunidade se uniu em uma só voz e milhares de pessoas de todos os tipos, de todas as escalas da vida se reuniram para prestar indignação e apoio a quem quer que precisasse.



5- Compaixão para com vítimas ou desafortunados. Já foi dito um pouco, mas por observação, eu presenciei inúmeros momentos onde o americano se compadece de desafortunados e dá seu apoio. Um exemplo está acima, mas em coisas pequenas também. Por exemplo, se os EUA está competindo com alguém, é óbvio que o americano vai torcer por seu país. Mas se Camarões está jogando contra a Inglaterra, eles torcem pelos Camarões pois sentem prazer em ver alguém que, apesar do lugar onde vive, supera os obstáculos e enfrenta o gigante Golias.

6- O amor ao seu país. Isso todo mundo sabe, o americano é patriota. Mas não é patriota somente na Copa do Mundo ou nas Olimpíadas. É patriota na hora da declaração do imposto renda, na hora de punir aqueles (americanos mesmo) que lesaram outros ou o país de alguma maneira. Geralmente, um político que é pego em um escândalo tem a carreira política encerrada. Infelizmente não é o que aconteceu com esta mulher horrível, mentirosa, inescrupulosa, vendida, falsa, que está concorrendo a presidência do país. É muito bonito ver o amor que eles têm pelo seu país, infelizmente esse não é o meu caso. O Brasil só me explorou, maltratou e desrespeitou.

7- A vontade de ser o melhor em tudo o que faz. Isso se vê em todas as facetas da vida dos americanos. Eles querem produzir os melhores filmes, os melhores shows, os melhores cantores, os melhores trabalhadores, etc. Investem milhões em pesquisas, tecnologias, saneamento, etc. A casa americana é sinônimo de conforto. Tudo é pensado para que se tenha conforto quando se está dentro de casa. Na época da faculdade, os "americanos" sempre queriam ser os melhores alunos e se superar em qualquer projeto. Enquanto os "outros" só queriam o diploma fazendo o mínimo que pudessem.

8- Não ligar para o que as pessoas pensam de você. Nós brasileiros temos uma cultura muito européia nesse sentido. Na Itália eu via mulheres com casacos de pele dentro do supermercado. Nós achamos inconcebível ir de pijamas ao posto de gasolina. Damos uma importância extraordinária a aparência e ao que os outros pensam da gente. O americano não está nem aí para essas coisas. Se ele está confortável, isso é o que importa. Por isso compram camisetas um número maior pois não apertam ou diminuem os movimentos, não importa se parecem "sloppy" (desleichado). As mulheres só usam salto alto "raramente".



9- A mulher que trabalha em casa e cuida da família tem muito respeito. Se uma mulher diz em qualquer lugar que ela é uma "stay home mom" (dona de casa) o americano aplaude. Porque sabe que tipo de trabalho essa mulher enfrenta e que, não está deixando a educação de seus filhos às mãos de outros, mas deixou uma carreira e um salário de lado, para se dedicar ao marido e aos filhos. No Brasil além de ser mal visto, depois, quando os filhos crescem essa mulher encontra muitas dificuldades para entrar novamente no mercado de trabalho. O americano em geral tem um zelo extraordinário por essas mulheres. O mesmo se dá para mãe solteiras ou pai solteiras. O termo é "single mother" ou "single father". Uma mulher ou homem que cria seus filhos sozinha.



10- Não há idade para trabalhar. Todos os dias se vê pessoas de idade que, em vez de ficarem em casa "curtindo" a aposentadoria estão trabalhando com 60, 70 ou 80 anos. No Home Depot, no Publix, se vê senhores e senhoras de idade trabalhando. Eu já vi uma senhora de uns 70 anos dirigindo um ônibus escolar. Imagine a minha cara, parado no semáforo, olhando de queixo caído essa senhora vir pela direita, pilotando aquele ônibus amarelo enorme, com seu cabelinho chanel branco como a neve e virar esse enorme ônibus em minha direção e passar ao meu lado e ainda por cima mandar pra mim um sorrizinho.



            Essa lista é pessoal. Claro que se alguém vive aqui, deve ter a sua própria. Fique à vontade para compartilhar com os leitores. Claro também há os da turma do contra, que vivem aqui e só reclamam, que irão comentar metendo o pau nos americanos mas que não voltam morar no Brasil nem morto. Que talvez, por causa do seu próprio comportamento, sofreu preconceito ou discriminação porque fez coisa errada e geralmente, não assume os próprios erros. A estes eu nem respondo mais pois é exaustivo...

            Eu desejo de todo o coração que o Robert se dê muito bem em New Jersey. Na nova casa, no novo emprego e que faça muitos amigos e que seja feliz. Eu serei eternamente grato por todos os ensinamentos (assim como sei que eles aprederam muito também comigo), por cuidarem de mim, pela ajuda, a compreensão, o companheirismo e por fim, por permitir que eu fizesse parte da vida deles por esses oito anos. Do fundo do meu coração eu afirmo: Seremos amigos pra sempre

Robert e Louise Belfi

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sub Emprego nos EUA é Para Você?

          Como a grande maioria sabe eu moro em Orlando há aproximadamente 8 anos. Em 2009 tirei meu visto de estudante em vim cursar Arquitetura de Interiores ou Design de Interiores em uma faculdade americana. Desde o começo, mesmo já tendo 80% do dinheiro do curso inteiro, sabia que algum tipo de "sub emprego" me aguardava. No Brasil nosso emprego está muito aliado ao status. O meu pensamento na época, e também de alguns colegas de profissão e pais de alunos era: "Você vai deixar seu bom emprego aqui para trabalhar em sub emprego nos EUA? Você é louco?" Confesso que isso me assutava um pouco, mas sempre tive bem em mente que seria temporário. Que depois de um tempo eu arrumaria um emprego "na área" de estudo e tudo ficaria bem (e o que é ficar tudo bem?). Mas e o bom emprego no Brasil? Era certa a decisão em deixá-lo? Ou mesmo deixar tudo para trás para ir tentar a vida em outro país?

            Em primeiro lugar deixa eu explicar por que estou escrevendo este post. Eu gosto muito de ler. Não tenho paciência para ler um livro inteiro, mas blogs, artigos, jornais e revistas eu leio diariamente. Leio também todos os comentários de pessoas pois gosto muito de ver a opinião geral da população sobre certo assunto. Me intriga e até mesmo revolta (depois que tive minha mente "lavada" aqui nos EUA) ouvir essa expressão "sub emprego". O que é um "sub emprego"? Algo sujo, que ninguém quer fazer? Algo braçal? Algo que só os que não tiveram a sorte de nascer da classe média pra cima tem a opção de fazer? 

            Eu acho que a minha definição de sub emprego seria um trabalho que não precisa-se ter um curso ou diploma para exercer. Será então que quem tem um diploma de curso técnico e não bacharel tem então um "sub diploma"? Dá pra pensar não é? Porque nós brasileiros desvalorizamos tanto qualquer tipo de profissão que não se exige um bacharel e até mesmo profissões que precisam de um bacharel como "turismo" ou mesmo "relações públicas"? Porque o brasileiro sentiria vergonha de dizer que trabalha em um supermercado, restaurante, lavanderia, etc? Um brasileiro que trabalha em um quiosque no shopping relatou que sentiu vergonha quando amigos do Brasil viram ele trabalhando alí, mas, por quê? Porque ele pensa como a sociedade brasileira que não vê com bons olhos tais posições.

Não é incomum ouvir de pessoas em empregos de "status" relatarem
o quão infelizes elas são
           Uma coisa que aprendi por observação nos EUA é que não importa que tipo de trabalho você diz que exerce, as pessoas não demostram espanto se está na categoria "sub emprego". Uma vez em uma roda de colegas da faculdade, um ex-engenheiro disse que estava limpando casas para pagar a faculdade. Ninguém se espantou a não ser eu (??). Daí eu percebi que havia em mim um certo preconceito com respeito a isso. Da mesma maneira quando vi um homem de salto alto ir pegar a sua prova na mesa do professor e ninguém deu bola, só eu (??). Eu percebi que minha mente tinha sido formatada nos padrões da nossa sociedade brasileira, desde pequenino, quando minha mãe dizia "estude senão você vai virar lixeiro". 

Lixeiro eu?
         Logo depois disso, no supermercado Publix de Orlando, eu vi uma senhora trabalhando toda sorridente no caixa e ela me disse que eu seria seu último cliente pois era fim do seu expediente. Conversando rapidamente com ela, a senhora me disse que morava bem perto da minha casa. Pois bem, saímos juntos e imagine a minha cara quando vi ela apertar o controle remoto da chave do seu carro, uma BMW X5 preta, um luxo! Saímos inclusive juntos do estacionamento e o caminho dela era igual ao meu. Mas de repente, quando a casa mais bonita da rua apareceu, foi alí que ela estacionou e abriu a porta automática da garagem com controle remoto. Não saía da minha mente a pergunta: "Porque ela trabalha no supermercado"?

        No Brasil me formei em Tecnologia em Construção Civil e trabalhei em uma construtora com Status de "engenheiro" responsável por várias obras em São Paulo e em cidades até 100km de distância. Eu tinha o carro da empresa, combustível, comida, hotel, etc tudo pago pela construtora, mas eu ODIAVA meu emprego. Durei 18 meses nesta construtora. Passei rapidamente pela ilusão que trabalhar no Banco do Brasil, após passar no difícil concurso, me faria ter uma vida maravilhosa. Meu salário no banco, para executar tarefas complicadas, vestido em roupas sociais e comendo de marmitas, era de RS$ 745,00 brutos, o que me sobrava um pouco mais de 500 reais líquidos. Mas eu ia e voltava de carro, bem vestido, com meu crachá do BB - que quando as pessoas viam diziam "tem que ser inteligente pra trabalhar lá. Ele deve ganhar uma nota!" - o tal do status... Depois de dois anos e sem chances nenhuma de promoção, fui trabalhar em um escritório na Av Paulista, chique no último, em consultoria financeira. Tinha minha própria sala, com banheiro, chá de amoras servido pela copeira e vaga na garagem do prédio. Ganhava também o triplo do salário do banco mas nunca me senti tão infeliz, preso 8 horas por dia naquela sala sem ver a cara de ninguém. Saí de lá para ser professor de matemática o que foi um dos melhores empregos que já tive na vida. No entanto a vida de São Paulo, o crime, o custo de vida, o trânsito, a poluição, o stress e o governo, após 8 anos, sugaram minha saúde e energias, comecei a ficar constantemente doente. Algo estava errado e eu queria mudar drasticamente a minha vida.

Queridos colegas de trabalho e salário de 745 reais mensais brutos

          É claro que, mesmo antes da faculdade acabar, meu dinheiro já tinha ido pelo ralo e lá fui eu trabalhar em "sub empregos". Trabalhei de pintor, "tirador" de papel de paredes, motorista, faxineiro, babá, carregador, etc. Mas acordava às 7:30 (e não às 5:30 por causa do trânsito ou do rodízio), em 10 minutos estava em meu trabalho, sem trânsito, sem poluição, sem estress e principalmente sem MEDO. Ia à faculdade às vezes à tarde, às vezes de manhã e às vezes à noite. Dirigia meu Jetta (que eu paguei 12 mil) pelas ruas arborizadas e ia lá efetuar meu "sub emprego" que eu recebia em torno de 3 mil dólares mensais, às vezes mais. Um dia lembrei de como eu ia com meu Gol 1993, vestido social, com sapato lustrado para o Banco do Brasil, trabalhar em uma linda agência Internacional por 8-9 horas por dia (sem direito a horas extras) para ganhar meus 500 reais líquidos. Ainda recebia um ticket-refeição que eu vendia para complementar a renda. Agora me diga: Qual na verdade era o SUB EMPREGO? A sub-vida? Definitivamente a que eu levava no Brasil. 

Meu caminho para o trabalho todos os dias
          Já viu a roupa do dia a dia de um pintor? A roupa é pintada, literalmente. Eu entrava em condomínios e prédios de luxo em Orlando para pintar um apartamento por 2 mil dólares e a pessoa da recepção me recebia da mesma maneira que o vendedor de seguros que estava de paletó e gravata. No elevador, que é o mesmo para quem quer que seja, os moradores olhavam pra mim, sorriam e diziam "bom trabalho! Deixe seu contato na recepção, talvez queiramos pintar o nosso apartamento também". Às vezes eu pintava 3 por mês e pagava 4 mensalidades da faculdade adiantado + as minhas despesas. Ninguém me olhava diferente porque eu estava "vestido" de pintor. Anos depois eu fui a este mesmo prédio, muito bem vestido, com minha proposta de re-design do lobby inteiro. E fui atendido na recepção, da mesma maneira quando chegava la em roupas sujas de tintas. Ganhei a concorrência, peguei o trabalho e alguns moradores do prédio até me reconheceram. E o tratamento também foi igual. Foi aí que me dei conta mais uma vez: Eles pensam diferente da gente. Fiquei com vergonha da minha antiga maneira de pensar.

            Acima de tudo, essa minha vida de sub-emprego melhorou a minha saúde. Não tinha mais stress, portanto dormia à noite. Não respirava mais poluição - sarei da asma e da bronquite. Não tinha mais medo então olhava mais para a natureza e para as pessoas. Não pegava mais trânsito então tinha mais tempo livre para mim. O trabalho era braçal então meu condicionamento físico também melhorou. Nunca mais fiquei doente. Foi isso que meu sub emprego me proporcionou.

            Por isso hoje, quando ouço as pessoas dizerem "você vai lavar privada nos EUA" eu fico com pena, pois tais não sabem do que estão falando e quão feio e preconceituoso isso soa à pessoas que já passaram dessa fase. Depois de formado, claro fui procurar emprego em grandes empresas de Design e Arquitetura de Orlando. Já imaginou? Ser Designer em uma empresa dessas nos EUA? No entanto o salário de 26,000 dólares anuais (20 mil líquidos) fez-me pensar que era melhor voltar a pintar paredes e ter a minha liberdade pra eu fazer o que eu bem entender do meu nariz.

           E foi isso que eu fiz até que os projetos particulares começaram a surgir, aumentaram e abri a minha própria empresa de Design de Interiores em Orlando. Depois comecei a trabalhar como corretor que eu também adoro e hoje desempenho as duas funções. Talvez hoje minhas duas funções sejam motivo de admiração para tais que sonham vir aos EUA, mas a maioria jamais limparia uma privada. Amigo(a), eu perdi a conta de quantas privadas eu limpei e de quantas paredes eu pintei. E me orgulho pois foram elas que me ajudaram a estar aonde eu estou.

          E para finalizar, seu eu tivesse que trabalhar em algo que não é exigido diploma (não mais falarei sub-emprego), eu voltaria com prazer. Posso dizer com toda certeza que qualquer trabalho, seja qual ele for, se bem feito, dá prazer. E se, alguém quer chegar mais adiante, que nem olhe para aquilo no momento, pois tem que ter os olhos fixos à frente. Coisas materiais e status podem ser perdidos da noite para o dia. A única coisa que não podemos perder são as lições e eu aprendi a minha: Não existe sub-emprego...

Arrancando papéis de paredes
Contato para aquisição de casa em Orlando ou para Reformas e Design: rs_alves@hotmail.com

(devido a imensa quantidade de emails, comentários eu não consigo mais responder, mas leio a todos com muito carinho. Obrigado!)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Reforma e Decoração de um Apto no Reunion

            O Marcelo e a Mônica, clientes queridos, adquiriram uma casa no condomínio Reunion e contrataram a Studio R (ou seja, eu) para fazer o design e decoração da casa deles de 5 suites e que não é para locação e sim para férias da família. Você pode ver o post que eu descrevi a experiência aqui. Eles gostaram tanto da experiência, e após ver os resultados com a locação do apartamento do Henrique e Patrícia (aqui está o post da reforma do apartamento deles), resolveram adquirir também um apartamento para locação de temporada no mesmo condomínio, a saber o Reunion. 

           Logicamente me chamaram também para a empreitada de reformar o apartamento e decorar no padrão Studio R. No caso do apartamento que eles adquiriram, o mesmo já estava sem mobília o que facilitou bastante o processo. Saiba que, ao adquirir um imóvel de revenda (que provavelmente já não estava mais dando lucro) é preciso jogar fora ou doar 80-90% da mobília, senão tudo o que há no imóvel. Engana-se quem acha que ao adquirir um imóvel que não dá mais lucro, somente porque trocou de proprietário, o imóvel passará a render dividendos aos novos donos. 

       Quem olha para os imóveis pela internet quer o melhor que puder achar, no melhor preço, no melhor condomínio. Embora não haja imóveis suficientes para dar conta de tantos turistas em Orlando e região (ano passado 66 milhões!), a competição é grande e os melhores imóveis são os primeiros a serem alugados. Um excelente imóvel, bem decorado, aluga até mesmo na baixa temporada. Aqui vai um conselho de quem conhece e sabe do que está falando: Não adianta adquirir um imóvel de 450 mil dólares e depois querer gastar 30 mil com a decoração. É um tiro no pé! Uma decoração top fica entre 15 e 20% do valor do imóvel. Dá pra fazer com 10% mas os resultados não são os melhores. Como eu disse a uma cliente que queria dizer "UAU!!" no momento que entrasse em sua residência, UAU custa dinheiro. 

        Eu trabalho com qualquer orçamento que o cliente prover. Eu entendo a alta do dólar e o fato de que depois de tudo pago e a entrega das chaves é feita, pouco sobra para a decoração. Infelizmente pois a decoração é um dos pontos mais importantes quando a expectativa é que o imóvel gere dividendos e pague, na maioria dos casos, a despesa do imóvel e o financiamento adquirido. Mas faço o melhor possível dentro do orçamento que o cliente me passa. 

          Sem mais, deixo aqui algumas fotos do processo e do resultado final. Um abraço a todos!

Se quiser adquirir um imóvel em Orlando e região entre em contato pelo email rs_alves@hotmail.com

Se quiser reformar ou decorar seu imóvel entre em contato pelo email studiorinteriordesign@gmail.com

Instagram: renato_s_alves


Pra mim essa é a pior parte. A parte da bagunça e da sujeira.

Nem adiantava cobrir pois essa luminária ia para o LIXO!





Eu e os clientes optamos por um cinza um pouco mais frio para
combinar com a decoração que tínhamos em mente

Alguns detalhes de design como divisão das paredes com
moldura dão um ar mais sofisticado aos ambientes


Pisos laminados são a melhor opção para casas de locação. São
"inrriscáveis" (unscratchable) e duram décadas. Além de bonitos e
fáceis de manter.

Alguns clientes me dizem: "Que delícia ir às compras com o dinheiro dos outros"
Em primeiro lugar eu tomo o máximo de cuidado com o dinheiro dos "outros"
como se fosse meu. Em segundo lugar, em um único projeto, vamos em torno de
50 vezes a lojas. Multiplique isso por 26 casas que já fizemos.
Não é tão "delícia" assim, é trabalho mesmo. Mas como dizem "quem faz
o que gosta não trabalha nem um dia sequer"
Agora as fotos profissionais do imóvel decorado:

























O dia da primeira visita e 3 semanas depois

- Valor de aquisição da propriedade: USD 225,000.00
(3 suites, sala de estar, jantar, cozinha, lavanderia e varanda)

- Valor total de reforma e decoração: USD   51,920.40
(já incluída comissão Studio R 20% sobre gastos)

- Valor total investido: USD 276,920.00

- Valor atual do imóvel: USD 310,000.00

O imóvel está disponível para locação no site abaixo:
O link será colocado em breve


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