sábado, 13 de junho de 2015

Voltar ao Brasil é uma Opção?



            Alguns dias atrás postei no Facebook o relato do Márcio que depois de 11 anos explicou no blog dele porque estava voltando ao Brasil. Você pode ler o relato dele, se quiser, aqui. Em seguida postei um link sobre uma matéria baseada em comentários a um outro post sobre o mesmo tópico, "voltar ou não a viver no Brasil". A maioria das pessoas que comentaram no Facebook do blog disseram que não concordam com a decisão do Márcio, porém alguns concordaram com ele. E houve também aqueles que perguntaram a minha opinião sobre o assunto.

            Essa questão é muito pessoal e é muito difícil tomar uma decisão como essa de voltar ao Brasil, como também não é fácil tomar a decisão de sair dele. Segundo pesquisadores e psicólogos, a readaptação no país, é mais difícil do que a adaptação no país estrangeiro. Deixar para traz a família, amigos e tudo o que você adquiriu durante uma vida (e que têm valor sentimental) e chegar aqui com 3 malas para começar do zero não é algo fácil. Imagina deixar agora tudo que se adquiriu no estrangeiro e começar do zero novamente? Mas eu tomei a decisão de viver em um país estrangeiro e não me arrependo.

            Houve muitas pessoas que me chamaram de louco, de "traidor" e muitas outras coisas. Até hoje eu recebo mensagens de pessoas que dizem que "brasileiro que é brasileiro fica no Brasil e luta por um Brasil melhor". Como se sair do país, ou mesmo deixar de votar, não fosse um ato de protesto pela insatisfação com tudo o que acontece no nosso país. A verdade é que cada um sabe aonde o calo aperta. E o que eu vou dizer agora é a minha opinião, nua e crua, mesmo que seja acusado de "desertor", "preconceituoso", "metido", "deslumbrado", "portador de síndrome de vira-latas", etc. Na era do "politicamente" correto, não se pode dizer mais nada sem cair em desgraça. Por causa disso mesmo é que os americanos perderam Miami para os cubanos e não podem dizer mais "Feliz Natal" no comércio pois ofende os que não são cristãos, ateus ou que não celebram o Natal. Por isso encare meu relato como um desabafo.


            Eu simplesmente não aguentava mais viver no Brasil. Eu achava que tinha nascido no país errado. Nada do que vou dizer é novidade, mas o custo de vida, a poluição de SP, o trânsito, o crime, o desrespeito do brasileiro pelo próximo, o desrespeito do governo para com a população, a sujeira política, a roubalheira descarada, a facilidade de como se mente, a polícia, os ladrões, os "Gersons" da vida, os impostos, a falta de educação (de todas as classes!), a falta de civilidade, a petulância de alguns dos pais dos meus alunos (era professor de escola privada de alunos de classe alta), as condições de vida, os preços de tudo, e mais uma longa lista de coisas faziam a minha vida miserável! Estou sendo sincero, eu realmente sofria com essas coisas. E por ter conhecido outros 15 países e ter passado tempo considerável com pessoas de lá, via, a cada viagem como minha vida era ruim e sofrida no Brasil em comparação com classe média e classe média baixa desses países. Dos que eu visitei, o Brasil só era melhor que o Paraguai. E não pense que eu tinha baixo salário no Brasil. Tinha salário alto, morava em um apartamento em um excelente bairro, tinha carro novo, boas coisas etc. Mas a que custo?

Só há uma palavra para descrever São Paulo - Caos...

            O engraçado é que eu ouvi de um professor "socialista" na escola que eu trabalhava a seguinte frase: "Ué, se alguém não está contente com os alunos ou com os pais dos alunos, mude de profissão ou mude de escola!". Embora tenha ficado com raiva dele na época, conclui depois que ele estava certo. Se trata daquele velho ditado, "não está contente? Se manda!". No entanto, existe uma exceção, segundo estes. Se for país, não pode. Se estiver descontente, não pode mudar de país, porque daí você é um fdp". Eu ainda me pergunto hoje se as pessoas que criticam quem quer sair do Brasil, realmente pensam assim ou será que há outros sentimentos envolvidos??

            Por estes e outros motivos eu tomei a decisão de ir para o mundo. Ir para outro país, para estudar, viver, ter novas experiências, etc. Planejei desde 2006 e em 2009 fiz minha mala e vim morar nos EUA cursando Arquitetura de Interiores em uma faculdade de Orlando. Foi uma experiência incrível. Mas nem tudo foi rosas, é claro. Tive que fazer tudo que imigrante faz, trabalhos manuais, limpeza, pintura e por aí vai até conseguir meus documentos. Mesmo assim nunca fui discriminado ou mal tratado por quem quer que seja. Aliás, quando trabalhava para brasileiros como guia turístico, guia de compras, etc fui maltratado várias vezes.

A maioria dos estudantes e imigrantes trabalham nos primeiro
anos com limpeza e este foi o meu caso também.

            No relato do Márcio, ele cita vários fatores como por exemplo a língua e a cultura. Com respeito à língua, algumas pessoas não conseguem se tornar totalmente fluentes e por vários motivos. Muitos sequer aprendem inglês mesmo vivendo nos EUA por muitos anos. No caso do Márcio, pode ser que em casa eles falassem português, pode ser que ele, por ser engenheiro, das exastas, não tenha aptidões como os de humanas têm para com as línguas. E como foi meu caso, afinal também sou engenheiro? O começo foi difícil na faculdade, no segundo ano eu já era completamente fluente. A pior parte é quando você não tem o vocabulário para se expressar em inglês e também já esqueceu como se fala em português. A idéia fica dentro da cabeça e não sai pra fora de jeito nenhum.  Mas com bastante empenho, é possível superar as barreiras da língua. É possível ficar fluente e ter bem pouco sotaque (eliminar é impossível, para adultos). Não é minha opinião, é fato científico. Para mim a língua não é mais nenhum problema.


            Quanto à cultura, ele tem razão, realmente não é a sua. Nós crescemos com um tipo de comida, música, piadas, humor, histórias, cheiros, cores, personagens, programas de televisão, etc. A gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente. E isso não é ruim! Seremos sempre brasileiros e eu me orgulho disso. Não quero renegar a minha cultura e nem sequer esquecê-la. Em casa eu ouço MPB, assisto novelas brasileiras, programas de humor, Globo Reporter, mini séries, etc. Eu cozinho pratos brasileiros para americanos e eles adoram. Mas cozinho muitos pratos que aprendi com os americanos e os brasileiros gostam muito também. Entendeu o ponto? Não é a sua cultura, mas nada impede de você pegar o que há de melhor nela e incluir no seu dia a dia. Não é preciso renegar uma cultura e abraçar a outra. Também do mesmo modo, se livrar de traços da cultura brasileira que não são muito desejáveis e acredite, por mais educado que sejamos, nos pegamos fazendo coisas que não devíamos.


            Sim dá saudades, de muitas coisas. Mas eu penso que as saudades que eu tenho é de uma vida que não existe mais pra mim no Brasil. Eu mudei e a sociedade brasileira também. A saudade que eu tenho é de uma vida décadas atrás, é preciso ter bem consciência disso. Se eu decidisse voltar, não voltaria para aquela vida de décadas atrás. Voltaria para a vida da época que eu decidi que queria sair do Brasil! Disso eu não me engano!
            Outras saudades são de coisas que mesmo morando no Brasil eu jamais teria. Saudades de coisas do passado. Saudades da minha mãe, que faleceu o ano passado.


            E não é balela, nos EUA há mais, e melhores oportunidades do que no Brasil. É fato cientificamente provado. O índice de desenvolvimento humano nos EUA (IDH, que mede a facilidade de se conquistar e ter qualidade de vida, como também oportunidades, índice de pobreza e muitas outras coisas) é o quinto no mundo. O Brasil é o 88º. Atrás até de Portugal, Chile, Argentina e muitos outros países mais pobres que o Brasil. No Brasil tudo é difícil, infelizmente. Não me leve a mal, aqui também há seus problemas e até alguns absurdos! Mas em escala muito menor.


O Brasil nem se encontra entre os 50 primeiros. Mesmo tendo PIB muito maior
que muitos outros países.
            Se me perguntarem seu eu voltarei a morar no Brasil eu digo sinceramente que acredito que não. Eu não consigo mais viver no Brasil. Das vezes que eu fui visitar, depois de alguns dias já queria voltar "para casa". Sim aqui é a minha casa. A nossa casa é aonde o nosso coração está. No caso do Márcio, o coração dele não saiu do Brasil. Eu gosto muito da vida que eu tenho nos EUA. Eu gosto da organização. Eu gosto da educação da grande maioria das pessoas. Eu gosto das minhas janelas sem grades, do jardim da frente da minha casa sem muros, dos meus vizinhos. Eu gosto da natureza de Orlando, das dezenas de passarinhos, esquilos, e outros bichos que vêm comer e fazer ninhos no meu quintal. Eu gosto do silêncio e respeito da vizinhança, depois das 10 horas na noite. De dormir sem ouvir nenhum barulho. Eu gosto do respeito no trânsito (nunca vi um acidente de trânsito em 5 anos, só na televisão). Eu gosto de ir ao supermercado com 100 dólares e trazer 4 grandes sacolas cheias de coisas. Eu gosto do fato de que não sinto medo quando ando nas ruas, quando entro e saio do carro, quando vem uma moto em minha direção. Eu gosto de ver o quanto eu pago de impostos em cada compra e ver que, nos ítens de alimentação (leite, ovos, batata, legumes, arroz, etc) o imposto é ZERO. O imposto da gasolina também é zero. Eu gosto de ver o quão devagar os carros trafegam pelas ruas residenciais e que todos páram no sinal do stop. E ver que, em um cruzamento de 4 vias, sem semáforo, todos páram e cada um sai na mesma ordem que chegou, sem auxílio nem mesmo de guardas de trânsito e ninguém se confunde ou fura a fila. Eu gosto de andar de bicicleta e ver que os carros ao passarem por mim reduzem a velocidade e dão a distância de 1,5m. E que as pessoas ao me cruzarem, cumprimentam sem nem mesmo me conhecer. Eu gosto de ver meus vizinhos nos finais de semana cortando suas gramas e cuidando da aparência externa de suas casas (embora por dentro a gente sabe que é diferente). Eu gosto de ir aos restaurantes de Orlando e sempre ser servido com um sorriso por um atendente americano. Eu gosto do fato de não ver animais abandonados nas ruas já por quase 6 anos. Eu gosto de ver o cuidado que os americanos têm com seus cachorros e gatos. Quase não há cachorros soltos no quintal. Todos querem ter seus melhores amigos dentro de casa com eles, longe do calor escaldante ou do frio intenso. Eu gosto de ver crimes sendo solucionados (a estatística é de 90%). Eu gosto de ver criminosos, independente da classe social, ir para a cadeia pagar pelo que fez. Eu gosto do respeito do americano pelas leis. Eu gosto da qualidade das construções e do acabamento das casas nos EUA. De quanto conforto térmico, acústico, etc, se tem dentro delas. E que pessoas de classe média baixa e pobres podem ter conforto também! Eu gosto do cuidado que a prefeitura teve em fazer sarjetas arredondadas para que os carros não risquem as rodas nelas. Eu gosto da velocidade da internet e do telefone 4G. Eu gosto da confiança que o governo dispensa à população enviando a placa do carro pelo correio para que você mesmo parafuse no carro. Eu gosto do fato de que a palavra do cidadão tem valor até que se prove ao contrário. Você diz "foi assim" e todos acreditam. Eu gosto de não ter medo da polícia e eu sorrio quando vejo uma pessoa negra em uma Mercedez, BMW ou Audi (e é bem comum), pois eu percebo que os afro-americanos têm mais oportunidades aqui. Eu gosto de viver aqui. Eu sou feliz aqui. Poucas coisas me incomodam.

Em pequenas coisas podemos ver consideração. A grande maioria
das sarjetas são arredondadas para evitar acidentes e para
que os carros não risquem suas rodas

Sua casa é onde seu coração está

            Antes que alguém diga alguma coisa sem sequer me conhecer, leia o blog, que todos os defeitos dos EUA estão escritos aqui. Os EUA não é um país perfeito, nem todo bairro é igual ao meu, há crimes, há gente doida, injustiças, etc, etc, etc e eu já escrevi muito sobre isso, em vários posts. Mas nada se compara a situação atual do Brasil, que me deixa muito triste pois eu tenho família e amigos lá. Além do que eu acredito que, o povo brasileiro é único e maravilhoso, amistoso e muitas outras qualidades e fico triste que tenham que sofrer. No entanto, basta um Carnaval, uma Copa, um campeonato brasileiro para que esqueçam de tudo isso... e idolatrem um estúpido que disse que "copa não se faz com hospitais".

            Eu me adaptei tanto nos EUA que não conseguiria mais me adaptar com as condições do Brasil. Isso é bem claro pra mim. Eu sei que eu tenho saudades de coisas que não existem mais. Como um antigo relacionamento, eu sei que tenho saudades das coisas boas, mas lembro bem como era um inferno (pra mim) conviver com a pessoa no dia a dia. No entanto, nunca vou deixar (e nem quero) de ser brasileiro. Nunca vou deixar de amar a minha cultura, meu povo, minha terra. Só não dá mais para morar lá. Eu amo o Brasil, mas infelizmente, meu amor não era correspondido...

            O meu conselho é: Se a vida é muito boa no Brasil, fique no Brasil. Se a vida é ruim, tente melhorá-la! Trabalhe mais, estude à noite, mude de emprego, aprenda línguas e se, depois de tudo isso, a pessoa ainda se sentir mal, procure outro lugar onde se possa viver melhor e ser feliz. Todos somos cidadãos do planeta Terra. Por causa dessa merda de patriotismo é que o mundo tem tantas guerras. Boas ações podem ser feitas em qualquer país em que se viva. Nossos avós e bisavós também deixaram suas pátrias e ninguém critica isso. E eu vou dizer pela décima vez: "O mundo é muito grande para se nascer e morrer no mesmo lugar". 



 
Foto em minha casa, com meus cachorros Dexter e Annabel
recebendo clientes brasileiros que se tornaram amigos ;-)


sábado, 6 de junho de 2015

O que é o Uber?


          Ontem por um acaso vi uma propaganda no meu Facebook dizendo que o CEO do UBER comemorava 1 milhão de "corridas". Pesquisando um pouco na internet achei outro artigo de jornal eletrônico mostrando passeatas de motoristas de taxi contra o UBER e também processos na justiça contra a empresa fundada em 2010. Mas nada que dissesse que raios é esse tal de UBER? Inclusive alguns dos meus amigos no Facebook curtiram a página de fãs deles.

              Pesquisando mais um pouco descobri que o UBER pode ser uma ferramenta muito útil. Há vários videos no Youtube a respeito do UBER. O UBER é um aplicativo de "rides" (caronas ou corridas). Certa vez em Paris, o dono fundador não conseguia achar um taxi disponível e estava atrasado. Pensou então, "como seria legal um aplicativo que pessoas comuns viessem te pegar e recebessem por isso". A ideia saiu da mente e do papel e foi parar na prática, ou seja, nos telefones celulares de milhões de pessoas. Hoje, nem precisa dizer, os donos fundadores estão nadando no dinheiro.

As propagandas do Uber dizem
"Uber é o seu motorista particular"
                O UBER é um aplicativo que você instala no seu telefone depois de se cadastrar pela internet. Há duas maneiras de se registrar e usar o UBER. A primeira é como usuário que precisa das corridas. É preciso registrar um cartão de crédito para pagamento. A pessoa que possui o UBER no telefone precisa de um serviço de transporte, abre o aplicativo (que já reconhece aonde ela se encontra), digita o lugar que pretende ir, o tipo de carro (sedan, SUV, luxo, etc) e o UBER além de calcular o valor da corrida, chama o motorista mais próximo que pega a pessoa e a leva ao local desejado. 

As corridas são mais baratas que os taxis e um programa
é quem calcula por distância ou minutos.
Não é preciso dar gorjetas nem ter dinheiro com você.

                 A outra maneira é sendo motorista. Qualquer pessoa pode ser motorista. Alguém que tenha um carro e esta desempregado pode ganhar dinheiro com essas corridas. A vantagem aqui nos EUA é que não se dá gorjetas do UBER. O dinheiro vai para você, depois que o UBER pega a comissão dele. É possível também para o motorista, dizer quais períodos vai estar disponível para fazer as corridas. Para se cadastrar como motorista, é preciso ter conta bancária e documentos. Assim o UBER faz os depósitos na conta do motorista. 



                 Quem usou gostou muito. Além de ser uma maneira de fazer contatos e amizades, pode ser uma fonte de renda. Eu acredito que possa ser seguro também, pois além de se registrar, fornecer documentos e dados bancários, o UBER registra todas as corridas. Se alguém se meter a fazer algo errado, está tudo registrado. 

                 Outra coisa insteressante é que é possível avaliar o motorista. E também o motorista pode avaliar o passageiro! Já pensou, você cliente, sendo avaliado pelo motorista? O mundo está mudando mesmo... o Uber já está disponível em 300 cidades de 58 países.

                Especialmente para aqueles que estão saindo de férias nas grandes cidades, é uma boa opção ter o Uber, inclusive escolher o carro e o motorista. Não é à toa que locadoras de carros e empresas de taxis estão movendo processos e organizando protestos contra o Uber. É duro ter concorrência e ter que reduzir os preços, não acha?

Com o Uber é possível dividir a conta com amigos que também
possuem o aplicativo


         Infelizmente como a natureza humana é a mais complicada de todas, há relatos não tão bons na internet de pessoas que foram lesadas por motoristas que fingiram não saber a rota e muitas outras coisas mais. Depois de ler e assistir alguns vídeos, eu penso que pode ser bom, se as alternativas mais comuns não estiverem disponíveis. Por exemplo, se você já não contratou serviço de traslado, não há taxis disponíveis e assim por diante. Daí quem sabe não pode arriscar um motorista do Uber?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O Transgender Bruce Jenner-Caitlyn Jenner


          Nos Eua existe uma certa liberalidade, consciência aberta e aceitação, mas que na realidade não é bem assim. Deixa eu explicar melhor. Por exemplo, quando eu estava na faculdade em 2010 fiquei abismado de ver um homem na minha sala de aula, ir receber a prova na mesa do professor, de salto alto. Depois, fiquei meio envergonhado porque afinal é só um par de sapatos, se ele se sente feliz assim, porque é que eu tenho que olhar torto pra isso? Então, aqui "parece" que as pessoas podem fazer o que desejam que não há maiores repercuções, com respeito à sua aparência e sexualidade. Realmente é muito difícil alguém se levantar e fazer alguma coisa ou dizer algo ofensivo. As pessoas são mais aceitas pelas suas escolhas. Era de se esperar que uma nação mais desenvolvida, tivesse mesmo uma sociedade mais liberal. Por exemplo, o beijo das idosas gays na novela Babilônia, não seria um escândalo como foi no Brasil. 

              No entanto eu percebo que há esse respeito, essa aceitação pois há leis que protegem as pessoas de serem discriminadas e se tem uma coisa que o americano tem medo é de cadeia. Muitas coisas que pensamos ser civilidade, às vezes é mesmo medo das consequências da lei. Na vida privada, tenho certeza que as pessoas criticam, xingam e dizem o que bem entendem. Isso se dá também com o racismo e a briga centenária entre brancos e negros nos EUA. Publicamente ninguém jamais usaria a palavra "niger", pois ela já provou que seu uso em público destrói carreiras de Hollywood e políticas também. Mas nas conversas entre amigos, pode ter certeza que o racismo aparece. Porém, com todas as pessoas que eu tenho contato, a grande maioria pensa como eu, ou seja, eu não me importo com as escolhas que as pessoas fazem contanto que a pessoa seja feliz e que não prejudique seu próximo. Em algumas porém eu vejo claramente que a fachada liberal é pura falsidade.

Bruce Jenner na época em que foi campeão olímpico



              E esta semana eu fiquei surpreso com a trasnformação do Bruce Jenner em Caitlyn Jenner. Bruce Jenner foi duas vezes medalha de ouro no atletismo em 1975 e 1976. Virou celebridade nos EUA, casou-se com Kristen Mary Houghton, que já tinha filhos do primeiro casamento e teve outros filhos com ela também. Kristen foi casada com o famoso advogado Kardashian que defendeu o ator O J Simpson no julgamento pelo assassinato de sua mulher e do namorado dela. Alguns anos atrás a família toda ficou famosa no seriado "Keeping Up with the Kardashians". E Bruce aparecia no seriado também. Eu nunca entendi direito o objetivo desse reality show, afinal quem quer saber da vida de uma família rica nos EUA? Muita gente, infelizmente. 

                Acontece que em 2014, Bruce contou em entrevista que guardava um segredo por mais de 50 anos. Ele se sentia como uma mulher presa em um corpo masculino. Ele disse que desde que criança, achava que era menina. Por causa da pressão da sociedade ele se viu obrigado a agir da maneira como todos esperavam dele, como homem. Primeiro seus pais, depois treinadores, a mídia e por fim a esposa Kristen. Contou que sofreu a vida inteira tendo a certeza que era uma mulher que nasceu em um corpo masculino. Pode imaginar? Depois de muitos anos de terapia e também testes que provaram que o cérebro de Bruce é igual ao do sexo feminino e não masculino, ele resolver fazer a mudança de sexo e se tornou Caitlyn Jenner. Conseguiu até mesmo que pesquisas sobre seu nome na internet, apontassem agora para Catlyn Jenner e não Bruce Jenner. 

No ano passado quando começou o tratamento com hormônios
               Eu sei que é difícil entender o que leva uma pessoa a tal mudança. Principalmente se alguém é "normal". Nasceu hetero-sexual e é bem aceito pela sociedade. Casou-se entre os 20 e 30, teve filhos e mantém sua família. Para esses, isso não passa de uma aberração. É realmente um salto muito grande quando alguém, apesar de seus conceitos e pre-conceitos, consegue se colocar no lugar de outra pessoa. Existem pesquisas, feitas por médicos e cientistas das mais conceituadas universidades do mundo que provam que há mesmo a possibilidade de alguém nascer com o cérebro de um sexo em um corpo do sexo oposto. Não é coisa do Diabo não. É sim um erro genético (e eu digo erro pois este ser vai sofrer com este engano da natureza). Imaginou de repente se dar conta que está dentro de um corpo do sexo oposto? Até filmes de Hollywood e brasileiros trataram do assunto.  

                 Quão bom seria se todos nascessem com o sexo que escolhessem e que ninguém jamais fosse infeliz nesse mundo. Pelo menos, aos 65 anos, Bruce teve a coragem de mudar de sexo e tentar ser o que sempre sentiu que era no íntimo, uma mulher. Claro haverá muitas críticas e a comunidade religiosa jamais o aceitará pois eles também acreditam em algo e é direito deles fazer assim. Eu acredito de coração que se a pessoa for boa e honesta, ela é digna, não importa como veio a este mundo. E lembre-se, da maneira como julgamos, seremos julgados um dia. Eu acredito nisso.

Caitlyn Jenner capa da revista Vaniy fair 2015



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Como os Brasileiros se relacionam no Exterior?


            Este, caro leitor, é um assunto delicado. Há uns anos eu escrevi um post sobre preconceito contra brasileiros nos EUA, ele se encontra aqui. Mas nunca antes havia escrito sobre a relação entre os brasileiros e sabe por quê? Porque eu não tinha contato com a comunidade brasileira até começar a trabalhar na Drim Properties. Hoje, já 2 anos depois e também munido de acontecimentos nesses quase 6 anos que estou aqui, posso dar a "minha opinião". Portanto, o leitor pode discordar, contanto que o faça com educação.

            A minha primeira experiência com brasileiros em Orlando foi com um amigo da irmã de uma grande amiga minha. Em visita a São Paulo ele foi simpático, passou o telefone e pediu para eu ligar para sairmos. Uma vez aqui, saímos em grupos duas vezes e nunca mais ele atendeu meus telefonemas. Inclusive me "deletou" do Facebook. Eu nunca tinha sido "deletado" da vida de alguém antes e confesso que a sensação não é das melhores. O fato é que eu não consigo saber o que eu fiz de errado, mas eu, só consigo pensar em uma coisa. Eu cheguei a comentar com ele que estava precisando trabalhar, mesmo que ilegal, pois meu dinheiro para a faculdade estava acabando. Logo depois disso ele cortou relações comigo. Uma vez ele comentou que todos os amigos dele eram americanos, que ele não se relacionava com quase nenhum brasileiro.


            Se esse foi o caso, essa foi a primeira vez que eu sofri discriminação nos EUA e foi de um brasileiro. A verdade é que há uma classe de brasileiros aqui que evita brasileiros e que não "se mistura".

            Uma vez conheci uma brasileira na faculdade e ela me disse que o problema dos brasileiros é que é difícil encontrar um deles que queira ajudar. Depois com o tempo percebi que essa garota era um "problema" e percebi por que ela disse que os brasileiros fugiam de qualquer contato com ela. Ela tinha um coração enorme, mas doidinha, coitada. Sempre em meio a confusão na escola. E o pessoal que ela se associava não eram o tipo de americanos que queremos para amigo dos nossos filhos...

            Neste momento é melhor começarmos a fazer uma separação das coisas. Há o brasileiro que está nos EUA legalmente. Ele pode ser rico ou não, empresário ou empregado, mas o fato é que ele está legal. E esse brasileiro pode ser tudo: Legal, chato, arrogante, canalha, explorador, super gente boa, honesto, desonesto, amigo, traíra, etc. E há o outro brasileiro, aquele que não está em situação regular com a imigração, ou seja, ele está no país ilegalmente. Há também nesta classe gente de todo tipo. O fato de uma pessoa estar ilegal não significa que ela é desonesta e criminosa. Ninguém sabe os motivos pelos quais fizeram alguém ficar ilegal no país. No entanto há uma certa tendência nestes dois grupos.



            Há uma incidência maior de "golpes", "furtos" e outras coisas mais, entre aqueles que são ilegais do que entre os legais. Deveria ser o contrário não acha? Aquele que está ilegal deveria ter medo de se deparar com as autoridades, mas não é o que acontece. Há brasileiros ilegais que "aprontam" por assim dizer. E por, na maioria das vezes, as vítimas desses golpistas serem os brasileiros em situação "legal" (a língua tem um grande fator nisso), desenvolveu-se um certo preconceito contra o brasileiro ilegal. A sociedade americana discrimina, de qualquer maneira, os ilegais por ter "medo" deles. Eles têm medo do sujeito que veio com as mãos na frente e a outra atrás e não tem nada a perder. E o brasileiro legal, pegou esse medo também. E para falar a verdade, não é tão sem motivo assim. Mas é claro que há experiências ruins entre os dois grupos, tenho certeza que alguém vai comentar.

            No entanto, como dito anteriormente há brasileiros ilegais de todo tipo. Eu me relaciono com um há anos que nunca me deixou nas mãos! Em quem eu confio plenamente! Mas eu tenho um certo cuidado. Vou te dar um exemplo. Logo no começo, quando comecei a morar aqui, perguntei na Perfumelândia, se havia trabalho para mim lá. A moça com quem conversei disse: "Aqui está o telefone da minha mãe. Fale com ela que ela arruma um emprego pra você". Eu liguei para a senhora e conversamos por uma hora ao telefone. No dia seguinte ela quem me ligou e sabe para quê? Para me oferecer um emprego? Não, para pedir meu carro emprestado. Nem se quer habilitação americana ela tinha. Quando eu disse que não poderia fazer isso ela me perguntou se eu poderia levá-la em alguns lugares. Como eu fazia faculdade todos os dias, não era sempre que eu poderia levá-la aos lugares. Depois ligou pedindo 100 dólares emprestado. Foi aí que eu cortei relações com ela. Hoje me sinto meio culpado. Talvez ela estivesse mesmo precisando de ajuda, ou talvez seria ela uma golpista?


            Acho que nunca vou saber, mas a verdade é que há brasileiros nos EUA esperando uma oportunidade de dar um golpe em alguém. Movido por esse sentimento tipicamente americano da compaixão (é bem comum aqui) o Robert decidiu por minha causa, contratar uma faxineira brasileira no prédio que ele trabalhava. Para ajudarmos a mulher eu recomendei ela como faxineira para uma das anunciantes das casas de veraneio do blog. Pois bem, a "senhora" foi pêga pelas câmaras de segurança do prédio, colocando tuchos de papel higiênico nos banheiros do lobby e ninguém estava entendendo porque eles entupiam todas as semanas. Foi também pega pelas câmeras, mexendo nos papéis da mesa do gerente do prédio, roubando documentos, dinheiro e também mexendo nas bolsas dos funcionários. Na casa da anunciante, enquanto limpava, ela abastecia seu carro com "coisas" da casa. Não é triste isso? E a moça estava no país legalmente.

            Há também histórias de excelentes brasileiros como a Daniella e a Denise. Duas brasileiras que conheci através de relações de emprego e hoje eu não vivo sem as duas. Conheço também outros brasileiros, legais e ilegais, que são pessoas honestas e trabalhadoras. Portanto, tem que conhecer antes de julgar.

Na na na...cuidado, aqui tem câmeras por todo lugar...

            Mas há um certo tipo de brasileiro aqui que é, na minha opinião, o pior de todos. Aquele que explora seu próprio povo. Aquele brasileiro empresário que sabe que os ilegais precisam trabalhar, mas que sem documentos têm que se sujeitar ao salário mínimo e muito trabalho. Na cabeça dele ele é bonzinho pois dá emprego a essa gente. Mas na verdade, ele é tirano pois obriga, ameaça e explora seus funcionários de várias maneiras. Estes trabalham 12 ou mais horas por dia. Oitenta ou mais horas por semana e recebem o salário mínimo de 8 dólares por hora. E sofrem nas mãos desses patrões. Nas lojas, têm 15 minutos de almoço, não podem sentar-se e trabalham um dia inteiro enquanto a lei americana é que, a cada 4 horas de trabalho é obrigatório o descanso de 15 minutos. Eu tenho mais medo desse brasileiro do que o pobre ilegal (nem sempre tão pobre assim).

80% dos trabalhadores das lavouras da Flórida são
imigrantes ilegais.

            Uma vez, almoçando com meu cliente milionário no Kenee's Point, condomínio de classe média alta e ricos de Windermere, encontramos uma família brasileira no restaurante. Uma mãe com dois filhos. Meu cliente rapidamente puxou assunto com a moradora pois ele adora ouvir a opinião dos outros e havia acabado de adquirir um imóvel de 2 milhões de dólares no condomínio. Ele ficou estupefato e eu também quando ela disse que não tinha amizade com ninguém no condomínio, que não conhecia ninguém e que não fazia questão de conhecer, "principalmente brasileiros". Só se relacionava com a família. Há este tipo de brasileiro em Orlando também, já vi mais de uma vez. Eu fiquei com pena da senhora, porque quando os filhos se vão e o marido arruma uma esposa com a metade da idade dela o que sobra? Não são os amigos? Porque alguém não quer ter amigos? Aliás amizade aqui é coisa difícil. Se conseguir, dê valor. Outro exemplo é de uma conhecida minha que sempre que precisa de serviços, tenta contratar brasileiros para "ajudar". E infelizmente, na maioria das vezes ela se dá mal. Quando por exemplo contratou um pintor brasileiro que pintou porcamente a casa dela e manchou todos os pisos de madeira e rodapés e se mandou. O outro que ela contratou para arrumar o ar condicionado, brasileiro em estado legal, sumiu com o dinheiro e não efetuou o serviço.

            Para concluir, o objetivo de eu escrever este post é para mostrar aos brasileiros que fogem de brasileiros que há sim muita gente boa, honesta e amiga, legalmente no país ou não. E para os que acham que o fato de ser brasileiro já qualifica a pessoa, tome cuidado pois nem sempre é assim. Depois de ser vítima de alguns, é preciso ser realista mas não pré-julgar ninguém. 


            Se alguém me peguntar "em que situação se define você"? Eu acredito que eu sou aquele brasileiro que está em situação legal, que trabalha e tenta ajudar a quem puder sem olhar que tipo de visto está estampado no passaporte. Mas que pergunta sim qual ele é, porque pode sobrar pra mim e neste país se vai para a prisão sim! Eu converso com todo tipo de gente e não faço distinção das pessoas por classe social, situação econômica ou mesmo cultural. Tenho papo para qualquer churrasco. Mas não me relaciono com pessoas mau educadas, grosseiras, rudes, barraqueiras e que não têm respeito para com o próximo, seja de que nacionalidade for. Alguns brasileiros trazem estes maus hábitos com eles nas malas. Aquela atitude de "eu em primeiro lugar", enquanto aqui, o bem comum é que está em primeiro lugar, não o da própria pessoa. É um conceito que alguns nunca aprenderão...

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Transporte em Orlando, Nova Iorque, Las Vegas, Miami e Los Angeles



          Eu sempre recebo emails de brasileiros que vêm passar férias nos EUA perguntando sobre transporte em Orlando, Miami, Nova Iorque e outras cidades. Às vezes as pessoas não querem dirigir ou só precisam de motorista para alguns destinos específicos. Até um tempo atrás eu não conhecia alguém ou uma empresa de confiança que fizesse o serviço na cidade. Existem vários brasileiros que fazem o serviço, mas eu mesmo nunca tinha usado e não conhecia ninguém para recomendar até que um dia recebo um email do Ricardo Cornetione, que possui uma empresa de transporte em Orlando e atende outras cidades como as citadas no título do post.

          O Ricardo é  muito simpático, sério e profissional. Me ofereceu um serviço de transfer para o aeroporto para "testar" a eficiência da sua empresa. Então aproveitei que tinha uma viagem para Nova Iorque e combinei com ele um transfer da minha casa ao aeroporto. O carro chegou em casa, 5 minutos antes do tempo combinado e o motorista simpático me levou até o aeroporto. Foi uma experiência ótima. O motorista conhecia a cidade, me levou ao aeroporto sem stress, sem atrasos e o carro estava em ótimas condições, inclusive muito limpo.

          Por esse motivo, aceitei o Ricardo como anunciante no blog. Caso não saiba, eu visito todos os imóveis que anunciam no blog e testo todos os serviços para poder recomendar. Eu estava curioso a respeito do Ricardo. Falamos ao telefone várias vezes e ele mesmo me contou a sua história de sucesso nos EUA. E como não podia deixar de ser, sucesso não vem à toa e sim é o resultado de muito trabalho sério e dedicação.

          Nas palavras do próprio Ricardo "Estudei Admnistração e Teologia e vindo do interior do estado de São Paulo cheguei para morar nos Estados Unidos para fazer, durante 5 anos, missões religiosas. Nesse tempo muitos amigos pediam ajuda para preparar suas viagens aos Estados Unidos. Como o tempo os pedidos eram tão numerosos que após cumprir o tempo na missão oficializei uma pratica que estava tomando muito tempo.. Continuo com os trabalhos com a igreja como vocação e faço uso do talento que Deus me deu que é cuidar das pessoas , na área do turismo também. A agência obteve um crescimento acelerado a partir do momento que abriu uma representação no Brasil, em Brasília e desde então tem conquistado a simpatia e confiança de centenas de viajantes que nos deram o privilégio de sermos incluidos em seus planos"

          A Path Travel Vacation é uma agência de viagens completa. Eles fazem o planejamento da viagem, as reservas de hotel, carro, venda de ingressos, seguro viagem, etc. Eles possuem um um destacado  serviço de recepção nos principais destinos dos Brasileiros nos Estados Unidos, tais como: Miami, Las Vegas , Los Angeles, Orlando e New York.

          Hoje, a agência conta com vários carros, inclusive uma limousine para atender aos clientes em grande estilo. Em todas as cidades seus passageiros são recebidos por uma equipe formada de brasileiros bem qualificados e aptos para servirem seus passageiros em suas diversas necessidades. Seja qual for o tamanho do grupo, a Path Travel Vacation está pronta para planejar a viagem e receber a todos com muito conforto e segurança.


Telefones:

- Estados Unidos
Nova Iorque 908-2673373


- Brasil:
São Paulo 11-32301195
Rio de Janeiro 21-39585634
Brasília 61-81197705

Testemunho de Clientes

















Ricardo Cortione proprietário da Path Travel
e sua família

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Demi Moore coloca apto à venda em NYC

           Um certo dia todos nós morreremos, é inevitável. Mas para uns será um pouco mais difícil deixar esta vida do que outros. Especialmente para aqueles que tiveram uma vida espetacular como Demi Moore. Nos tempos modernos, morar em uma torre só dela em Nova York com vista para o Central Park, se não é coisa de rainha, pelo menos de princesa certamente é. E desta vida não se leva nada, outro fato inevitável. Quem decidir passar a vida ajuntando, saiba que a um certo ponto, vai ter que dar tudo de mãos beijadas a alguém. O "outro lado" (seja lá qual for pois cada um diz uma coisa), não aceita na bagagem, apartamento, carro, relógios ou ações. 


             Talvez por este motivo a esperta Demi Moore resolveu desapegar já. Talvez a falta de dinheiro? Ela não tem aparecido em filmes por um bom tempo. O fato é que a cobertura triplex situada no endereço 145-146 Central Park West, entre as ruas 74th e 75th estará no mercado por 75 milhões de dólares, 232 milhões de reais aproximadamente.  As despesas mensais da cobertura giram em torno de 20 mil dólares. Se eu só fizesse esta venda, poderia me aposentar do real estate. A comissão para quem realizar a proeza, se for vendida mesmo por 75 milhões de dólares, é $ 2,250,000.00. Dá mesmo para aponsentar. Mas não pense que eu iria me aposentar para ficar sem fazer nada dentro de casa, que é o sonho de 90% dos americanos. Eu iria continuar os estudos com mestrado em arquitetura, depois doutorado, etc. 

             Ah e eu esqueci de citar. Da varanda da torre sul, vê-se a torre norte que pertence a nada menos que Bono, vocalista do U2. Era a cereja do bolo que faltava, fala a verdade? Mas nem isso foi suficiente para impedir que Demi colocasse a propriedade de 650 metros quadrados no mercado imobiliário. 

    Veja as fotos da espetacular cobertura. Não é necessariamente o meu gosto, muita madeira, mas se cair nas mãos de alguém talentoso, pode ficar espetacular. Boa semana!





A outra cobertura triplex pertence a ninguém menos que
Bono, vocalista do U2





sábado, 11 de abril de 2015

Montar um Closet nos EUA

     Já faz um tempo que meu closet me incomoda profundamente. Aqueles aramados que vêm nas casas americanas enchem de pó e até gordura que vem da cozinha. Por que? Porque o ar condicionado pega o ar da casa, passa pelo filtro e distribui para o resto dos ambientes. Mesmo com o filtro sempre passa algo e após anos e anos, os aramados picam pegajosos. Alem do mais, precisava dar um "de-clutter" (desentupida) no closet, doar muitas roupas e "coisas" e organizar melhor. 

         Eu esqueci de tirar uma foto do "antes" :-( Mas você não imagina quanta tranqueira pode caber em um pequeno closet de 1,5m por 1,20...


Eu não gosto dessa mobilia cor de laranja com esses postes.
No futuro vai tudo para doação.


Daddy what's happening?



Eu aí curtindo meu ataque de asma...

      No Home Depot tem vários tipos de closet "faça você mesmo" como tudo aqui nos EUA. Logicamente não é aquela Brastemp. São feitos de aglomerado ou até mesmo de MDF. Se quiser, pode sim contratar uma empresa para vir, projetar e montar o closet feito de madeira maciça. Mas além do fato de que não agrega valor a casa, fica $$$$$. Mas antes de instalar, tinha que dar uma "arrumada" nas paredes que não foram tocadas desde a década de 60...coisa feia.





Foram retirados das paredes 82 pregos e parafusos
Dá pra ver a "buracaiada?"

Até que a casa passe por uma reforma total num futuro não
muito distante, dá pra levar desse jeito.
          Então decidimos fazer nós mesmos, eu e o Robert. Não preciso falar que tive um ataque de asma por 3 dias, mas o resultado ficou muito bom. Até me disseram: "Nossa, parece uma loja!" Nem tanto, mas ficou bom. A montagem é rápida!





O kit não vem com a prateleira superior que compramos
à parte por 25 dólares. Precisávamos de lugar
para colocar as malas de viagem
A prateleira foi comprada separada
Colocamos também um suporte de apoio nos cantos
    
        Gastamos 340 dólares com a parte de madeira, prateleiras e "pau de cabide" (nome inspirado no pau de self). Pagamos também 90 dólares no espelho e gastamos uns 40 dólares com tinta, pincéis e massa para tapar buracos. Fica a dica para quem quiser melhorar os closets de suas casas aqui nos EUA. É tudo muito fácil de montar e não precisa de ferramenta nenhuma. Uma furadeira, um martelo e o resto, as buchas e parafusos já vêm todas no kit closet. Eis o resultado final!






Consegue ver ao lado dos cabides 4 furos que o Sr Robert teimoso
fez no lugar errado? :/


E assim a vida vai ficando melhor e mais organizada.
Segundo o Feng Shui, "coisarada desanda" a vida...
Se livre das suas também!







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