domingo, 14 de setembro de 2014

Diferentes Maneiras de Comer Ovos nos EUA



            Ovo é o meu alimento preferido. Pode ser cozido, frito, em forma de omelete, quiche, o que for. Só não como crú, mas conheço gente que come. E pelo que me parece, os americanos compartilham comigo esta preferência, haja visto a quantidade de pratos com ovos nos restaurantes, principalmente os que servem café da manhã.

            Hoje fomos ao First Watch tomar café da manhã pois tínhamos visitas em casa e a Louise queria mostrar a elas que ótima opção para café da manhã aos Sábados ou Domingos é este restaurante. É claro que ele abre a semana inteira, mas poucos têm tempo para ir lá, sentar e esperar pelo café da manhã. Geralmente o americano comum toma o café da manhã em casa mesmo. Nos finais de semana aí sim vai aos restaurantes como Perkins, First Watch e outros. Até Mc Donald's vale para os que não tem dinheiro para gastar tanto.

            Uma coisa que sempre me incomoda é que quando peço alguma coisa com ovos sempre vem a pergunta: "How would you like your eggs?"(como você quer que seus ovos sejam preparados?). Daí cada um solta um jeito diferente e tudo o que eles falam não faz o menor sentido, pois estas expressões dificilmente estão nos livros de inglês que estudamos no Brasil. "Sunny Side Up??" Sol do lado de cima...Meu Deus, o que é isso?

            Então hoje comecei a perguntar a eles quais as maneiras de comer ovos que cada um conhecia e fiz uma lista de 8. Geralmente estas 8 são de café da manhã. Mas se você pensar em omeletes, deviled eggs, etc, esta lista pode chegar perto dos 20. Assim se você memorizar a sua preferida não fica com cara de incógnita quando o garçon ou garçonete te perguntar no restaurente. Aí vai a lista:

1- Hard Boiled (cozido com gema dura - pronúncia: rard bóield)




2- Soft Boiled (cozido com gema mole - sóft bóield)


3- Scrambled Eggs (mexidos - scrâmbold)



4- Poached Eggs (cozidos em água - pôlchtt)




Os famosos eggs benedicts que os brasileiros gostam
são poached eggs com um molho especial, geralmente
servidos com English Muffins.
no First Watch tem!

5- Fried (frito - fráid)



6- Over easy (frito, com gema mole. Vira-se uma vez na frigideira por poucos segundos)




7- Over hard (frito, com gema dura. Vira-se uma vez na frigideira por mais tempo)


8- Sunny Side Up (com as gemas moles amarelo sol brilhante sem virar - Sâni saide âp)




         Há também diferentes tipos de pedir as batatas que vêm com os ovos nos cafés da manhã americanos:

1- Fresh Seasoned (fritas em cubinhos - frésh sêsand)



2- Hash Brown (passada no ralador e dourada em frigideira - résh bráum)


Esse eu vou tentar, é feito na assadeira de muffins

3- Baked (batata assada - pronúncia - beiktt)



            Julia Child ensinou uma geração de americanos a cozinhar. Com ela aprendi a fazer este omelete que eu chamo de "sacudido" pois sacode-se a frigideira. Por dentro ele fica suculento, macio, úmido e delicioso! Bom apetite!




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

La Mala Educacion




            Ela está em todo lugar. Não respeita idade, sexo, cor, religião, condição social ou mesmo nacionalidade. Nota-se a sua presença mesmo entre os pequeninos. Algumas vezes é confundida com "sinceridade", outras vezes identificada pelo que é, ou seja, desrespeito, grosseria. Alguns pensam que é sinônimo de coragem, de amor próprio. A outros dá a sensação de poder. A falta de educação está em todo lugar. Infelizmente, em alguns lugares mais do que em outros. Em alguns países mais do que em outros também.

            Está no cliente que liga às duas horas da madrugada no celular da gerente do banco perguntando porque o cartão de débito dele não está funcionando. Está na galera de estudantes estrangeiros que chegou depois da meia noite ao dormitório da escola de inglês cantando à todo pulmão uma música do Legião Urbana porque é radical fazer isso. Está no cliente que envia uma mensagem de texto na hora do jantar e em letras maiúsculas escreve RESPONDE!!

            Está no garçon que pergunta secamente "Vai bebê o quê?" e no cliente que responde sem sequer olhar pra ele "Coca" e no cliente que vem aos EUA e não deixa gorjeta. Está na pessoa que enviou o email perguntando um monte de informações sem sequer te conhecer e sem ao menos dizer por favor e obrigado. Está na pessoa que te deixa esperando sem motivo e sem avisar, que rouba o "seu" tempo. E se tempo é dinheiro como dizem por aí, realmente este o rouba monetariamente.


            Está na pessoa que usa o tempo do vendedor sem a menor intenção de comprar. Só por curiosidade. Ou que usa o tempo de um, mas que acaba comprando com o outro. Está também no trânsito...ah o trânsito. No trânsito as pessoas se revelam. Gritam e fazem sinais. Afinal, ninguém as conhece alí, o que importa?

            Está na pessoa que fala alto no celular dentro do supermercado, dentro do elevador, dentro do ônibus, dentro do hospital! Naquele que fura a fila, fura a fila também no trânsito. Naquele que cruza ao meio de duas pessoas conversando. Que corta a frente de alguém que está olhando na prateleira do supermercado. Que não segura a porta do elevador ou da loja de conveniência. Que deixa a louça suja dele(a) pra você lavar.

            Principalmente está presente naqueles indivíduos que pensam que são mais que os outros. De alguma maneira, especiais entende? Naqueles que fazem tudo por dinheiro. Nos emergentes que pensam que ter dinheiro é "mandar" nos empregados, porque pedir não funciona. E o Sun Tzu mostrou que é justament o contrário, mas eles não leram A Arte da Guerra.

            E assim os mal educados criam seus filhos para serem como eles. Exigentes e tiranos. Em um passado não muito distante usávamos a expressão "mal criado" ou chamávamos alguém de "sem educação". Como se a pessoa tivesse sido criada no mato, sem pais, sem alguém que lhe ensinasse o "por favor", o "com licença", o "como vai?", o "muito prazer" e o "obrigado", entre outros. Hoje a palavra usada é "grosso(a)" mesmo. E no inglês, se for mulher, ainda te dão um "bitch" quando vira as costas.


            Se eles soubessem, se ao menos soubessem quão poderosa é a palavra e a ordem de uma pessoa cortês. Do quão leal é o empregado ao patrão gentil que ele ama. Se eles ao menos estudassem Freud pra entender o próprio ego, a falta de educação desapareceria da face da Terra. 


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O QUE É BABY BOOMER?

        


            Eu ouvi algumas vezes na TV as pessoas falarem sobre os baby boomers. Na faculdade também uma ou duas vezes foi mencionado este termo e meu professor de literatura inglesa disse para eu pesquisar na internet. Qualquer coisa que seja "boom" se refere a uma explosão. Baby Boom se refere então a uma explosão de bebês. O termo ficou conhecido e começou a ser usado na década de 70 para se referir à geração pós Segunda Guerra Mundial em 1946.

            Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos que voltaram da Guerra encontraram as esposas saudosas e, vamos dizer assim, "carentes". Após um período de segunda lua de mel, foi observado, anos depois, uma explosão de bebês ou Baby Boom. Um aumento de 4 milhões bebês no número de nascidos desde então. Esta geração passou a se chamar Baby Boomers. Bebês da explosão pós guerra. Ou Bebês feitos depois da Guerra? :)





Gráficos mostram o aumento do número de nascidos após o
final da Segunda Guerra Mundial

            Há uma tonelada de informação sobre esta geração. Algumas coisas são muito interessantes e não é só a identificação da geração em si. Há todo um contexto pós guerra, uma nova guerra, aspirações, desejos e expectativas de que essa geração mudaria não somente os EUA, mas sim todo o mundo.

            Os Baby Boomers são divididos em duas categorias. Os "Early Baby Boomers", ou seja a primeira metade da geração composta de indivíduos nascidos entre 1946 e 1955 somando 38 milhões de pessoas. A segunda metade, chamada de "Late Baby Boomers" são os indivíduos que nasceram entre 1956 e 1964, somando um total de 37.8 milhões de pessoas. A segunda geração já está relacionada também ao retorno de soldados da Guerra do Vietnã (1955-1975).





Notou o chapéu daquela enfermeira? Wow!

            O termo Baby Boomer foi sempre relacionado a rejeição dos valores da sociedade de então e redefinição dos mesmos. Também a geração é comumente chamada de "os privilegiados" pois após a Guerra, militares e suas famílias, bem como a população em geral, receberam muitos subsídios do governo para moradias e incentivos para a educação. Segundo estudiosos, foi a geração mais bem preparada fisicamente e intelectualmente, que atingiu picos de salários como nunca tinha se visto antes nos EUA. No entanto alguns criticam que esta mesma geração é aquela que se entregou aos exageros do conhecido consumismo americano.



A geração dos Baby Boomers é geralmente associada com os excessos
do estilo de vida americano

            Baby Boomers são conhecidos também como a geração do Rock & Roll, dos Beatles e da conquista da Lua. Acontecimentos importantes relacionados a esta geração estão o assassinato de JFK, Martin Luther King, a Guerra do Vietnã, a Guerra Fria e Woodstok. Entre eles estão os hippies e as mulheres do movimento feminista. A geração lutou pela experimentação de tudo, inclusive drogas, pela liberdade e individualismo, passando também pela imersão nas causas sociais. Dessa geração, fazem parte Bill Clinton e George W. Bush.


            Hoje os mais idosos desta geração já estão beirando os 70 anos. Eles foram os primeiros a experimentar a aposentadoria com 65 anos nos EUA. A primeira parte da geração, os nascidos em 1946, aposentou-se em 2011. Segundo artigo da revista Time Magazine, a geração ainda tem expectativa de vida entre 17-20 anos após a aposentadoria. 

sábado, 30 de agosto de 2014

Florista Brasileira Brilha em Orlando

Andréia Boscato Muller
            Em 2013 eu precisei de um documento que só era feito no consulado brasileiro em Miami. Liguei para o consulado e a funcionária me disse que no próximo final de semana o "Consulado Itinerário" estaria em Orlando. Ótimo! Não precisaria ir a Miami para tirar meus documentos. Se arrependimento matasse, eu teria ficado sequinho alí no chão da igreja onde o consulado itinerante abriu naquele domingo de Outono. Eu fiquei lá para conseguir um único papel, das 9 da manhã às 6 da tarde. Dava para ter ido à Miami, pêgo o papel, ido à praia, almoçado à beira mar e estaria em casa antes das 6 da tarde.

            A única coisa boa vinda de tudo isso foi que lá eu conheci uma moça muito simpática, a brasileira Andréia Boscato Muller. De cara já tínhamos algumas coisas em comum. Ambos brasileiros esperando um dia inteiro por um só documento.

            Papo vai papo vem (pra passar o tempo ou você enlouquece) ela me disse que tinha uma floricultura em Orlando (dizemos Orlando, mas é a grande Orlando), era casada com o Sérgio, que é treinador de futebol nos EUA e tinha dois filhos que nasceram nos EUA, o Andrew (10) e o Justin (6). Contou também que tinha página da floricultura no Facebook, etc. Trocamos contato, telefone, cartões de visita, endereço do blog, Facebook, etc. Acabamos virando amigos virtuais, pois desde então nunca houve uma oportunidade de nos encontrarmos. Graças às modernidades, conversamos aqui e alí por email ou mensagens do Facebook e acompanhamos os acontecimentos, como fazem todos aqueles amigos e parentes que se encontram distantes.


Andrew e Justin

            Quando do falecimento da minha mãe em Maio, recebi no escritório uma linda orquídea da The Flower Studio com cartão assinado pela Andréia. Ela não sabe, mas aquele pequeno ato acalentou meu coração por todo o dia.

            E depois de mais de um ano e de combinar e descombinar eu e a Andréia conseguimos nos encontrar na The Flower Studio pra conversar, pois há tempo queria fazer com ela, uma entrevista. Conversamos bastante e se não fossem os compromissos, poderíamos ter ficado batento papo o dia inteiro. Mesmo conversando a Andréia estava atarefada! Ligações, gente entrando na loja, encomendas, arranjos etc. A Andréia toca sozinha, com muita garra e simpatia, a loja que atualmente fica em Altamonte Springs, por volta de 15 minutos do centro de Orlando.




 




            O casal aportou nos EUA em 2000. O Sérgio veio com uma proposta de um sponsor para ser treinador de futebol e o casal se estabeleceu na Grande Orlando. Andréia trabalhou na Day Care da tia dela e logo depois já conseguiu seu primeiro emprego em uma floricultura, pois sua família já tinha floricultura no Brasil. No entanto, conta ela, teve que aprender muitas coisas pois o sistema do Brasil é muito parecido com o Europeu, onde as pessoas vão à floricultura, compram flores para decorar as próprias casas, festas e reunioes. Já nos EUA, tudo é feito pela internet e telefone. Há diferenças nos estilos dos arranjos e muitos nomes que ela não tinha ideia do que se tratavam, ela teve que aprender. Há também as coisas que são comuns nos EUA que ela não conhecia como os Corsages e Boutonnieres.


Peculiaridades dos arranjos americanos



            Segundo a Andréia, a vida não foi fácil no início tão pouco é agora. No começo havia a grande saudade da família, o desafio da língua, entre muitos outros que conhecemos e sabemos que afligem o imigrante. Hoje, a rotina é apertada. Ao contrário do que se pensa, trabalha-se muito nos EUA e nem todo mundo fica rico da noite para o dia. Atualmente a The Flower Studio cresceu e já é preciso a contratação de uma assistente. Andréia toca sozinha a loja, cuida da casa, da família e dos compromissos dos filhos. Leva e busca os meninos na escola e depois aos treinos de futebol, campeonatos e à todas as outras atividades e ainda trabalha aos sábados ( domingos se necessario ) e feriados como Dia das Mães, Natal, Dia dos Namorados, como toda floricultura. Fiquei imaginando que é preciso muita saúde e disposição. Só de ouvir como é a rotina da Andréia, já me deu preguiça... Mas conversando com a Andréia, dá pra notar em poucos minutos que energia e disposição ela tem de sobra. Também o fato de amar o que faz, faz com que tudo seja um pouquinho mais prazeroso. Andréia ama sua profissão. Ela diz que teve muita sorte em poder trabalhar na área em que já trabalhava no Brasil, o que não acontece muito para um imigrante que recomeça a vida em um pais diferente. Isso é maravilhoso, segundo ela. Inclusive a The Flower Studio agora tem recebido muitas ligações do Brasil para entrega de arranjos em Orlando e região.


Arranjos de casamentos feitos pela The Flower Studio
 



            Inclusive a Andréia me contou os planos para o futuro. Ela tem participado de vários cursos para se especializar cada vez mais e se tornar uma "Master Designer" no Estado da Florida . É, não pense que é só ir ao Ceagesp daqui e botar um monte de flores dentro de um vaso. Há sim licenças, cursos e estes abrangem teoria das cores, elementos do design, etc. A FSFA (Florida State Florist Association), da qual Andréia faz parte, regulamenta a profissão na Flórida. O objetivo maior da Andréia é aprender tudo o que puder e estiver ao seu alcance, para depois poder repassar para a próxima geraçãoo de floristas, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Com vários contatos em São Paulo, Rio e Porto Alegre, a partir de 2015 ela estará participando de cursos no Brasil para poder se tornar uma Florista Certificada e num futuro não muito distante, administrar aulas e cursos no Brasil.

            A Andréia foi a ajudante responsável pelas apresentações no Congresso Estadual este ano da FSFA em Weston, no mês de Junho. Dois renomados Artistas Florais ( Tanus Saab do Brasil e Ivan Moreno da Colombia ) tiveram uma ajuda extra com o inglês e com a preparação das apresentações para um grupo super seleto de floristas de todo o mundo, inclusive do Brasil, Canada e Europa.




            A Andréia também contou que já fez arranjos para celebridades do Brasil como Boninho (que eu não tenho ideia de quem seja) e outros. Há não muito tempo atrás Andréia saiu na TV, no canal FOX, explicando como montar arranjos para o churrasco do 4 de Julho, dia da independência americana. No vídeo você percebe que quem disse que chegou aqui falando nada de inglês, com muito esforço, hoje dá banho em pronúncia.

            Eu admiro muito pessoas como a Andréia. Esses indivíduos que batalham, lutam contra adversidades e com trabalho, talento e um sorriso estampado no rosto, brilham em um país que não é seu, sem fazer inimigos, sem passar por cima de ninguém. Ganham a vida honestamente e são muito gratos e felizes com o que têm. Realmente, conversar com a Andréia por menos de duas horas, foi como tomar um elixir da juventude e é com muito prazer que tenho agora, aqui no blog, a The Flower Studio como anunciante.


Clique aqui e curta a página da The Flower Studio no Facebook
  




Endereço: 580 Palm Springs Dr, Altamonte Springs, FL 32701
Telefone: (321) 422-0823




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por que Americanos Não Usam Sunga?



            O meu primeiro contato com essa realidade foi há alguns anos quando aqui em casa, usando a minha belíssima sunga adidas vermelha na piscina, fui atender à porta (era a vizinha) e ela fez uma cara quando me viu, como se eu estivesse sem roupas. Um tempo depois, num bate papo de vizinhos ela mencionou "Tem que ter muita coragem para usar uma sunga como aquela".

            Em uma outra ocasião, em visita aos tios do Robert em Fort Lauderdale, eles me disseram para não usar a sunga na praia. Perguntei o motivo, ao que fui informado que as "famílias" não apreciariam. Coloquei o shorts por cima da sunga. Na verdade, foi realmente o que constatei na praia. Não havia sequer um homem de sunga ou como chamam os americanos aqui "speedos".

Nos EUA, as sungas são chamadas e conhecidas como Speedos

            Qual seria a razão disso? Como o leitor deve saber, eu gosto muito de observar os costumes locais e escrever sobre isso. Nas minhas pesquisas, eu encontrei vários textos engraçados com cometários de todos os tipos. Nesta hora, é preciso olhar de fora, sem ideias pré-concebidas ou preferências pessoais. Tentar entender o ponto de vista do outro e olhar abaixo da superfície (ou do que se "parece" apenas).

            Lendo um pouco a respeito, encontrei um texto engraçado e muito bem escrito. Uma colunista do HamptonRoads.com escreveu: "Não! Afaste as sungas dos homens americanos". Hilário...

            Dentre os motivos que ela cita um deles é que ninguém é obrigado a olhar pro "pacote" de ninguém. E que os "assuntos" dos homens deveriam ser guardados para si e não dispostos na "vitrine". "É coisa de Europeu e lá é que deve ficar", argumenta a colunista. Outros motivos são citados como a modéstia, o decoro, as boas maneiras, preocupação com as crianças (?) entre outras. Devemos reconhecer'que, para um país colonizado por puritanos, usar sunga em público deve estar entre os 7 pecados capitais do homem. Ela conclui dizendo: "Na America, se vier de sunga, evacuamos a praia para você". Muito engraçado.

Artigo na íntegra

            Mas eu queria também ver a opinião das pessoas. Procurando na "teia" de artigos encontrei alguns de perguntas e respostas. Pelo que senti, o homem americano tem muita preocupação com o que os outros falam dele neste aspecto. Mas isso me parece um paradoxo, afinal, para quem se veste da maneira que quer, até mesmo de pijamas no posto de gasolina, colocando sempre o conforto em primeiro lugar, porque se preocupar então com a sunga? Porque a sunga é o anticristo. A sunga é a exposição da masculinidade alheia. É a provocação e um atentado à vida calma e aos valores da sociedade puritana. A maioria dos americanos acredita que é preciso em primeiro lugar ter um corpo sarado para usar tal tipo de provocação pública e nisso eu concordo. Outros ainda disseram que a perspectiva de ver o próprio "documento" encolhido ao sair de uma água gelada do oceano consta como um dos piores pesadêlos. Eu diria também que um "documento" tipo banana da terra devia mesmo ficar debaixo de um shorts de surfista ou calças de pescador. Ainda mais se o pacote está embalado à vacuo em sunga branca. Senão daqui a pouco, chegaremos à conclusão que não tem nada de errado mesmo ficar pelado, nú com a mão no bolso ou até mesmo fazer sexo na praia, dentro da água em frente a centenas de expectadores. Não me tenha como puritano ou preconceituoso, mas do jeito que a natureza humana é, cheguei à conclusão que precisamos mesmo de regras.

Há um risco como na canção Pelados do Ultraje à Rigo
"...aí não tem jeito quando a coisa fica dura..."



Entre muitos comentários, veja estes:
"Eu não acho que nenhum homem deveria usar sunga. Eles são mais sexys em shorts noramais"
"...sejamos um pouco modestos e deixemos a sunga e os Chubbies em casa"

Chubbies é uma marca de shorts um pouco mais curtos que os "board shorts"
ou as conhecidas no Brasil como bermudas de surfista.
Site da marca Chubbies
            Eu não me importo com o que as pessoas fazem. A pessoa pode parecer ridícula como quiser, cada um defenda o seu não é verdade? E isso vale tanto para homem como para mulher. É até interessante ver as peças do Walmart dos EUA. Mas no meu caso, eu acho que a sunga realmente salienta mais a barriga e "outras partes". Quem tem corpo para isso que use! E quem não tem e quiser usar, use também! Mas aqui é um pouco diferente.



            Por exemplo, na Carolina do Norte é proibido o uso de sunga nas praias ou em público sob pena de prisão. Alguém que queira usá-las em Miami, talvez passe despercebido. Segundo a mentalidade americana, é coisa de gay. Segundo a mentalidade americana também, um homem muito bonito e vaidoso, só pode ser gay. Chame do que quiser, para mim isso só tem um nome: Preconceito. Mas usar sunga em lugares mais isolados e com população mais local é mesmo um atentado à cadeia do DNA puritano existente dentro de cada americano. É provocação e ponto final. Talvez por isso nas paradas gays em todas as capitais, 99.99% dos "desfilantes", usam a tal sunga. Alguns desfilam como saíram das barrigas de suas mães para o delírio ou mesmo aborrecimento de muitos. No entanto, há até mesmo no Facebook comunidades defendendo as sungas!

Pelo que parece, a moda mundial é ter nenhum pelo e nenhuma gordura localizada.
Antes de sair à busca da sunga é preciso passar na academia e na depiladora
com cera quente.
            Eu não sou do tipo atlético sarado, nem tão pouco o esteriótipo "não saudável". Tenho DNA remanescente dos gorilas (ou pêlos). Eu usaria sunga sem problemas na praia, mesmo com a minha barriga e peito peludo. Mas se vai ofender os outros, deixa pra lá. Depois que a gente envelhece amadurece, os valores mudam. Acredite gente nova: Com os cabelos e pelos brancos consequentemente vem também a sabedoria.

Para nós brasileiros, é coisa normal...
            E agora para você as palavras sábias do Ultraje à Rigor: "Proibido, pela censura o decoro e a moral...liberado, praticado pelo gosto geral...a barriga pelada é a vergonha nacional!"


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...