domingo, 21 de abril de 2013

Velório e Enterro nos EUA


            Eu sei que faz um tempão que não escrevo para o blog. Infelizmente coisas ruins e boas aconteceram e aqui estou eu para compartilhar com os leitores.

            Na terça-feira da semana passada o telefone tocou às 2:45 da manhã. Embora eu não ouvi o telefone tocar, escutei a mãe do Robert falando pra ele a seguinte frase aterradora: "I'm going to the hospital, they called and said that she probably won't  make it till tomorrow..." (estou indo para o hospital, eles ligaram e disseram que provavelmente ela não vai sobreviver até amanhã). Aquelas palavras me deram uma sensação muito ruim, ao mesmo tempo senti um alívio. Ela, neste caso, a mãe da Louise, avó do Robert estava muito mal no hospital, inconsciente e com sinais de que estava por partir. Eu falei da Loretta neste post aqui em 2010.

            Desde que cheguei aqui a Loretta entra e sai do hospital. Sempre achei incrível como ela aguentava essa situação com bom humor e, pouquíssimas vezes eu ouvi ela reclamando da dor (que sentia constantemente) ou das idas e vindas do hospital. Loretta ainda morava sozinha (o que eu acho um absurdo, sinceramente, mas não vou me estender no assunto) na sua casa em Deltona. No último mês, já com 90 anos, a coisa piorou. Eu já não aguentava mais ouvir o quanto ela estava sofrendo e por isso, senti o alívio, por ela.

            Imagine às 2:45 da manhã, os cachorros, o gato, eu e todo o resto acordamos e toca fazer café que a noite vai ser longa (ou a madrugada). Cinco minutos passados desde a saída da Louise pela porta da cozinha ela volta e diz: Ela faleceu...Louise recebeu a notícia dentro do carro, nem mesmo tinha saído da garagem.

            E aí começaram os telefonemas para amigos e parentes. A única coisa que eu consegui dizer quando ouvi o Robert falando "ela não devia ter ido para aquele hospital, e se eles mataram ela?" foi: "Robert, she suffured enough" (Robert, ela sofreu o suficiente, embora em inglês a idéia é "ela sofreu mais da conta"). Essa simples frase fez com que ele imediatamente se acalmasse e se conformasse, vendo que para ela, foi melhor assim. Ninguém merece passar metade do ano dentro de um hospital, merece?

            Daí a maratona começou. Aqui nos EUA, as pessoas não são enterradas como no Brasil, de um dia para o outro. Aqui pode levar de 4 a 10 dias pelo que pesquisei. Em primeiro lugar, a família tem que organizar o velório, a recepção (como a gente vê nos filmes, tem recepção com comida, etc), e todas as outras coisas que no Brasil a gente faz às pressas. Eu inclusive vi em um site "Dare to ask" (ouse perguntar), o por quê que as famílias negras americanas ainda demoram mais tempo que as famílias brancas. Entre as explicações haviam as seguintes: Famílias pobres, principalmente de negros, recebem ajuda do governo para o enterro, o que não é liberado antes de uma semana. Brancos enterram antes porque a cor da pele começa a mudar e fica cinza-azulado (será?). Famílias negras têm parentes espalhados por todos os cantos dos EUA e até todos chegarem leva tempo. Para os negros o ritual da morte é mais longo vindo de origens africanas. Seja lá o que for, de qualquer maneira, demora mais, também me pareceu mais bem elaborado. Claro que no Brasil, alguém rico que morra, terá um enterro bem elaborado. Mas por parte da classe média aqui, achei o velório, enterro e recepção bem mais elaborado, tendo em vista as experiências que tive no Brasil neste sentido.

Local onde foi realizado o velorio.

            Como eu não sabia muito sobre o assunto, pedi ajuda aos universitários e de muito bom grado a Lorna do Aventuras na Magic City me escreveu este email que achei de bom tom e educação publicar, ao invés de repetir as informações sem dar nenhum crédito:
Oi Renato,
O que eu aprendi em uma palestra de saúde pública foi que o ato de embalsamar os mortos aqui nos EUA veio na época da Guerra civil de uma crença de que o morto poderia espalhar doenças, bactérias. Hoje em dia, sabe-se que isso é falso, mas acabou virando algo cultural, principalmente depois da morte de Linconl. Na verdade, na maioria dos estados, não é obrigatório embalsamar os mortos. Dizem que além de cultural, o ato seria o desejo dos familiares de preservar os entes queridos. Além disto, tem o fator $$$ relacionada as casas funerárias.
O que eu acho interessante é que do ponto de vista religioso, especialmente para os protestantes (em teoria, a maioria aqui), o corpo não pode ser violado depois da morte, pois precisaremos dele. Por isso, as casas funerárias dizem que o embalsamamento seriam uma espécie de piercing já que na verdade, eles "só" fazem drenar o sangue e outros líquidos internos e no lugar colocam outras substâncias para preservar (dizem por 100 anos!) o corpo. Alguns religiosos dizem achar errado preservar os corpos que Deus tirou a vida.
Outra discussão é que antes, nos EUA, a família trazia o morto para casa, dava banho, arrumava e colocava no quarto mais frio para o velório que acontecia em casa. Hoje em dia, quando a pessoa morre no hospital, a funerária é contactada e toma conta de tudo (eu não sei quando a morte ocorre fora do hospital). Embora algumas pessoas critiquem o distanciamento do processo de greif, outras tantas dizem que esse distanciamento necessário devido ao tempo para preparar o corpo e o adiamento do velório (aqui demora pelo menos 4 dias) seriam benéficos para os familiares. Isto porque daria tempo para processar a perda e se despedir do morto. Eu nunca fui em velório, mas ouvi de amigas que o velório nos EUA é muito mais intenso (no bom sentido), pois as pessoas têm tempo de preparar homenagens e isso aproximaria os familiares.
In conclusion, a obrigatoriedade do embalsamamento só acontece em poucos estados nos EUA, mas virou algo cultural, além de lucrativo para as funerárias.
Ps: talvez você já tenha lido esse artigo

            Na quarta-feira, eu fui limpar a casa da Loretta para a recepção no sábado. Deu uma tristeza enorme ver as coisas dela, mas sabe que foi muito bom pra mim. Mais uma lição que eu aprendi (eu sabia, mas vi com meus próprios olhos): Parar de dar importância por coisas (materiais) do dia a dia, ou pagar muito por qualquer coisa que seja. A gente não leva nada li-te-ral-men-te! E o que sobrou, a família pegou ou vai vender, inclusive a casa.

            O velório foi muito bem elaborado. Cada pessoa que vinha, se aproximava do caixão e deixava algo dentro dele como um presente para ela levar consigo. A irmã deixou um quadro com uma poesia que havia feito pra ela muitos anos atrás. O bisnetinho deixou uma pedra pintada que ele havia dado para ela ano passado e que eu encontrei na casa e entreguei pra ele. Um dos netos, sobrinhos da Louise deixou um bracelete e mais alguns objetos foram deixados por outras pessoas. De lá o corpo seguiu, em procissão de carros para a igreja. O caixão foi colocado dentro da igreja onde foi feito um discurso e uma oração pelo Padre Católico. A cada frase que ele dizia um coral repetia uma parte, que eu não entendi NADA! Nem o pai nosso eu acompanhei, porque não sei as palavras em inglês. Fiquei imaginando as pessoas que olhavam pra mim enquanto eles recitavam o Pai Nosso, devem ter achado que eu era ateu pois da minha boca, não saiu palavra alguma. De lá o caixão foi para o cemitério e foi colocado em uma sala com cadeiras onde o Padre novamente apareceu e deu outro discurso. Depois o caixão foi colocado na terra (embora houvesse a possibilidade) mas colocado em um mini prédio ao lado do marido dela que faleceu em 2002. E de lá fomos todos para a recepção na casa da Loretta. Detalhe, aqui as pessoas se vestem, na maioria, de preto mesmo!


Foto de Loretta e Sam no dia do casamento e
quadro com poema que Jimmy escreveu
para ela.

Poema que Jimmy escreveu para Loretta
anos antes.



Tudo foi ela quem escolheu.

Em uma sala no cemiterio onde o Padre apareceu novamente.

Jimmy e Robert em frente ao prédio onde o caixão seria colocado.

            Na recepção, muita comida. Aproximadamente 50 pessoas compareceram, alguns trouxeram ainda outros pratos que Loretta gostava, como sua amiga Mary, que trouxe um presunto e um bolo de blueberries. A atmosfera parecia de festa. Ninguém chorou em momento algum. Depois de aproximadamente duas horas, todos haviam comido. Parentes, amigos e até vizinhos e maioria deles se foi. Somente a família ficou, aproximadamente entre 15-20 pessoas. Todos então pegaram os álbums de fotografia (mais de 30) e começaram a olhar as fotos dela e da família. Interessantemente, os poucos amigos que ficaram não olhavam os álbums. Neste momento, eu achei que as pessoas iriam começar a chorar. Que nada, começaram a fazer piada da cara de uns e outros nas fotografias. E olhavam e lembravam com carinho das fotos da Loretta. Muitos netos e outros parentes pediram algumas das fotos para levar como lembrança.


Uma das mesas de comida.

No final, so a família ficou.

            No final quando todos haviam ido embora, já tínhamos tirado o lixo e eu entrei para pegar a minha carteira na mesa da cozinha, flagrei o irmão do Robert, Jimmy em pé, no meio da sala, olhando um por um todos os objetos, o sofá, os quadros, as mesas, os porta-retratos, as janelas e as cortinas, como que se despedindo de cada um deles, de todas as memórias que tinha daquele cômodo em particular onde todos passaram muitos bons momentos durante muitos anos com ela (A Loretta e o marido compraram a casa na planta e viveram nela por 35 anos).

            A Loretta teve uma homenagem muito bonita. Segundo a filha, ela que escolheu tudo, 15 anos atrás, até mesmo a cor do caixão (verde) e das flores do velório (amarelo, sua cor predileta). Um cartão com lindas palavras foi dado a cada pessoa que compareceu como homenagem e lembrança. Um pequeno recorte foi publicado no jornal local também homenageando Loretta. O Padre disse (e nessa hora eu não aguentei) que ela o chamou 1 dias antes de morrer e pediu a absolvição e ele deu (ela sabia? Acho que sim...). A recepção dada em sua casa (que aqui é dito que é uma recepção para "celebrar a vida dela") foi alegre como ela costumava ser em todos os momentos. Acho que foi do jeito que ela queria.

            O avô do Robert, Sam Polverino, foi o primeiro namorado da Loretta e com ele, ela ficou casada por 61 anos...Nunca mais se casou nem teve outro homem na vida. Não é bonito isso? 


juntos novamente...


R.I.P Loretta, sentirei muito a sua falta.



* Todas as fotos foram publicadas com autorização da família

41 comentários:

  1. Renato meus sentimentos.
    Que sempre você possa se lembrar da Loretta com um sorriso no rosto e uma doce lembrança em seu coração.
    Fico feliz que tudo tenha sido como ela planejou e desejava.

    Quanto ao assunto velório do post, realmente com mais tempo fica muito melhor organizado e eu diria até mais bonito.
    Um grande abraço.

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  2. Oi Renato, tudo bom? Condolências minhas para vocês. Sei o quanto é dura a saudade que fica depois da perda de um ente querido (já passei por isso três vezes...). A última vez foi a pior de todas, a perda de meu querido avô. Enfim, o ciclo da vida continua. Fica bem, continuo acompanhando seu blog, sempre. Abração!! Heber (de São Paulo)

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    1. Sinto muito pela sua perda também
      Abração Heber!

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  3. Oiiiii a acabei de ler seu post mas fiquei com duvidas.
    Lá vao as perguntas:
    Afinal que dia ela foi enterrada?
    Onde o corpo ficou durante esses dias?
    A recepção foi após o enterro?
    O corpo foi embalsamado?
    Se vc puder responder eu agradeço.
    Bjos

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    1. Ela foi enterrada no sábado e o corpo ficou no necrotério em uma daquelas geladeiras que a gente vêm em filmes. Sim, foi embalsamada. A recepçã foi logo após o enterro (está escrito no post!)>
      bjs

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  4. OIE RENATO.
    BOA NOITE.
    Post para lá de interessante.
    Meus sentimentos ao Robert e toda a familia.

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  5. Olá Renato
    Mais uma vez meus sentimentos a vc, Bobby e Louise. E obrigada pelos esclarecimentos a respeito dessa cerimonia, tão diferente do que é feito por aqui.
    Bjs

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  6. Uma perda nunca é facil, mesmo assistindo o sofrimento da pessoa, somos apegados e a ideia de deixa-la ir nao eh nem bem aceita nem a primeira que temos... ficará a saudade e as boas lembrancas... rezarei por ela, loretta, e pela familia e por voce, que ja era considerado outro neto por ela Que Deus seja sempre consolo e certeza...


    Particularmente nao sei sei eu gostaria desse modelo de funeral... parece que em mim prolongaria o sofrimento. Lidar com a morte, esperar dias para enfim me despedir e enterrar... mas acho culturalmente muito interessante. Sempre via em filmes, mas as informacoes sobre embalsamento e ajuda do governo acresceram no entendimento...

    Fiquem em paz!

    Renata

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    1. Renata
      Sabe que parece mais fácil de levar. Porque nos primeiros dias é aquele choque, depois de quase uma semana as pessoas estão mais conformadas e a coisa flui mais "easy" sabe?
      A gente esquece um pouco dos próprios sentimentos e se concentra mais em fazer uma bonita homenagem para a pessoa :)
      Abs!

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  7. Meus sentimentos, ela parecia ser uma ótima mulher, com um sorriso lindo.
    Mas como você mesmo disse, ela descansou.
    Beijos e se cuida.

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  8. Que lindo o funeral aí! Realmente, me parece que as pessoas da familia ficam mais próximas com todo esse tempo para se organizar. Meus sentimentos Renato! E obrigada pelo post. Abraços!

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  9. Caramba Renato! Que pena! O surpreendente é que na sexta-feira eu assisti um episódio do CSI - NY ( sei lá de qual temporada ) e fiquei tentando imaginar como são os funerais americanos. Lembro de até ter imaginado se o que vemos nos filmes é um procedimento padrão ou não , e você, sem saber de nada , acabou respondendo minha pergunta. Que coisa né ? Espero que todos vocês fiquem bem e que superem essa perda o mais rápido possível. Meus sentimentos ....
    Lana

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    1. Que bom Lana que você teve sua curiosidade sanada
      Obrigadão
      Bjs

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  10. Ai que linda que ela era!! E parecia ter vivido uma vida boa por ainda estar andando e morando sozinha ateh pouco tempo atras. O que eu vejo de gente ainda nos 60 ateh os 100 nas nursing homes dependendo de ajuda pra tudo nao eh brincadeira. Ela pelo menos viveu muitos anos sã e independente. Se ela estava sofrendo nesse ultimo ano, concordo com voce, que a ida dela foi melhor mesmo, porque pra alguem que viveu tantos anos por conta propria ter que aceitar assim a ficar doente e estar sempre dependendo de hospital e tal, eh uma tristeza soh. Sinto muito pela perda de voces Renato. Achei interessante este post sobre o funeral e velorio aqui nos EUA. Ainda nao vi um e espero nao ver tao cedo. O avo do meu marido esta com Alzheimers, mas ainda eh leve, mas ele e a esposa ja estao cuidando de tudo caso um deles ou os dois partam.
    Triste neh? Mas eh algo que tem sim que ser pensado. Obrigada por compartilhar as informacoes.
    Sinto muito mais uma vez!

    Beijos da amiga Nani

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    1. Amiga
      Então, já fazia uns 4 anos que ela está nessa ida-vinda de hospital. Mas nos últimos 2 meses a coisa piorou muito. Eu acho que as pessoas teem que se manter ativas pra poder chegar nessa idade com dignidade. Ela infelizmente nunca fez ginástica, caminhada, nada, então com 80 já andava de andador. A gente tem que andar bastante, fazer ginástica pra não perder os músculos.
      Foi melhor pra ela assim
      Obg e Bjao!

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    2. Nossa, entao ja tem uns aninhos ja que ela estava aos poucos ficando fraca. Realmente, depois de fazer clinicals em Nursing homes passei a dar muito mais importancia a exercicios fisicos, antes fazia pra emagrecer, agora faco pra evitar pegar uma Diabetes tipo 2, criar placa nas veias... tenho aprendido cada coisa que me deixa eh com medo. Como diz meu marido, sou a famosa hipocondriaca. Mas acredito que better safe than sorry neh?
      beijos

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  11. Meus sentimentos, Renato.

    Ela deveria ser uma vozinha excepcional...

    Marcos Heleno.

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  12. Oi Renato!
    Voce certamente vai sentir falta da senhora, mas por outro lado voce tem
    na memoria bonitas lembrancas dela. Eu participei de um velorio em New York que durou uma semana, porque os parentes dele moravam todos em outros estados.
    Meus sentimentos
    Beijo
    Cinara

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    1. Cinara
      Eu penso nela todo dia. Não consigo acreditar que não vou mais ouvir "good to see you!!!!!!!!" que vinha dela.
      :(
      Bjsss

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  13. Renato, sinto muito, viver 90 anos é fantástico, principalmente quando pensamos que ela atravessou quase todo o século 20, quantas mudanças...Com relação aos cerimoniais, já que vc mesmo mencionou o aspecto ¨bussiness¨, me ocorreu uma série p/ TV chamada ¨A sete palmos¨(six feet under). Incrível imaginar como puderam fazer uma série bizarra assim, mas enfim...
    Abs - Márcio

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    1. EU penso muito nisso sabia? Ela trabalhou inclusive em bases do exército na segunda guerra mundial. Passou pelos efeitos da depressão americana, e viveu na melhor época da história dos EUA. Que inveja!!
      Abs!

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  14. Rafael Ottersbach25 de abril de 2013 17:34

    Interessante,bem diferente do que em geral é um velório no Brasil,parece ser mais descontraído,porém nem mesmo em um velório deste tipo eu iria,parece falta de educação de minha parte,mas eu não vou em velório de ninguém,acho que não irei nem no meu,hahaha.
    Abraço

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  15. Renato... com muito atraso, minhas condolências e transmita-as se puder ao Robert e à família...
    Além da vovó Loretta parecer uma pessoa muito simpática e querida - fui lendo seu post e imaginando toda a trajetória de vida dela, pensando em tudo o que ela viu e vivenciou - gostei muito de ver a postura da família nesse momento. Aparentemente, todos participaram dos funerais e "showed that they cared".
    Não é todo dia que a gente vê isso. Muitas vezes, uma pessoa morre e os parentes ou não estão nem aí ou aparecem simplesmente por obrigação. E depois cada um vai para o seu lado de novo (ou ficam esperando ansiosos pelo inventário e partilha)...
    Não sei se é verdade ou apenas uma imagem midiática, mas aí nos EUA se dá muito valor para a instituição família.
    Abraço pra você!

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    1. Obrigado Alex
      Você tem razão e perspicácia ao dizer que a família é um bem muito valorizado pelos americanos
      Abs!

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  16. Olá Renato, sempre que posso, acompanho seus posts aqui e no face, e esse foi muito bom, pois você usou a história de uma pessoa linda para nos demonstrar como são as coisas nos USA quando se trata de morte; E mais uma vez comparei com Brasil, pois só de ler essa reportagem e ver como todos os preparativos são, me senti leve, bem diferente do Brasil que na mesma situação me sinto angustiada, com nó na garganta e um clima pesado. Parabéns pelo post e sorte sua ter conhecido a Dona Loretta.

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  17. Olá Renato, achei muito interessante esse seu post sobre como ocorre os velórios e sepultamentos ai nos Estados Unidos, é muito interessante você poder transmitir para nós aqui no Brasil exatamente como é a cultura dos americanos, olhei outros posts do seu blog e parabéns por postar um conteúdos muito bem elaborados!
    Abraços.

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  18. Oi Renato, parabéns pelo blog. Muito educativo e de bom gosto. Abraços do Paulo Fernando.

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  19. Boa noite amigo, sou agente funerário aqui no Brasil - Rio de Janeiro. Vc pode me ajudar como faço para ir trabalhar em Funerária nos EUA ???

    Obrigado, José Luís
    lucatel.serv@hotmail.com

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  20. Olá, eu estava a procura de algo assim inusitado e e de uma forma legal e animada para que os familiares fiquem sem uma tristeza que podem até adoecer. Amei o post. Grande abraço! se puder me enviar o seu e-mail, gostaria de maiores informações. martinha1950@gmail.com Obrigada Parabéns!

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  21. Realmente é mais do que eu esperava como era, sempre vi em séries e filmes aquela coisa tão produzida e elaborada. É as roupas? As pessoas se vestem bem e todas vão de preto?

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Etiqueta cai bem em qualquer lugar, até na internet. Seja educado ao comentar e perguntar. Olá..., meu nome é..., por favor e obrigado são palavras que ainda estão em uso e mostram cordialidade. Afinal, o blog não é balcão de informações de shopping e embora eu esclareça as dúvidas de todos de bom grado, não ganho nada para isso.
Obrigado por comentar e abração!

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