quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O American Dream Morreu?

Análise do texto de Sueli S. Do blog FashionSpill.com


               Ontem recebi um comentário de um leitor dizendo ter ficado muito desanimado após ler o texto citado. Assim como milhares de pessoas que tem o sonho de viver nos EUA, Ricardo, após ler o texto sentiu-se desanimado devido à quantidade de informações negativas citadas no post. Ele, gentilmente, pediu que eu desse a minha opinião sobre o texto. O que o texto fala é verdade mesmo? É realista? O American Dream morreu depois da crise de 2008?

               Em muitos sentidos o texto é realista. Eu não conheço a autora, não sei o que ela faz ou mesmo os motivos que a levaram a escrever o post. Muitas coisas que ela escreveu são a pura realidade, outras informações estão um pouco desencontradas.

               Você há de concordar comigo que, da mesma maneira que quem vive no Brasil e vem de férias aos EUA tem uma pequena percepção do que é realmente morar, trabalhar e viver aqui, da mesma forma, quem vive nos EUA, tem uma pequena percepção do que também é morar, trabalhar e viver no Brasil. Assim como quem está de férias nos EUA não consegue ter uma visão completa do assunto e só vê a organização, educação, eficiência em muitos sentidos e outros pontos positivos, quem vai de férias ao Brasil, também (me parece, lendo blogs de brasileiros que vivem nos EUA), concentra-se nos pontos positivos como a comida brasileira, a amistosidade do nosso povo, a beleza natural e muitos outros pontos positivos e não citam nada de negativo.

               Veja este exemplo. No texto mesmo, ou nos comentários, há a declaração que no Brasil a escola é de graça e a faculdade pública também, coisa que não acontece nos EUA. No entanto, vá na USP ou faça uma pesquisa e veja quantos % dos alunos da USP, UNESP e das Federais, veio de escolas públicas? Quais são as chances de quem cursou o 1º e 2º graus na escola pública brasileira, de enfrentar o terrível vestibular e ingressar em uma faculdade pública no Brasil e estudar de graça? Há no Brasil, neste sentido, uma inversão malígna na minha opinião. Quem fez as melhores escolas, faz faculdade de graça. Quem estudou na escola pública e não pode pagar, a maioria esmagadora, terá que pagar pela faculdade.

               Este é um exemplo de informação desencontrada que percebi lendo o texto. Mas eu não estou aqui para começar a apontar os problemas do Brasil para os brasileiros porque, os brasileiros sabem muito bem quais são e sua realidade.       
                 
               O que não acho correto, em nenhum sentido, é a visão tacanha ou totalmente direcionada. Pessoas que moram no Brasil e que acham que os EUA é uma maravilha ou pessoas que moram nos EUA e acham que o Brasil é uma maravilha. Parece-me que quem está de fora, vê o que quer, não concorda? Como vai haver quem diga que o inferno deve ser um lugar ótimo para se bronzear. A realidade é que não existe país perfeito, mesmo os mais ricos tem alto índice de suicídio. Há exemplos de pessoas que se deram mal nos EUA e pessoas que se deram bem. Não é possível fazer um julgamento total da situação de um país, baseado em uma amiga (da escritora) que tem 3 faculdades e nunca conseguiu emprego nos EUA. Assim também como não posso julgar o Brasil porque tenho um amigo advogado que trabalha vendendo pastel na feira. Ou só porque alguém escreveu um artigo e publicou na internet dizendo que o American Dream morreu, não significa que isso seja referência ou mesmo a verdade. E isso tanto vale para o Brasil como para os EUA.

               A Sueli fala desde o princípio que escreveu o post para "pessoas que desejam largar tudo no Brasil e imigrar ilegalmente aos EUA". Neste sentido, quase 90% do que ela diz pode virar a realidade do imigrante, principalmente depois do 11/9 e da crise de 2008. Se você tem o desejo de viver nos EUA, deve ler com cuidado o texto dela, o meu e de muitos outros antes de tomar sua decisão. O texto dela é longo e tem mais de 60 comentários aos quais eu li todos. Inclusive muitos brasileiros vivendo aqui, nos comentários, discordam dela. Este provavelmente será o post mais longo de todo o blog e já de antemão aviso, que tentarei deixar a "minha opinião" de fora e se basear em fatos, tomando muito cuidado com BIAS, que infelizmente, permeia o texto da Sueli. Todos nós temos Bias e algumas vezes não percebemos que nosso ponto de vista está permeado de BIAS.

Bias is an inclination of temperaments or outlook to present or hold a partial perspective at the expense of alternatives in reference to objects, people, or groups. Anything biased generally is one-sided and therefore lacks a neutral point of view.

Pré-conceito (separação minha, como conceito pré-estabelecido): Preconceito (conceito pré-concebido) é uma inclinação de temperamento ou a perspectiva de apresentar ou manter uma perspectiva parcial em detrimento das  alternativas em referência a objetos, pessoas ou grupos. Tendenciosa nada geralmente é unilateral e, portanto, carece de um ponto de vista neutro.

O Dicionário português, em uma das alternativas de significado diz:
Social: Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos.

               Então aqui está meu desafio. Escrever uma análise livre de crença, opinião ou generalização. Será que eu consigo?

               Em primeiro lugar teremos que ler o artigo publicado pela Sueli S. no seu blog. Como o blog dela não permite a cópia de textos, é preciso ler no próprio site. Aqui vai o endereço:

Se quiser, deixe duas janelas abertas porque pretendo comentar cada subtítulo

 O Sonho Americano está morto.

               Em primeiro lugar, o que é o sonho americano? Existem várias definições para o American Dream. Basicamente isso quer dizer que os EUA é o país das oportunidades, lugar que uma pessoa pode conseguir sucesso e riqueza com trabalho árduo. É assim mesmo? Como eu disse no princípio, nada deve ser concluído com exemplos individuais. O fato de alguém ter se dado bem nos EUA não significa que o American Dream está vivo e o contrário também não significa que morreu. Para que pudéssemos responder essa pergunta, talvez algumas semanas de pesquisa seriam necessárias. É fato que muito americanos perderam seus empregos durante a crise e não conseguem encontrar outro. No entanto, como é que há 12 milhões de imigrantes ilegais trabalhando e sobrevivendo de uma maneira ou de outra? Vale considerar...

               Eu vejo americanos moradores de rua. Eu vi, na minha faculdade, duas pessoas moradoras de rua estudando. Existem moradores de rua no Brasil que teem essa oportunidade? Também não sei, mas confesso que fiquei impressionado com o fato. Tanto aqui como no Brasil existe assitência a pessoas de rua, mas a maioria (como vi aqui na TV) não deseja ser re-encaixado mais na sociedade e existe teorias que explicam o fato. Porque é que todos os moradores de favelas no Brasil não se tornam moradores de rua? Porque certos indivíduos tem a força e motivos para lutar pela vida e pelo sustento de sua família, outros não. Por esse motivo existem moradores de rua em TODOS os países. Até na Suiça, Noruega, Austrália e outros países considerados dominantes do IDH (falo dele a seguir). Um aumento no número de moradores de rua seria observado após crises financeiras ou mesmo guerras.

               O que eu estou querendo dizer é que moradores de rua, gente pobre, tem nos EUA também. A única informação que eu consegui a esse respeito são informações sobre a linha da pobreza nos EUA. É considerado pobre nos EUA quem ganha menos de USD 23,021.00 anuais para uma família de 4 pessoas. Segundo este site, mais de 46 milhões de americanos estão nessa posição. Uma conta bem rápida mostra que 15% da população nos EUA está abaixo da linha da pobreza.

               Mas a linha da pobreza em cada país é calculada de maneira diferente. Por exemplo, no Brasil, diz-se que uma pessoa está abaixo da linha da pobreza se ganhar menos que R$ 70,00 mensais. Esse valor vezes 4 pessoas, vezes 12 meses dá um total de R$ 3.360,00 anuais para uma família de 4 pessoas. Neste sentido há, pelo menos, uma diferença no conceito de pobreza no Brasil e nos EUA. Nos EUA uma pessoa que ganha menos que USD 479.60 mensais é considerada como vivendo abaixo da linha da pobreza. No Brasil só é considerado abaixo dessa linha quem ganha menos que R$ 70,00 (aproximadamente 16 milhões de pessoas). E quem ganha R$ 678,00 (salário mínimo), quase dez vezes mais que 70 reais, não é pobre no Brasil? Qual o número (ou %) de pessoas no Brasil que ganham entre 70 e 678 reais? Nunca encontrei esse número...mas tenho receio (e tristeza no coração) de pensar que podem ser mais que 46 milhões de brasileiros.

               E o que isso tem a ver com o American Dream? Com a crise de 2008, ficou mais difícil para os americanos viver o American Dream. Consequentemente, para qualquer outro tipo de pessoa vivendo nos EUA. Sem documentos então nem se fala. No entanto, os dados do mercado imobiliário americano mostram que o número de imóveis negociados aumenta a cada ano após 2010. Voltará ao que era antes da crise? Ninguém sabe, talvez nunca volte. E quem é que disse que só é possível ser feliz com casa própria? 

               O índice de desenvolvimento humano IDH também é outro fator a considerar. O índice de desenvolvimento humano, feito pelas Nações Unidas, mede, na linguagem indouta, a qualidade de vida e oportunidades de um indivíduo em cada país. Veja a lista e tire suas próprias conclusões:

Very High
Human Development

1.        Norway
2.        Australia
3.        United States
4.        Netherlands
5.        Germany
6.        New Zealand
7.        Ireland
7.        Sweden
9.        Switzerland
10.      Japan
11.      Canada
12.      Korea (Republic of)
13.      Hong Kong, China (SAR)
13.      Iceland
15.      Denmark
16.      Israel
17.      Belgium
18.      Austria
18.      Singapore
20.      France
21.      Finland
21.      Slovenia
23.      Spain
24.      Liechtenstein
25.      Italy
26.      Luxembourg
26.      United Kingdom
28.      Czech Republic
29.      Greece
30.      Brunei Darussalam
31.      Cyprus
32.      Malta
33.      Andorra
33.      Estonia
35.      Slovakia
36.      Qatar
37.      Hungary
38.      Barbados
39.      Poland
40.      Chile
41.      Lithuania
41.      United Arab Emirates
43.      Portugal
44.      Latvia
45.      Argentina
46.      Seychelles
47.      Croatia

High
Human Development

48.      Bahrain
49.      Bahamas
50.      Belarus
51.      Uruguay
52.      Montenegro
52.      Palau
54.      Kuwait
55.      Russian Federation
56.      Romania
57.      Bulgaria
57.      Saudi Arabia
59.      Cuba
59.      Panama
61.      Mexico
62.      Costa Rica
63.      Grenada
64.      Libya
64.      Malaysia
64.      Serbia
67.      Antigua and Barbuda
67.      Trinidad and Tobago
69.      Kazakhstan
70.      Albania
72.      Dominica
72.      Georgia
72.      Lebanon
72.      Saint Kitts and Nevis
77.      Peru
78.      Ukraine
80.      Mauritius
81.      Bosnia and Herzegovina
82.      Azerbaijan
84.      Oman
85.      Brazil
85.      Jamaica
87.      Armenia
88.      Saint Lucia
89.      Ecuador
90.      Turkey
91.      Colombia
92.      Sri Lanka
93.      Algeria
94.      Tunisia

Medium
Human Development

95.      Tonga
96.      Belize
96.      Dominican Republic
96.      Fiji
96.      Samoa
100.    Jordan
101.    China
102.    Turkmenistan
103.    Thailand
104.    Maldives
105.    Suriname
106.    Gabon
107.    El Salvador
108.    Mongolia
111.    Paraguay
112.    Egypt
114.    Philippines
114.    Uzbekistan
118.    Guyana
119.    Botswana
120.    Honduras
121.    Indonesia
121.    Kiribati
121.    South Africa
124.    Vanuatu
125.    Kyrgyzstan
125.    Tajikistan
127.    Viet Nam
128.    Namibia
129.    Nicaragua
130.    Morocco
131.    Iraq
132.    Cape Verde
133.    Guatemala
134.    Timor-Leste
135.    Ghana
136.    Equatorial Guinea
136.    India
138.    Cambodia
140.    Bhutan
141.    Swaziland

Low
Human Development

142.    Congo
143.    Solomon Islands
145.    Kenya
146.    Bangladesh
146.    Pakistan
148.    Angola
149.    Myanmar
150.    Cameroon
151.    Madagascar
153.    Nigeria
154.    Senegal
155.    Mauritania
156.    Papua New Guinea
157.    Nepal
158.    Lesotho
159.    Togo
160.    Yemen
161.    Haiti
161.    Uganda
163.    Zambia
164.    Djibouti
165.    Gambia
166.    Benin
167.    Rwanda
168.    Côte d'Ivoire
169.    Comoros
170.    Malawi
171.    Sudan
172.    Zimbabwe
173.    Ethiopia
174.    Liberia
175.    Afghanistan
176.    Guinea-Bissau
177.    Sierra Leone
178.    Burundi
178.    Guinea
181.    Eritrea
182.    Mali
183.    Burkina Faso
184.    Chad
185.    Mozambique
186.    Niger
(Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países comodesenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascereducação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.
O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual.)) 


               No entanto, lembre-se que esse índice é aplicavel aos cidadãos do próprio país. Não existe um IDH que considere a qualidade de vida e oportunidades para imigrantes ilegais. Há imigrantes que se deram muito bem e outros não. Há brasileiros no Brasil que se deram muito bem e outros não. O sucesso vai depender da dedicação, determinação, atributos e outros fatores de CADA indivíduo. Mas se o IDH mede também as oportunidades, é fato que em um país com IDH alto há mais oportunidades. Principalmente se o indivíduo imigrar legalmente. Mesmo imigrando ilegalmente, em todos os países existem mecanismos para a legalização. Alguns mais difíceis (como nos EUA) e outros não. No momento, o governo americano está em processo de regularização de 12-13 (cada um fala um número) milhões de imigrantes ilegais. A última anistia foi dada no governo de Bill Clinton.

EDUCAÇÃO
               Comparar a escola pública americana e a brasileira é uma tarefa muito difícil. Existem boas escolas públicas nos EUA e existem péssimas escolas. O imposto pago por imóveis é o principal responsável pelo sucesso da escola nos bairros americanos. Um bairro classe média alta, terá, provavelmente uma boa escola e pessoas ricas colocam seus filhos na escola pública (o que dificilmente acontece no Brasil). Já bairros pobres tem escolas medianas ou mesmo péssimas. A impressão que eu tenho é que as escolas particulares do Brasil tem um nível muito superior ao das escolas públicas americanas, mas isto é a impressão que eu tive examinando o currículo da escola pública americana, comparado com o que se ensina no Brasil na escola particular. Eu não tenho esses dados para escolas particulares nos EUA. A única certeza que eu tenho é a seguinte: Qualquer pai ou mãe vai querer dar a melhor educação para seu filho, seja ela pública ou particular e o orçamento da família é que vai definir aonde esse estudante será colocado, na particular ou na pública, seja no Brasil ou nos EUA.

SEGURANÇA
               Eu preferia nem comentar esse tópico mas tenho uma coisa a dizer sobre o texto da Sueli. Ela diz: "Aqui também existem assaltos, assassinatos, roubos, acidentes de carro e muitos outros problemas igualzinho no Brasil" Existem sim, mas os dados e estatísticas mostram que não é igualzinho no Brasil. As consequências também não são tratadas da mesma maneira.

SALÁRIOS NOS EUA
               O que ela diz é verdade. Vindo como imigrante ilegal, não espere trabalhar de cara como garçonete. Inglês fluente é o mínimo exigido para essa posição. Embora algum restaurante possa contratar sem documentos, a grande maioria não contrata pois há punição severa para quem contrata imigrantes ilegais. Uma pena ela só ter comentado sobre esse ponto. Gostaria de ter visto um estudo maior sobre os salários nos EUA em comparação com os do Brasil. Uma informação que eu tenho é que a média salarial anual americana é em torno de USD 46,000.00, para americanos e imigrantes documentados.
               Quanto às contas que ela apresenta, realmente trabalhar como imigrante ilegal e viver sozinho pode ser um desafio orçamentário. No entanto, nunca conheci alguém nessa situação. Geralmente os brasileiros dividem casas e apartamentos, assim o aluguel fica mais acessível por pessoa. Nenhum dos estudantes americanos da minha faculdade moravam sozinhos em apartamentos. Todos dividiam aluguel.

EMPREGO, DESEMPREGO E VOCÊ SABIA?
               Depois da crise evidentemente que achar um emprego virou um problema nos EUA. Há quem diga que não. Conheço brasileiros que estavam empregados antes da crise (ilegais), mantiveram seus empregos e ainda estão trabalhando. Mas deve isso ser tomado como regra? Logicamente que não. Conseguir um emprego depende de muitos fatores, muitos fatores. Em um país que recentemente passou por uma depressão econômica os desafios são maiores, mas não é impossível arrumar um emprego. Ela cita nos comentários que uma amiga dela com 3 faculdades nunca arrumou emprego. Um caso particular não deve ser usado para generalizar uma situação. Há desafios para arrumar emprego nos EUA como há no Brasil, documentado ou não, mas não é algo impossível. 

                Aqui vai outro exemplo que também não deve ser usado para  generalização. Dos colegas da minha faculdade que ainda mantemos contato estão: Eu, Daniela, Gina, Christian, Sergio, Jeniffer, Gislaine, Kate, Ziporah, Daniela II, Marie  e Natalie. Todos fizemos parte da formatura de junho de 2013. Todos estão empregados! Eu e a Gina temos projetos particulares e eu já neguei dois empregos por não considerá-los interessantes para minha carreira no momento, mas estou fazendo entrevistas e trabalhando em 2 projetos, um em Miami e outro em Naples. Novamente, isso não deve ser considerado como regra. Mas é um contraste quando se compara com a informação "mesmo quem tem faculdade aqui não encontra emprego..." não acha?

              "Aqui nos EUA não existe carteira assinada..." - Verdade, eles usam outro método."...nem férias remuneradas..." não é verdade, o empregado tem férias e recebe o salário normal durante a ausência, vai depender do contrato de trabalho."...e nem 13º..." alguns empregos pagam 13º. O Robert recebe 13º. Um cheque extra em julho e outro em Dezembro. Ele é americano e trabalha em uma empresa americana. Algumas empresas pagam 13º. "...ou 1/3 de férias..." Verdade, 1/3 de férias ainda não conheci ninguém que recebesse. 

           Outra coisa que não existe é FGTS, porém algumas empresas tem outras maneiras de acumular dinheiro para o empregado. Há também salário desemprego e outros direitos. Imigrantes ilegais que trabalham por hora provavelmente não tenham direitos. Vai depender do patrão. Mas geralmente quem trabalha duro e é honesto, muitas vezes é recompensado.

          "Se você receber em dinheiro terá que gastar em dinheiro porque tudo que entra em sua conta bancária (se tiver uma) precisa ser declarado e é cobrado imposto" Se a Sueli está falando de rendimentos, no Brasil é a mesma coisa. Qualquer rendimento tem que ser declarado e paga-se imposto por ele. Não importa se foi depositado em dinheiro ou em cheque, é preciso declarar. Agora se as pessoas fazem isso lá ou aqui, a história é bem diferente...


(continua em um próximo post)

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64 comentários:

  1. Renato, sou sua fã de carteirinha! Parabéns pelo texto. Tenho vários e vários amigos imigrantes nos EUA. 99% foi ilegal. Alguns hoje estão legais outros não, alguns se deram extremamente bem, outros não... assim como aqui no Brasil mesmo onde alguns amigos meus estão bem e outros não.... isso depende de cada um e não se pode generalizar nada. Sou da opinião que a gente colhe o que planta. Tanto no Brasil quanto nos EUA. Um abraço e boa sorte nos seus trabalhos.

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    1. Sim Denise, algumas coisas não dá pra generalizar, outras são fato.
      Abração

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    2. Eu completaria: a gente colhe o que planta, mas a colheita não depende 100% do trabalho e da competência de quem planta. A terra, a natureza e o ambiente precisam ajudar.
      Por isso, não adianta insistir em certas atividades e projetos num determinado lugar. Simplesmente não vai funcionar. Aí, é melhor ir embora.

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  2. Gostei do texto ☺
    Bom, a gente costuma traduzir bias por viés. Você falou do suicídio e esses dias fiquei sabendo que no estado inteiro do Alabama mais gente morre por suicídio que por assassinato, você acredita? Eu fiquei tão chocada com o dado. Talvez porque de onde eu venho, a realidade eh o inverso. Suicídio aqui eh considerado problema de saúde publica!
    Em relação a educação, de fato o currículo de uma boa escola particular brasileira eh superior ao das escolas daqui. Mas esse ponto traz coisas para pensarmos, como aqui você já vai escolhendo seu currículo de acordo com suas aptidões, um estudante que gosta mais de humanas na o precisa se aprofundar em física. Além disso, ha possibilidade de cantar, aprender um instrumento musical, aprender línguas. No sistema americano, suas escolhas de matérias desde os 14 anos vão influenciar sua admissão na universidade, o que eu acho muito cedo! No Brasil a gente aprende “tudo de tudo” para fazer a escolha aos 17.
    Sobre segurança, ne... esse eh o fator mais forte que me faz pensar em ficar aqui. No estado do Alabama foram 68 assassinatos no ano passado. No estado inteiro! Volta e meia eu durmo com a porta destrancada, nunca preciso esconder a bolsa, se o clima esta agradável, abro as janelas do carro sem medo. Estaciono o carro e deixo as janelas meio abertas no estacionamento do mercado. Para mim esse fator eh a melhor parte dos EUA principalmente porque o que eu acho bom, os americanos acham um absurdo! Direto fazem reunião com o governador para aumentar a segurança aqui.
    Quanto ao salario, eu só conheço a realidade medica, já que trabalho meio período e não tenho muitos direitos. Alguns hospitais pagam um valor em dezembro, mas não eh um salario inteiro, só uma pequena porcentagem. Quanto ao desemprego, eu não conheço ninguém aqui que tenha feito faculdade (ou validado o diploma) que não tenha emprego.

    Ps: pelo que eu li no blog da Sueli, a realidade dela eh diferente da minha, primeiro porque ela usa NYC como comparação e eu o “ Alabema” e segundo porque ela usa trabalho de garçom e eu conheço o de pesquisador e medico. Mas vale deixar meu comentário ne?
    Ps:nao consegui colocar todos os acentos, sorry

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    1. Adorei sua opinião Lorna. Não sabia que Bias era viés!? Obrigado por me informar!
      Vi no dicionário que viés é oblíquo, torto. Talvez dê mesmo o sentido de que a opinião não é neutra, é pensa...
      Gostei das coisas que vc falou.
      É muito bom ter a opinião de muitos brasileiros, inclusive os que vivem aqui.
      Não quero defender os EUA ou o Brasil nem falar mal de um ou de outro. Espero que eu consiga esclarecer sem opinar
      Bjs "amiga"
      :P

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    2. Ia falar o que a Lorna disse sobre bias. Faço estatística e estudamos muito o conceito de biased/unbiased, e a tradução é viesado/não-viesado. Se alguém falar muito viés, isso ou aquilo está enviesado, é estatístico. ;)

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  3. Parabéns pelo texto grande Renato !
    Muitas pessoas tendem ser tendenciosas (pleonasmo ?! kkkk) acho que talvez seja por alguma experiência desagradável ou pra afastar outras pessoas conhecidas (talvez ela queira ter menos brasileiros por perto) sabe-se lá o motivo. Enfim ela tende a ser 'um pouco' sensacionalista. Tenho vários amigos que imigraram pros EUA, alguns não deram sorte, outros deram tanta que estão por aí até hoje. Como você disse não dá para tomar um exemplo isolado como regra.

    Ah parabéns pela formatura, você mereceu muito.

    Ps: Já que está falando de empregos, lá vai a minha pergunta:
    Bem, estou cursando Engenharia de Computação na Universidade Federal do Ceará, e aqui no Brasil a demanda para o cargo de engenheiro está alta, mas a oferta de profissionais nem tanto. Tanto é que agora já se cogita a importação de engenheiros assim como está ocorrendo com os médicos.
    Enfim, eu queria saber como anda a demanda de profissionais de engenharia nos EUA, já pesquisei mas nunca encontrei dados consistentes.
    Obrigado pela sua atenção e desculpe o incômodo.

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    1. Rapaz
      Eu não tenho essa informação. Mas se você está cursando uma federal no Brasil, pode conseguir sem muita dificuldade um mestrado ou mesmo doutorado com bolsa em universidades americanas.
      Acho que a pergunta principal é: O que você valoriza na vida? Essas coisas estão no Brasil ou nos EUA? Depois a decisão é fácil
      Abração!

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  4. Não dá pra generalizar, cada caso é exceção.

    E vc Renato pôs os pontos no i,o Sonho Americano isn't over. Assim como vc e a Lorna,e tanto aos outros expatriados, esta ai passando suas experiencias, como realmente funciona as coisas e vida em terras gringas, ela não pode generalizar, mas é a opinião dela

    Abraos, inté

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  5. Renato, sempre bom ler seus posts. Sinto que tenho as informações em sua totalidade, e essa análise foi fantástica! Tenho que dizer que, quando li o texto pela primeira vez fiquei assustada, já que tenho meus planos de fazer um MBA e procurar um futuro trabalho ai nos EUA. Sei que não é um processo fácil, mas tenho amigos que conseguiram, e já estava me perguntando se eles eram 1 em um milhão. Que ótimo você ter relatado sua própria experiência. Amo seu blog e ele me guia em muitas decisões que ando tomando para meu futuro. Você é demais.
    Tenho que dizer que concordo com você quando se trata de pessoas largando toda uma vida construída, sem o mínimo de inglês, para ir ilegalmente trabalhar e "ver no que dá". Acho loucura. E para isso, acho que o texto serve bem.
    Enfim, parabéns por outro ótimo post, sou sua fã. hehe

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    1. Obrigado Ana!
      Sim, planejamento é tudo. Desejo muita sorte pra vc!
      Bjs

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  6. Grande Renato !! Mais uma vez vc me surpreendeu com seus comentários. Um grande abraço !

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  7. Eu já não gostei do post, por ela se dirigir quase que exclusivamente para imigrantes ilegais!

    Acredito que a maior questão para os imigrantes é o motivo pelo qual eles escolheram aquele país. Acho que acima da questão financeira precisa ser pesado a qualidade de vida, segurança, seriedade entre outros aspectos!

    Não é preciso ir para os EUA para descobrir que SUCESSO/FRACASSO é uma questão individual.

    Gostei muito do seu comentário Renato, com a participação da Lorna!

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    1. Obrigado David!
      Embora o IDH mostre que há mais oportunidades nos EUA. O sujeito tem é que arrumar uma maneira de se legalizar e trabalhar não é?
      Abs!

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  8. Eu acho complicado também essas generalizações... Li o post da Sueli e acho que a intenção dela era mais fazer um alerta para as pessoas que querem imigrar ilegalmente, ou mesmo para os legais que acham que será tudo muito fácil. Os EUA já foram um país mais “fácil” de se imigrar e conseguir qualquer sub-emprego pagando razoável. Por isso tinha tanto imigrante que mesmo ilegal ganhava o suficiente para se sustentar e ainda mandar dinheiro pra família no seu país de origem. Hoje não é mais assim. Claro que isso não significa que quem seja esforçado, como vc, tenha um plano de vida/carreira não vá se dar bem. Mas com certeza os EUA não são mais um dos melhores países do mundo para imigração, nem mesmo a qualificada, pela dificuldade de se conseguir um visto de residência, pela crise, etc. Acho que foi isso que a Sueli tentou mostrar no post dela, e daí a frase “the american dream is over”.
    (um adendo: o que escuto/leio é que atualmente apenas o Canadá e Austrália facilitam a imigração qualificada, e mesmo assim o cerco está apertando. Na Austrália, p.ex., o salário mínimo é de $622 por semana, e mesmo trabalhando como garçom vc consegue ganhar o suficiente pra se manter e guardar dinheiro. E se for estudante ainda pode trabalhar 20hrs semanais. Por outro lado o custo de vida é mais alto que nos EUA, de uma forma geral.)
    Enfim, gostei da sua análise, vou ficar esperando a segunda parte.
    Ah, não sei se vc vai falar sobre isso, mas um ponto que achei meio radical no texto da Sueli foi quanto ao preconceito contra imigrantes. Nunca morei nos EUA, mas acho que (e corrija-me se eu estiver errada) se vc é imigrante mas é fluente na língua do país, se adapta a cultura local, vive “como um americano”, esse “preconceito” não ocorre da forma como ela coloca. Agora, p.ex. quando fui a NY conheci uma família de brasileiros que morava lá há quase 10 anos em New Jersey e mal falava inglês! Vivia em guetos, não tentava se integrar, e ainda reclama de sofrer preconceito?? Fala sério...
    awaywego-rumoaaustralia.blogspot.com

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    1. Denise eu concordo com você
      Acho sim que ela quis alertar as pessoas que estão indo com a cara e a coragem, sem planejamento e com chances de quebrar a cara. Mas muita coisa que ela disse não é verdade, isso que me incomodou.
      Na segunda parte eu falo mais sobre isso
      Obrigado pelo excelente comentário!
      ABs

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  9. Bah perfeito. Eu tinha lido esse texto tempos atrás e de início fiquei meio desanimado. Mas lendo o teu e outros blogs vi que a coisa tá melhorando bastante de novo então não dei mto crédito a tudo o que ela escreveu. Obviamente não se pode esperar um paraíso na terra. Os EUA tem seus problemas sim, mas parece que nem se comparam com os problemas do País do pão e circo. Abraço.

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    1. Leonel
      Como a Denise falou não é mais o que era nos anos 90 ou antes do 9/11. Mas também não é como o texto da Sueli
      Abração

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  10. Muito bom... Existem mais coisas a se pensar... SP esta um caos, tanto no transito, saude, seguranca, sao problemas que pra Hoje nao tem solucao, quem sabe daqui a 10 anos... Tem que colocar na balanca e ver o que vale a pena...

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  11. Excelente análise Renato. Vou também falar sobre isso em breve, pois sinceramente, tem pontos aqui nos EUA que estão muito longe de serem a "festa" e o "sonho" da Disney como muitos acham e vendem por aí. Esse país tem uma política imigratória? Ou na verdade, tudo é questão de money? Enfim, excelente o teu texto e a análise da outra autora. Parabéns.

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    1. Luciano
      O páis tem uma política imigratória. O dinheiro serve para filtrar o tipo de pessoa que eles querem que entre aqui
      abs

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    2. Um adendo:
      quando José Antonio Vargas, um imigrante indocumentado filipino que conseguiu cursar faculdade de jornalismo, trabalhar no Washington Post e ganhar um prêmio Pulitzer - uma das maiores distinções dadas a jornalistas no país - saiu do armário (falando nisso, Vargas é gay assumido) e declarou-se indocumentado até no New York Times, muitas pessoas se sentiram encorajadas a sair do armário como indocumentadas também. Algumas delas chegaram a montar empresas e faturavam muito dinheiro. Mas mesmo assim a legislação imigratória as impedia de adquirir status legal no país.
      É provável que a lei precise ser revisada e contenha uma boa carga de injustiças e hipocrisia.
      Aqui, a história de José Antonio Vargas no NYTimes: http://www.nytimes.com/2011/06/26/magazine/my-life-as-an-undocumented-immigrant.html?pagewanted=all&_r=0

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    3. Eu vi essa história Alex. Com certeza há muitos indocumentados de bem. However, eu acredito que precisa sim filtrar...
      Abs

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    4. Precisa sim, Renato... Mas as leis também precisam ser filtradas para não permitirem situações injustas ou bizarras onde gente como Vargas, que se destacam de verdade e contribuem muito para o país, continue indocumentada.

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  12. Oi, Renato! Tudo bem? Cara, me identifico muito mais com o seu ponto de vista sobre os EUA do que com o da moça lá do outro texto. Aliás, não concordo com quase nada do que ela disse. Acho que entendo a intenção do texto em advertir as pessoas que pretendem se mandar para os EUA sem o mínimo de planejamento e noção da realidade, mas como esse não é o meu caso, nem o seu e nem dos que leem esse blog, não vou me preocupar. Mas não posso deixar de comentar sobre o que ela disse de “sofrer preconceito” por ser estrangeira. Não estou dizendo que seja o caso dela, mas acho isso curioso: muitos brasileiros se esquecem que aqui mesmo no Brasil pessoas de um estado adoram discriminar os que vieram de outros. Eu, por exemplo, saí da Bahia pro Rio de Janeiro há 16 anos e até hoje ouço piadinhas sobre as minhas origens e muitas vezes sou desmerecido por ser nordestino. Ou seja, se quando eu estiver aí, “sofrer preconceito” por ser brasileiro, vou tirar de letra! KKKK... Mas, sinceramente, duvido que as coisas sejam assim. Acho que muitas vezes o que acontece é um simples choque de comportamentos... Vc mesmo já falou aqui que o que americano odeia é gente desrespeitosa, mal-educada, etc. (e se pensarmos em educação e respeito, muitos brasileiros estão longe do ideal de comportamento social adequado, principalmente para os padrões dos EUA). Acho engraçado que muitos brasileiros ficam incomodados com o que chamam de "frieza" e "individualismo" dos estadunidenses. Mas no Brasil, por incrível que pareça, a coisa que mais vejo são pessoas que adoram torcer o nariz pra quem não conhecem, pra quem não pertence às suas "panelinhas". Não dão a mínima chance pra um recém-chegado se sentir respeitado e mais à vontade. Isso é assim no condominio, na faculdade, na academia de ginástica, no trabalho, etc. É cada um por si e Deus por todos. Se vc não tiver a sorte de viver a vida toda no mesmo lugar que nasceu, fatalmente vai sofrer esse tipo de preconceito em cada lugar novo que vc entrar e vai inevitavelmente se sentir isolado. Acontece até nas relações comerciais. Às vezes fico chocado com o tratamento que funcionários de um estabelecimento comercial dão a um cliente. Parece que estão fazendo algum favor. Muito grossos e/ou indiferentes. Quando não agem assim, vão para o outro extremo: o tal jeitinho brasileiro de chegar, cheio de sorrisinhos, falar intimidades, umas piadas sem graça... profissionalismo que é o que se espera deles, não existe... Por isso, eu, particularmente, adoro esse "desapego", que os norte-americanos têm uns dos outros, esse limite que eles dão às pessoas de acesso à intimidade. Fazem o que são pagos pra fazer (no caso dos funcionários de algum comercio), dão bom dia, boa noite, seguram a porta do elevador pra vc, respeitam o seu espaço, seus limites, e todo mundo convive bem. Agora, chegam alguns brasileiros lá com esse comportamento que descrevi acima e querem não sofrer preconceito. Repito, não sei se é o caso da moça que escreveu o texto, mas isso infelizmente se aplica a muitos brasileiros! ODEIO essa mania que alguns têm de achar que ser respeitoso é tratar todo mundo como amiguinho... mal trocou meia dúzia de palavras e a pessoa já está tocando em vc, te abraçando, te chamando por apelidos e tal... ter boas maneiras e respeito que é bom muitos ignoram completamente. Acho que é isso que muitos brasileiros ficam p**** com os norte-americanos... o estadunidense c**** e anda pra esse “jeitinho brasileiro” se o mínimo que se espera de boas maneiras e etiqueta social não é respeitado... Mas, só pra lembrar, isso é apenas minha opinião... uma perspectiva dessa relação entre brasileiros e estadunidenses... claro que não cabe generalizações. Abração pra vc e pra todos aqui!

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  13. Adriano
    Você tem muita razão no que fala. A Sueli disse no texto que ela fala demais e que as pessoas colocam uma barreira entre eles e elas. Nós brasileiros temos um jeito peculiar de tratarmos uns aos outros. Um extremo é esse que depois de 5 minutos já estamos trocando telefone e convidando para o churrasco. O outro é a completa ignorância a não ser que você satisfaça os padrões da pessoa economicamente e até mesmo no sentido da aparência. Neste último vejo que no mundo inteiro é mais ou menos assim. Os musculosos tem amigos musculosos, dificilmente quem não é body building entra na panela. Os muito bonitos andam com pessoas do mesmo esteriótipo e assim por diante.
    Infelizmente aqui nos EUA também é assim de certa maneira. Já percebi uma certa relutância em alguns de estreitar a amizade porque eu não faço parte do esteriótipo do grupo, mas isso não me incomoda.
    Como já escrevi no post sobre preconceito, eu NUNCA sofri preconceito por ser brasileiro, muito pelo contrário. O Brazil tem uma boa fama de terem pessoas capazes, inteligentes e competentes. Minha orientadora profissional da faculdade disse: "There's something about brazilians that americans love" e ela me disse isso porque quando empresas olhavam meu curriculo, me escolhiam por ser brasileiro.
    No outro extremo, existem brasileiros em Orlando que não teem a mínima noção de comportamento. Querem viver na casa dos outros exatamente como viviam no Brasil. Querem festa, churrasco, baderna, barulho e incomodam vizinhos brasileiros e americanos. Se metem em confusão e te pedem todo tipo de coisa: Para financiar coisas pra eles, pedem dinheiro, pedem seu carro emprestado, pedem seu tel celular emprestado, roupa, etc. É um problema!
    Conheci uma mulher ao telefone, no dia seguinte, pediu meu carro emprestado sem sequer nunca ter me visto pessoalmente, pode uma coisa dessas? Depois ligou várias vezes pedindo pra levar ela no hospital, no supermercado, no departamento de trânsito, etc. Eu cortei...
    É fogo saber lidar com esses dois lados.
    Abração

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    1. Cara, não sei como está aí, mas no Brasil essa história de musculoso só ter amigo musculoso, bodybuilder só amigo bodybuilder chegou num patamar tão absurdo que até as pessoas de corpo normal ou gordinhas estão discriminando as que são iguais a elas (ou seja, os tipos que comporiam seu grupo social, sua "panelinha") e preferindo ficar idolatrando as de corpinhos esculturais, mesmo sendo ignoradas por estas! Notava isso principalmente quando saia à noite pelo Rio de Janeiro: de um lado as pessoas comuns se ignorando e babando pelas que estão do outro lado, as "perfeitinhas", que é claro, só empinam o nariz e se acham a última bolacha do pacote. Eu tomei tanto nojo disso que até parei de sair. kkkk... É a geração do GH e da lipoaspiração levando os relacionamentos pra um nível mais superficial do que poderíamos imaginar. Saudades da inocência e timidez dos anos 80! Ah, e aposto que vc pensou exatamente a mesma coisa que eu sobre a Sueli falar demais. Quando li isso no texto dela, imaginei na hora aquele tipo de pessoa verborrágica que mal vc começou a conversar e já está te contando seus problemas mais íntimos, pedindo conselhos e favores, ocupando o maior espaço na sua vida, fazendo vc pensar "pra que diabos fui dar atenção a essa criatura?" KKKKKKK... Nem brasileiro atura esse tipo de gente, imagine um norte-americano! KKKK.... Abração, rapaz!

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  14. Olá Renato, tudo bem? Estou um tanto sumido, pois há muito não venho comentando nada, por pura falta de tempo, mas nunca deixei de acompanhar seu blog. Muito bacana e cultural ler seus posts.
    Quanto a este a respeito ao texto sobre o "American Dream" eu diria que a responsável, exprimiu bem o que os americanos chamam de "bullshit".
    Vou contar um pouco da minha experiência.
    Adoro conhecer outras culturas e viajar, mas nos últimos 10 anos tenho ido aos Estados Unidos todo ano sempre, no mínimo, uma vez ao ano. Comecei por obrigação profissional e depois disso, por uma grande identificação com o país, sua cultura e estilo de vida, passei a fazê-lo por lazer. Estaria mentindo se falar que conheço o país profundamente, pois o máximo que permaneci de tempo foram dois meses em que estive realizando um curso.
    Mesmo não vivendo no país tanto tempo seguido, a minha permanência me permitiu uma série de análises, que fogem um pouco da visão comum do turista.
    Nesses dez anos tive a oportunidade de conhecer oito estados americanos diferentes. E percebi que nenhum deles guarda quase similaridade com o outro. Cada um tem suas qualidades, cada um tem seus defeitos. Não é possível definir os EUA por apenas uma localidade.
    Por isso, quando vejo alguém só falar mal dos Estados Unidos fico com um pé atrás. Não sei se é uma visão míope, ou um viés político (sim, os brasileiros esquerdistas possuem o velho discurso de falar mal dos EUA, pois faz parte da cartilha deles), ou mesmo má fé de quem se deu mal por não ter capacidade, o que me faz lembrar do velho ditado “que quem desdenha, quer comprar” (ou como dizem os americanos “It is only at the tree loaded with fruit that people throw stones”).
    E pior ainda quando a pessoa faz referência a uma imigração não legal. Desculpem-me, mas associar o “American Dream” a algo como a imigração ilegal há muito passou a ser apenas uma licença poética. Não há mais espaço no mundo moderno para imigrantes não autorizados. No passado, isso até ajudou o crescimento de muitas nações, hoje está comprovado que ela está associada diretamente a atividade do crime, e traz um enorme prejuízo sócio econômico para as nações que permitem essa prática. Sem dizer que deixam um passivo monstruoso a ser pago pelas gerações futuras.
    Com relação aos Estados Unidos, existe sim criminalidade, roubos e uma série de problemas com educação e saúde. Como existem em quase todas as nações desenvolvidas de primeiro mundo. E se fomos ver, ela ocorre principalmente por conta das comunidades de estrangeiros ilegais, que não pagam impostos, não contribuem para sistemas públicos de saúde e não possuem educação, cultura e higiene suficiente para compreender como se comportam as pessoas daquele país e como funciona a nação em que escolheram para morar. Depois, por falta de qualificação e documentação não conseguem empregos e acabam sendo presas fáceis do crime. Mesmo o Brasil, por incrível que possa parecer, sofre com a imigração ilegal, principalmente de bolivianos e haitianos, que só beneficia empresários criminosos que se utilizam desse expediente de mão-de-obra.
    O que não dá é ouvir brasileiro criticar outro país, sendo que nós não temos nenhum desses indicadores de IDH melhores do que esse país. Para piorar, a crítica vem de um imigrante brasileiro, mas ninguém ouve falar que os cidadãos desse país migram ilegalmente para outros países em busca de condições melhores de vida. Ao que saiba, não existe colônias de americanos em cidades ao redor do mundo, ou rua americana, ou um bairro americano (uma Americantown da vida...) pelo mundo afora, resultante de gente que foi em busca um futuro melhor.
    Por fim, alguém irá perguntar, se eu gosto tanto dos EUA por que até hoje não me mudei para lá? Simples: 1º) no meu ramo de atuação eles não precisam de mim. 2º) não me sujeito a ser um imigrante ilegal e fazer algo diferente do que sei fazer. 3º) questões familiares me amarram a minha terra. 4º)(e principal): não me adapto até hoje ao raio da pimenta que eles colocam na comida...rsrsrs
    Um abraço.

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    1. Alberto
      Bom te-lo de volta.
      Excelente explanação. N minha opinião o n.4 é o mais fácil de você overcome :) Depois de 4 anos aqui eu mal sinto a pimenta. Em casa, onde comemos a maioria das vezes não usamos hehehe
      Abração e obrigado pelo ótimo comentário
      R

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  15. Sonhos jamais morrem...garanto que muitos que ainda tem o "the american dream" nunca vão deixá-lo morrer, e muitos até irão realizá-lo. Afinal, como você disse, "american dream" é subjetivo, pra mim, por exemplo, seria o prazer de poder viver em uma casa simples sem muros e ter minha grama respeitada, e tantos outros respeitos, e etc Todavia, sei que na terra não há paraíso, porém, pode-se sim, viver melhor em outro lugar a escolher, perfeitamente possível. Eu acredito no "American Dream".
    Adorei seu post Renato, como sempre. Bjs.

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    1. Wilma
      Adorei seu comentário. Aliás, penso como você e nesse sentido eu já estou realizando o American Dream no meu caso. Viver em segurança, sem grades nas janelas, em meio a natureza e poder usufruir de coisas simples sem medo e sem ter que gastar $$$$
      Bjs

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  16. Ola, todos estão bem?
    Muito bom o texto, EUA ta ruim mas a crise deles é o sonho do brasileiro.

    " uma amiga dela com 3 faculdades nunca arrumou emprego. "
    Talvez pode ser verdade se a amiga dela quisesse trabalhar numa area especifica
    Pelo que eu fiquei sabendo desemprego existe pra quem tem mais estudo, escrevi errado não, quem tem faculdade nao encontra emprego com facilidade, a nao ser q a pessoa se sujeite a trabalho braçal, ai trabalho nao falta.Americano foge de trabalho braçal igual diabo da cruz.
    Então fica ai um monte de gente com diploma e sem emprego, ja que pegar no pesado ninguem quer.
    Segurança nem se compara, nao vejo casa ai nos EUA parecendo mini presidios como no Brasil: muro alto, portão, grade nas janelas, camera e cerca eletrica. Pelo q vejo nos seriados e filmes é td aberto nem muro tem.
    Saude q dá medo, vi q custa muito caro mesmo, dentista e hospital.
    Penso o seguinte : alguem solteiro e jovem vale muito a pena , ja pra casal ja complica ja que nao tera facilidade pra mudanças caso um dos dois fique desempregado.
    Se for com filho então complica mais ainda, imagina duas bocas pra alimentar e uma renda só.
    Achei que o texto dela era pra afastar qualquer um que pretenda ir morar lá, como se ela tivesse achado uma mina de ouro e quer que tudo seja só dela.
    Me corrija se estiver errado, nao conheço os EUA. T+

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    1. Paulo
      Você leu o comentário da Lorna? Ela disse que não conhece ninguem que tenha faculdade que está desempregado. Na minha humilde opinião, eu acho que o americano que hoje tem 40-50 anos optou por não fazer faculdade porque no passado um emprego com faculdade e um sem pagava quase a mesma coisa então porque se importar? Então essas pessoas perderam seus empregos e os com faculdade acabaram por ficar empregados.
      A grande massa que perdeu seus empregos foi o pessoal que trabalha braçal ou empresas de escritórios que tinham empregados não qualificados. O que 5 faziam, 3 passaram a fazer.
      Por isso a grande volta de imigrntes brasileiros ilegais, pois estes trabalhavam no comercio e na construção civil
      Quanto ao seguro saúde. Para uma pessoa da minha "idade" fica em 220 reais, menos do que eu pagava no Brasil.
      Se eu tivesse família, ainda ficava mais barato por cabeça.
      Concordo com vc, ela quis afastar os que vem com uma mão na frente e outra atrás, mesmo esses, arrumam emprego aqui em Orlando no mesmo dia no comércio de brasileiros
      Abs!!

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  17. Olá Renato, como está?
    Acho que se formos levar em consideração que o post dela é voltado para os ilegais MUITAS coisas do que ela disse se cabem sim. Mas, tenho para mim que se você faz tudo legalmente, e se realmente está empenhado em tal coisa será menos difícil realiza-la. E ao falar "o sonho americano morreu" estamos cometendo um erro, pois sonhos não morrem assim tão fácil, me dando como exemplo, tenho 16 anos, li ambos os textos, procuro sempre me manter informada sobre assuntos de imigração para os Estados Unidos, pois sempre tive este sonho, e aos poucos venho me planejando para realizá-lo, e pretendo fazer tudo dentro das leis, mas isso depende muito do que vc quer pra si,e assim ir traçando seu caminho! Sei que nenhum lugar no mundo é perfeito, e portanto o texto não me desanimou. Gosto de ler esses textos mais realistas, pois já sei mais ou menos onde vou me metendo, mas levo estas opiniões apenas como base, pois só realmente irei saber se eu tiver a minha própria experiência. por isso que te digo: O sonho americano não morreu dentro de mim, e assim continuo a tentar chegar no meu "patamar sucesso" onde poderei ter melhores condições de vida, num país desenvolvido!
    Abraços

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  18. Tbem nao gostei do texto pque ela se referiu aos ilegais. Que coisa! Parece que esta fazendo apologia ao ilegal.O ilegal ja eh um sofrido e desesperado e ela ainda so fez propaganda negativa. Eu nao acredito que uma pessoa nao saiba das dificuldades que ira enfrentar ou ate mesmo viver marginalizado, escolhendo vir assim, sem a documentacao exigida. Sera que alguem gosta desta vida? Nunca vamos consertar isto, nem o FBI consegue, alias, tenta, expulsa, deporta, mas sempre tem e aparece mais.E tambem , nao eh nosso business, entao nao entendi a preocupacao.
    Mas ela em parte foi cuidadosa. Excluiu uns quantos que entram nos USA, como estudantes, trabalhadores, por casamento, enfim os legalizados.
    E voce escreveu bem, foi mais cuidadoso ainda em explicar os tim-tins, mas tbem nao entendi voce comparar ponto por ponto. Comparar paises, culturas diferentes, linguas diferentes e ate o clima, fica muito dificil e sem necessidade. Eh como comparer Bulgaria com Argentina ou o Ira com o Mexico. (nada a ver e sem proposito.) Um abraco, valeu seu esforco. PS: adoro o teu estilo e sua clareza, nunca comento, mas este post eu precisei comentar, so para te dizer isto.

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    1. Marilia
      Eu comparei ponto por ponto pra mostrar aonde eu acho que o texto dela está equivocado. No próximo fica até pior quando ela diz que 400 mil brasileiros foram deportados e o número real é menos que 1000.
      Abração!

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  19. Olá Renato,que paciência que você tem para escrever um texto desse ein?hahaha
    Eu acho que o sonho americano nunca existiu para todos,e incluo nisso americanos,muitos são pobres,e ficaram apenas no sonho mesmo já outros entre eles imigrantes e americanos conseguiram realizá-lo,portanto para mim isso já deixa claro que o sonho morreu para alguns mas para outros ele está bem vivo e parece não escolher muito a nacionalidade da pessoa,o que mais me preocupa e que muita gente não leva a sério é a divida americana,o país já deve muito,e está com o orçamento apertado,se acontecer de a coisa se agravar ainda mais,ai acho que o sonho vai para UTI mas morrer eu acho (e espero) que não.
    Abraço.

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    1. Rafael
      Eu também me preocupo com a dívida americana. Já estou pensando em um plano B se o sonho for pra UTI. Mas imagina se USA quebra, o que acontece com outros países? Pelo jeito não vai ter pra onde correr...
      Abs

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  20. Bem melhor o texto deste blog, escrito com imparcialidade sem generalizações.

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  21. Olá Renato!! Bom dia!!

    Estou lendo os comentários, e gostaria de saber um detalhe a respeito do seu plano de saúde, que vc comentou lá em cima. Seria nos mesmos moldes dos planos aqui no Brasil ? Ou seja, qdo vc precisa de um atendimento para um problema mais grave, que requeira uma internação em CTI, ou mesmo uma cirurgia, é tudo coberto integralmente?

    Pergunto porque tenho um amigo aqui no Brasil que veio de Kissimmee, e uma vez ele quebrou o braço e foi para o hospital. Ele tinha um plano de saude, porém a familia teve que pagar um saldo na casa dos 10 mil dólares, que foi o que o plano cobrou deles.

    Então, qdo ele quebrou o pé (não estranhe, ele é patinador profissional e motoqueiro) ele NÃO procurou o hospital. Foi para uma dessas "clínicas $20", onde fez as radiografias, e depois foi diretamente para o local onde coloca gesso. Ele terminou dizendo "hospital sucks!"

    Como seria então a realidade dos planos de saude nos EUA?
    Bjssss
    Leila

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    1. Leila
      O plano de saúde aqui é um contrato de risco (como qualquer seguro no Brasil). A pessoa que decide as cláusulas do contrato. Você pode contratar um plano de saúde que cubra 100%, mas com certeza é mais caro. Esse que eu falei, no meu caso, seria 80/20. O seguro paga 80% do que for, inclusive medicação e eu pago 20. Se 20% do hospital ficar uma fortuna eu posso pedir perdão pela dívida (se eu provar que não tenho condições de pagar) e a maioria que pede e prova que não pode pagar, ganha. Mesmo quem não tem plano de saúde, vai pra "qualquer" hospital e é atendido prontamente (diferente do Brasil). Como vai pagar depois é outra história. Pessoas pobres tem a dívida perdoada.
      Se você puder pagar, pode financiar com o hospital para pagar como pode...tem gente que deve 50 mil e paga 50 dólares por mês.
      Eu já ouvi médicos brasileiros dizerem que defendem que o paciente deveria pagar uma pequena parcela por tudo, assim desemtupiria os pronto socorros com gente que sentiu uma tontura ou uma dor de cabeça.
      Eu não sei, o que vc acha?
      Bjs
      R

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  22. Oi Renato

    Agora entendi. Obrigada pela explicação. Certamente me deixou mais tranquila, porque um dos meus grandes pesadelos, caso um dia eu viesse a passar um tempo mais longo nos EUA é justamente esse. Já imaginou eu precisar de um atendimento e depois receber uma pedrada dessas?

    O preço que vc paga, para essa porcentagem de 80/20 me parece justo, uma vez que aqui pago o equivalente a U$ 400 pelo 100/0.

    Sobre o paciente ter que pagar uma quantia simbólica, sinceramente, a minha tendencia é ser a favor, pois já tendo trabalhado em pronto socorro, sei como tem gente que procura a emergencia ás 3 da manhã por causa de uma unha encravada. Excluiria disso as pessoas que são trazidas (não as que procuram por meios próprios)ao pronto socorro em virtude de algo grave, pois estes certamente não tem escolha.

    bjsss
    Leila

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    1. Eu acho que se o povo tiver que pagar alguma coisa, resolve o problema sozinho, como é aqui. A pessoa vai para o pronto socorro em um estado mais grave, não por causa de dor de estômago, dor de cabeça, etc...
      Outra coisa Leila, o Robert está fazendo um seguro 90/10 por 450 dólares e a empresa dele paga a metade, bom né?
      Bjs

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  23. Renato muito legal seu Blog,Parabéns !! cara estou com planos de morar por aí,já estive ano passado por 04 meses para um tratamento médico da minha filhinha ! e agora ja fui e voltei mais de 6 vezes !! vou acompanhar seu blog e tbém contar como vai ser esse o desenrolar dessa história !! Obrigado !! grande abraço !!!

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  24. OI Renato,

    Primeiro gostaria de parabeniza-lo pela iniciativa. Fico muito feliz quando vejo algumas poucas pessoas que ainda tem bom senso de tentar explicar os fatos sem tentar fazer com que sua verdade seja universal. Claro que por ser um blog pessoal você tem todo o direito de expor suas idéias e verdades, e não faze-lo te enobrece (na minha humilde opinião) de um tanto que nem sei explicar... Entendo seu ponto e concordo com você em tudo o que disse. Acho que cada experiência, cada vivência é única, não há formulas que ditam o que dará certo, e o que não dará. Moro no Brasil, adoro viver aqui, e já vivi brevemente na Florida. Não é tudo lindo, mas não é necessariamente ruim, em nenhum dos dois lugares. Conheço gente que morou nos EUA legalmente e acabou não sendo tão feliz, conheço gente que morou nos EUA ilegalmente e estava muito bem! Lógico que não é a situação ideal, mas é muito difícil julgar o que leva uma pessoa a largar tudo o que tem para viver ilegalmente em outro pais. Nao se sabe a historia de vida dela, as condiçoes em que vive, a realidade de cada um.. Claro que a ilegalidade não é algo desejado, sou daquelas que acredito que jamaaaais tentaria viver em algum lugar a qualquer custo, sou bem caxias e gosto de fazer tudo documentado. Mas tenho que ter ciência de eu tenho essa opção: a de escolher, estruturar, planejar. Não adianta eu pegar a minha realidade e possibilidade e falar para aquele que se vê sem perspectiva de qualquer sonho/plano/melhoria de vida que não faça, não arrisque, não tente...
    Acho que a autora do texto acabou se esquecendo de que nossas experiências sao unicas, e que o que vale para mim, pode não valer para o outro. Se passar aperto sendo garçom em outro país o deixa mais feliz e completo do que ser executivo no país de origem, go do it. E os unicos que podem medir isso somos nós mesmos.
    Na verdade, o que mais me incomodou foi o tom no qual o texto foi escrito. Achei grosseiro, agressivo, julgando ao proximo, com tom de ameaça. Ok, o blog é dela e ela escreve como quer... mas acho que aquela maxima já conhecida que diz que sua liberdade termina quando começa a do outro é perfeita. Nao se deveria julgar escolhas de vidas alheias. E ponto! E muito menos usar de informações tendenciosas, sem filtros para que somente os fatores detratores sejam mostrados. Quando alguem se propoe a fazer um post com esse carater, deveria ter o cuidado de se informar com fatos, para que a opinião não seja algo vazia, sem fundamentos. Acho até que ela tentou fazer isso, mas como disse, filtrando o que era conveniente a ela, e isso acho triste.

    De novo, queria parabeniza-lo pelo texto, pelo blog, pela postura. Acho que se todos tivessem esse bom senso a internet seria um ambiente muito mais rico!



    (ahh, só uma correçaozinha, que nem acho que afeta tanto..mas a linha da pobreza no Brasil é de R$ 70,00 per capita, e não por familia. O que ainda é muito pouco, sem duvida. E com esse mesmo tanto nos EUA, um cidadão tem acesso a muito mais, o que deixa a gente bem pior quando a comparação é renda...infelizmente)


    Abraços,

    Barbara

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    1. Obrigado Barbara, adorei seu comentário!
      Penso como você com respeito ao texto da Sueli, acho que um dia que ela estava arretada, sentou e escreveu do começo ao fim, sem cuidado com viéses e com a veracidade das informações.
      Quanto à correção, foi exatamente o que eu disse 70/pessoa
      70 x 4 x 12 = 3360 para comparar com os americanos que é de 23 mil
      23.021,00 dividido 12 dividido po 4 dá 479.60 que 1 pessoa ganharia por mês
      70 comparei com 479 e 23.021 comparei com 3360
      entendeu?
      Beijão!

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  25. Olá Renato, mais uma vez parabéns. Muito bom o post. Creio que ficou bem claro que é o seu ponto de vista, de forma tranquila e serena,... e sem (ou pouco percebido) BIAS. rsrs

    Fico imaginando o trabalho que deu fazer essa pesquisa toda...
    Tem gente que não valoriza, mas pra mim, conhecimento é tudo.
    Por isso, obrigado por agregar mais informação à minha vida.

    Grande abraço, fique com Deus,

    Marcello Gil

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  26. Boa noite, Mais uma vez parabéns, lendo tudo rsrs muito bom o texto e bem explicado, abração.Cristina

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  27. www.Fashionspill.com13 de dezembro de 2013 11:41

    Gostaria de agradecer ao Renato (que não conheço) pela analise do meu testo o qual eu desconhecia até hoje. Considero um plágio de certa forma ele se apropriar de um artigo meu para ganhar visibilidade no blog dele. Opinião cada um tem a sua e cada pessoa tem sua própria experiencia.
    O meu artigo é baseado muito mais do que em minhas experiencias, ele é baseado em dezenas de artigos de fontes com peso muito acima da minha opinião. Um estudante que tem a faculdade paga pelos pais, (pelo que eu entendi é essa a situação do Renato) não tem a mesma visão de quem mora aqui. Outra coisa que achei arrogante da parte do Renato é dizer o que é verdade ou não no meu artigo, como se eu estivesse mentindo sobre alguma coisa propositalmente ou indiretamente. Novamente afirmo que ele deveria no minimo ter discutido comigo o ponto de vista dele ou a inteção de se apropriar inteiramente de meu artigo antes de mencionar qualquer coisa relacionada comigo. Por um lado fico lisonjeada por outro me sinto roubada, afinal o Renato não é doutor em imigração e nem em assuntos de economia, portanto a opinião dele ou a minha são meramente baseadas em fatos ou vivencias e pronto. Não existe quem esta falando a verdade ou quem esta falando a mentira. Nesse aspecto o Renato é prepotente e arrogante. Sobre as férias pagas, somente acontece quando voce trabalha em uma empresa a muito tempo com um contrato especificio (bancos) ou algo assim do contrário não existe férias pagas, até porque as férias aqui são de 1 semana por ano de trabalho (em sua maioria). Mas enfim sempre existem as pessoas que tentam tirar vantagens e as que são autenticas. Da minha parte independente da opinião alheia, eu aprendo com os comentários e não tenho medo de criticas. Recomendo que quem queira comentar sobre meu artigo o faça no meu artigo que é o artigo original. Abraços a todos

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    1. Sueli
      Você não precisa sentir-se roubada porque não foi o que aconteceu. Eu citei seu artigo e as fontes pesquisadas. Roubo é quando alguém toma do outro sem pedir. Extrair partes do texto de outro, comentando e citando a fonte não é nem roubo e pelas leis da internet muito menos plágio. Pesquise as leis da internet que você verá.
      Se isso fosse roubo, você também seria culpada, pois fez a mesma coisa em seu artigo.
      Eu moro aqui, trabalho, fiz faculdade com parte dos custos cobertos pela minha família, mas trabalhei sempre, sei do que eu estou falando.
      Você nem mesma tomou cuidado ao reproduzir a informação errada que 400 mil brasileiros foram deportados no último ano??
      Você assistiu ao vídeo do Youtube pelo menos?

      Alí falam de 400 mil ESTRANGEIROS e não brasileiros.
      Então a informação reproduzida no seu blog é verídica? NÃO!
      E eu me senti na obrigação de dar a informação correta.

      Não sei o grau de raiva que você estava quando leu meu texto, mas eu disse que 90% do que você falou com respeito à imigrantes ilegais é verdade mesmo. Mas não nessa pequenez que você menciona...verdade ou mentira. Mas mais no sentido de correto e "não é bem assim"
      Quando eu disse "não é verdade" não quis dizer que você é mentirosa, mas sim que "não é bem assim". Pode ser informação desencontrada ou falta de conhecimento.
      Eu conheço diversos americanos que teem férias de 3 semanas remuneradas. E eles não trabalham em banco não.

      Eu sempre disse aqui que a vida de ilegal é ruim, mas tem gente que prefere. Eu nem dei a minha opinião no meu texto. E quanto a me promover, Sueli eu não preciso disso e nem tenho interesse. Meu blog tem 200 mil visitas por mês não é por causa do seu artigo não. Leia do começo ao fim que você vai ver que eu sou uma pessoa do bem, humilde, brincalhão que tenta ajudar a todos.
      Um abraço pra você...

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  28. Parabéns pela calma em responder as perguntas das pessoas.
    Pq só de lê o texto acima, já ficou irritada.
    Eu morei na Alemanha 2 anos. Tento nem falar o quanto era diferente do nosso País.
    O quanto é maravilhoso morar no exterior, principalmente para quem tem filhos assim como eu. Já me estressei muito, pq a gente explica como funciona os Países no exterior e as pessoas acham que estamos falando mal do Brasil. Cansei. Agora quando me perguntam algo, eu pego na internet o texto e junto com a fonte eu mando para a pessoas.

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  29. Oi. Meu nome é Caíque.
    Estou indo morar fora legalmente para estudar e ao pesquisar sobre possíveis trabalhos pra ajudar nas despesas, caí no site da Sueli.

    Lendo, além dos erros tristes de português, péssima escrita e pontuação da autora do blog, fiquei bem assustado com a proposta do texto.

    O que era pra me ajudar, acabou virando completamente desmotivante e pior: juro que tive a impressão de que ela queria porque queria convencer o maior número de pessoas a deixarem esse sonho de lado para a própria "blogueira" ter mais oportunidades - claro que seria prepotência achar que um mero texto mal escrito iria mudar porcentagens ou ter algum controle, mas foi esse o sentimento que eu tive lendo-o.

    Ao fim, ainda tive a alegria de ver um update no post com reclamação de que o texto tinha gerado comentários e discussões, o que é muito normal e deve-se levar com naturalidade, quando estamos dispostos a meter a cara com nossas opiniões, dados e vivências por aí. Ainda mais na internet. Sempre terão pessoas que vão contrariar.

    Claro que não pude deixar de vir aos sites que a autora fez questão de linkar e facilitar a vida de quem também não concordara com ela. Assim encontrei seu texto.

    E que alívio. Boa escrita e me salvando do poço de tristeza e desmotivação que foi o da Sueli.

    Não digo que a verdade não deve ser dita em prol de motivação, e sim que deve haver no mínimo uma balança e cuidado com o que se fala e aponta. É ÓBVIO que não tá fácil morar no Brasil e acho SIM que se for esperto, com sangue nos olhos, vontade de fazer as coisas darem certo, com tudo dentro da lei, pitada de sorte e mesmo que seja com pouco dinheiro, as coisas podem dar certo sim! Mesmo com muitos perrengues antes do pote de ouro no fim do arco-íris.

    Pra piorar ainda encontro aqui um comentário dela mais triste e com mais erros do que o próprio post. Tadinha!

    Tô indo com tudo direitinho, sem muita grana, disposto a passar perrengue e ter muita história pra contar. E quer saber? Agora com mais sede ainda de fazer dar certo e mostrar pra Sueli e sua galera que o céu é o limite pra quem é bom!

    Ah, e um recado, Sueli... Numa boa? Larga desse blog! Você não é uma boa comunicadora.

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    1. Eu li o post da Sueli e sinceramente acho que você deve ter batido com a cabeça em algum lugar para postar esse comentário infeliz.

      Então vamos lá:
      Em primeiro lugar ela deixou bem claro que aquele post mostrava bem como poderia ser (e provavelmente seria) a vida de uma pessoa que vai morar nos EUA ilegalmente, sem falar inglês e com pouca grana. Não quem vai estudar e sabe falar inglês fluentemente como você! E ninguém é obrigado a aceitar conselhos, aceita quem quer e se acha errado procure um conselho melhor, pois ao contrário do que você falou ela não tentou empurrar "boca abaixo".

      Em segundo lugar eu acho a pessoa que é dona desse blog de quinta categoria é mentirosa e arrogante. Não pediu autorização para citar ou criticar o comentário de outro blogueieiro e ainda distorceu as informações que estão lá.

      Então recomendo que você faça aulas de etiqueta para poder se comportar em público e não ser tão arrogante quanto foi nesse comentário, aceite se quiser, se não quiser dane-se.
      E vou ser um pouco arrogante também: Avise-me onde você mora ou vai morar para mim nunca botar os meus pés aí e esbarrar com uma pessoa inconveniente e mal-educada como você.

      Abraços.

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    2. Será que alguém sabe em qual lugar esse tal de Douglas aprendeu o idioma que ele utiliza para se comunicar, para eu ter certeza de não recomendá-lo como forma de aprendizado a ninguém? Por sinal, escreve mal como a tal Sueli. Acho que ele precisaria melhorar o conteúdo de leitura dele, pois não anda lendo nada de bom.
      Na boa, já vi que ele não gosta de conselhos, mas achava melhor, ao invés de recomendar aula de etiqueta aos outros, ele voltar às aulas, de Português...

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Etiqueta cai bem em qualquer lugar, até na internet. Seja educado ao comentar e perguntar. Olá..., meu nome é..., por favor e obrigado são palavras que ainda estão em uso e mostram cordialidade. Afinal, o blog não é balcão de informações de shopping e embora eu esclareça as dúvidas de todos de bom grado, não ganho nada para isso.
Obrigado por comentar e abração!

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