sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Advogado Brasileiro na Flórida



          No último post eu escrevi sobre como imigrar aos EUA. Na verdade, eu não sei muito sobre o assunto e escrevi o que sei que é bem mais do que sabia quando pesquisei o assunto no Brasil. Minha caixa choveu de emails, então resolvi falar com um advogado brasileiro para tentar esclarecer mais a respeito de algumas questões levantadas que não soube responder. 

           Segue abaixo a entrevista que o advogado brasileiro na Flórida Sérgio Munguba concedeu ao blog Um Brasileiro na Terra do Tio Sam.

1 - Sérgio, quando foi que você chegou aos EUA e há quantos anos você é advogado na Flórida?

Cheguei aqui em agosto de 2003. Trabalhava como chefe de gabinete de um Conselheiro do Tribunal de Contas na Paraíba e ganhava um bom salário, mas sempre quis vir para os EUA…Era um sonho de criança.
Eu sou advogado no Brasil, e aqui nos EUA exerço a função de Assistente Legal para o escritório do advogado Robert S. Kleinnman que está localizado em Deerfield Beach, no sul da Flórida a 40 minutos de Miami e 3 horas de Orlando.

2 - Você cursou direito no Brasil ou nos EUA?

No Brasil. Aqui, logo que cheguei, fiz um curso na Florida Atlantic University, em Boca Raton, para Assistentes legais/Paralegals, onde é ensinado o funcionamento do sistema legal Americano que, por sinal, é bem diferente do brasileiro, uma vez que o nosso sistema é oriundo do Direito Romano enquanto o sistema Americano tem suas raízes no Direito Costumeiro ou Consuetudinário Anglo-Saxônico.

3 - Porque resolveu exercer a função nos EUA? Como foi sua adaptação ao chegar?

Bem, foram dois os motivos de minha mudança para os EUA: o primeiro foi a possibilidade de viver com mais segurança e realizar um sonho de minha adolescência; o segundo foi que minha esposa estava grávida de minha primeira filha e, como os pais dela já moravam aqui, decidimos que as nossas filhas (tenho 3 hoje) nasceriam aqui nos EUA.
Porém, antes de vir de vez, eu já havia deixado meu currículo quando de minha última visita à casa de um parente meu que já morava aqui e trabalhava em uma empresa de contabilidade. O dono dessa empresa havia contratado um advogado de imigração e iriam abrir um escritório para atender a comunidade brasileira que estava crescendo. Resumindo, eu fui chamado para trabalhar no escritório que eles tinha recém-aberto e desde então venho ajudando as pessoas de varias nacionalidades a percorrerem o labirinto da legislação imigratória Americana.
Minha adaptação não foi tão difícil assim. Tive um momento inicial de dificuldade com a língua e alguns costumes, mas com um pouco de força de vontade e ajuda dos familiares a coisa engrenou. Eu havia estudado Inglês no Brasil, achava que falava bem, mas nos primeiros meses tive que reeducar o ouvido para o ritmo dos americanos.

4 - Muitas pessoas me escrevem e perguntam se é impossível imigrar para os EUA, como você vê esta questão?

Não é fácil, mas também não é impossível, claro. Tudo depende de você ter as qualificações certas para o que pretende fazer e das oportunidades de emprego, ou seja, ter um empregador disposto a assinar um pedido de visto de trabalho. Mas a primeira coisa que se deve ter em mente para que você possa voar mais alto, em minha opinião, eh saber falar e escrever Inglês; em segundo lugar, uma boa pesquisada de informações e a leitura de blogs como esse seu possibilita uma “aterrissagem” mais tranquila nas terras de tio Sam.

5 - Quais são as maneiras mais comuns que os brasileiros estão vindo para os EUA e quais vistos para brasileiros, há mais entrada no serviço de imigração?

No nosso escritório temos feito muito pedidos de visto L1. Trata-se da transferência de um gerente de uma empresa no Brasil para uma filial ou subsidiária que foi estabelecida ou comprada aqui nos EUA. Esse visto é muito bem aceito pelo governo americano porque através dele empregos são criados. Assim, normalmente depois de 1 ano fazendo negócios e gerando empregos, a pessoa já qualifica para a renovação do visto e mais na frente para o pedido do para o Green Card, o tal cartão de residência permanente.
Outro visto bem procurado é o H1B. Neste caso, trata-se de um visto para pessoas formadas (bacharel) ou que tenham no mínimo 12 anos de experiência em alguma área do conhecimento humano e que tenham uma empresa aqui nos EUA disposta a contrata-las como profissional.
Há uma porta para o Green Card que não era muita explorada pelos brasileiros, mas que agora está sendo bem usada. Estou falando do processo do PERM (Permanent Labor Certification). Esse processo é perante o Departamento de Trabalho e exige que a empresa que quer contratar o estrangeiro coloque alguns anúncios em jornais e sites a fim de provar que tentou contratar um americano e não achou ninguém qualificado. Depois que esse processo for aprovado pelo Departamento de Trabalho, o beneficiário pode aplicar direto para o Green Card. Esse processo do PERM pode durar entre 6 meses a 1 ano e pode ser feito enquanto o beneficiário está aqui como turista, estudante etc ou pode ser feito enquanto o beneficiário estiver no Brasil. Para qualificar a pessoa tem que ter mestrado ou bacharelado e mais 5 anos de experiência após a formatura. Se não for formado a pessoa também pode fazer, bastando ter apenas 2 anos de experiência. Nesse casso o green card demora uns 5 anos para ser emitido.
Outro visto também bem comum usado pelos brasileiros é o visto de estudante, seja para estudar inglês ou fazer uma faculdade. Esse é o mais simples, mas não dá o direito de trabalhar.

6 - Se uma pessoa resolve imigrar aos EUA e esta tem condições, quanto tempo em média dura o processo? É muito burocrático?

Para os dois vistos mais comuns, H1B e L1, a resposta pode sair em ate 15 dias. Para o green card pode demorar entre 1 a 2 anos. Não é muito burocrático, basta atender aos requisitos. Para o estudante entre 2 a 3 meses se estiver aqui dentro e em uma ou duas semanas se a pessoa estiver for a dos EUA.

7 - Sabemos que o limite de entrada de dinheiro no país é de dez mil dólares por pessoa. Como os brasileiros transferem o dinheiro vindo dos bens que venderam no Brasil? Há imposto sobre essa transferência?

Muita gente faz confusão a respeito desse tema. Na realidade esse limite de $10,000.00 é apenas para que a pessoa que está trazendo uma quantia em espécie acima daquele valor seja obrigada a declará-lo às autoridades alfandegárias americanas. Não há limite para entrada de dinheiro nos EUA. O que existe é a obrigatoriedade de informar a origem e o destino do dinheiro que entra nos EUA cuja quantia exceda o valor de $10,000.00. Caso uma pessoa, por exemplo, não informe que está trazendo $100,000.00 e a alfândega porventura descubra, ela pode ser presa.
Também não há imposto sobre a transferência de dinheiro vindo do Brasil, seja em espécie ou através de bancos ou casas de câmbio. Basta informar no Brasil que a transferência é para disponibilidade de investimento (compra de imóveis, de empresa etc) aqui nos EUA.

8 - No caso de alguém que venha fazer faculdade nos EUA, é possível a pessoa ficar depois da faculdade? O que é necessário? É um processo difícil?

Sim, normalmente você pode ficar por um período de 12 meses e trabalhar com uma autorização de trabalho concedida pelo governo, mediante recomendação da faculdade para um treinamento chamado Optional Program Training (OPT). Também muitos aplicam direto para um visto de trabalho, sendo o mais comum o H1B.
Não é difícil. Como falei antes, é necessário que haja um “sponsor” (empresa) aqui nos EUA para fazer o pedido, no caso do H1B. Também pode-se trocar o visto de estudante para o H1B se a pessoa qualifica mesmo antes de terminar o curso.

9 - Na sua opinião, quais são as profissões que se, cursadas em uma universidade nos EUA, há mais probabilidade (ou é mais fácil) de a pessoa ficar depois do curso?

Tendo em vista que quem se forma em MBA ou no bacharelado de Administração de Empresas, Economia e Contabilidade tem mais opções de empresas para aplicar para ele, acredito que esses cursos possibilitam um leque maior de oportunidades pois se encaixam facilmente em várias posições. Já quem se forma em Farmácia, por exemplo, tem o campo de atuação limitado.

10 - Muitos leitores me escrevem e dizem que querem arrumar um visto de trabalho e vir morar nos EUA sem ter faculdade. Isso é possível? Quais os tipos de visto de trabalho?

Sim é possível. Falei rapidamente acima sobre isso. Se a pessoa não tem faculdade mas possui experiência de no mínimo 12 anos, também é possível aplicar para o H1B, por exemplo. Isso porque o Departamento de Imigração, para efeito de qualificação para o H1B, aceita cada 3 anos de experiência como se fosse 1 ano de faculdade. Assim uma pessoa com 12 anos de experiência tem o equivalente a 4 anos de estudo. A experiência pode ser comprovada apenas com uma declaração do empregador no Brasil.
O L1, como disse acima, só exige que a pessoa tenha sido um gerente da empresa no Brasil por pelo 1 anos, nos últimos 3 anos. Não ha a exigência de diploma.
Existem outros vistos menos interessantes como o H2B que é sazonal. É o caso de uma empresa de construção que precisa de mão de obra estrangeira por um período curto (6 meses, 1 ano) ou até a obra acabar. Não e um visto interessante pois a pessoa não pode trocá-lo e não dá direito a green card.
Também existe a possibilidade do PERM, que também já foi mencionado acima.
No frigir dos ovos, o H1B e L1 são também os mais procurados por quem não tem faculdade e quer vir trabalhar aqui.

11 - Quais são os serviços que seu escritório presta nos EUA? É somente imigração? Onde é localizado?

Nosso escritório além dos processos de imigração presta serviços de revisão de contratos; representação nos casos de compra e venda de imóveis, desde a elaboração dos contratos e acompanhamento no dia do fechamento; preparação de testamentos; e representação em processos de inventário e herança.
Estamos localizados no seguinte endereço:

Sergio Munguba,
Robert S. Kleinmna P.A
1701 W. Hillsboro Blvd, suite 207
Deerfield Beach, FL 33442
Tel: 561-6991793
Skype: Luiz.Munguba

12 - Se uma pessoa quiser vir morar em Miami, Orlando ou em outro estado, pode mesmo assim contratar seus serviços ou é melhor um advogado dessas áreas?

A imigração é administrada por um órgão federal, “Department of Homeland Security” (Departamento de Segurança Interna) assim podemos fazer o processo para qualquer pessoa em qualquer região dos EUA.

13 - Como é possível alguém fazer uma consulta com você? Quanto custa uma consulta?

Pessoalmente, no endereço acima, por telefone, skype ou email. Não há custos para as consultas.


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Agora vamos às perguntas feitas pelos leitores do blog na página do Facebook:

Simone Polesi perguntou: Como posso transferir dinheiro para comprar um imóvel nos EUA? Qual seria a média de honorários cobrados nos EUA (ou pelo seu escritório) por esse serviço?

Leia resposta a pergunta 7 acima.
Não precisa de Advogado para transferir dinheiro do Brasil para os EUA.
Eloise Menhard perguntou: Como você fez para validar seu diploma nos EUA?
O diploma de Direito só é validado aqui como Bacharel para efeito de matrícula no curso de Direito que aqui é a nível de “mestrado”. Ou seja, para estudar Direito aqui nos EUA primeiro o candidato tem que ser formado em qualquer outro curso superior. Você não vai do “High School” direto para a faculdade. Assim, depois de mais 3 anos (2 anos se for formado em Direito no Brasil) de Faculdade aqui no curso de Direito a pessoa recebe o titulo de “Juris Doctor”e depois que for aprovado no exame da “OAB” daqui (Amercian Bar Association) pode advogar.
Portanto não se trata de validação de diploma mas de equivalência. Essa equivalência é aceita para o processo de H1B e para efeito ou matrícula para um mestrado, por exemplo. Existem várias empresas de equivalência de diplomas aqui nos EUA. Repito: não é validação do curso, e sim equivalência para um objetivo específico. Quanto a honorários é preciso consultar, varia muito.

Michelle Depenbrock perguntou: Na sua opinião, quando é que alguém deveria consultar um advogado? É sempre necessário ou tem coisas que dá para fazer sozinho?

Todo processo de imigração é administrativo. Você não precisa de advogado. Só que existem tantos detalhes, código e regulamentos envolvidos em um processo de legalização que não vale a pena se aventurar sem auxílio de um profissional experiente.

Michel Shallom Yunes perguntou: Qual a vantagem de se fazer um JD em relação a um LLM na árae de contratos e negócios internacionais?

Depende do que a pessoa quer fazer com os dois títulos. Com o JD (Juris Doctor) você pode atuar como advogado depois que passar no exame do ABA (American Bar Association, o equivalente a OAB do Brasil). Já com o LLM, que é um Mestrado de apenas 1 ano em uma área específica do direito, você tem apenas um título para enfeitar o currículo. Claro que ajuda e muito em seus conhecimentos e na vida profissional, mas em termos práticos, não te qualifica para o exercício da profissão na maioria dos estados americanos. Pode te ajudar na área de contratos e negócios internacionais se você quiser se especializar nesse campo, e ser um consultor jurídico internacional. Assim, resumindo, se você não quiser advogar o LLM pode ser a solução.
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Agradeço imensamente a disponibilidade do Advogado Sérgio em responder todas as perguntas. Perguntas adicionais podem ser feitas mediante uma consulta sem custo com o Sérgio nos contatos acima.
Abs a todos.


O Advogado brasileiro na Flórida Sérgio Munguba
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                                 LEIA IMPORTANTE ESCLARECIMENTO

           Quando escrevi este post, tinha em mente ajudar aqueles que desejam vir legamente aos EUA fornecendo o contato de um profissional que entende do processo e fala português. No entanto, me parece que eu tenho que vir aqui falar sobre coisas que eu acho que não precisaria. Bom senso é fundamental nos dias de hoje e é disso que eu venho falar.

         Felizmente o Sérgio tem recebido centenas de emails de pessoas interessadas em contratar os serviços dele. No entanto, dessas centenas de emails, somente uma pessoa relamente chegou a contratação. 90% dos emails, são de pessoas curiosas querendo saber "como é que faz". Para estas eu aconselho ler este post aqui.

         O Sérgio também comentou comigo que ele responde perguntas referentes ao processo de imigração e abertura de empresa. Não perguntas do tipo:

"O que é melhor? Nova Iorque ou Miami?"
"Você sabe se a escola "tal" é boa? Sabe o método de ensino??"
"Quanto que eu gastaria por mes com compras e eletricidade?"

         E por ai vai...Esse tipo de informacao 'e facil conseguir pesquisando na internet. O melhor eh cada um fazer uma pesquisa na internet ou se associar aos grupos do facebook de brasileiros nos EUA para questoes do tipo. Pergunte ao Sergio coisas referentes "ao processo". 

Obrigado

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como Imigrar Para os EUA


        Existem muitos motivos pelos quais pessoas desejam imigrar para os EUA. Muitos fogem da pobreza, da violência e outros desejam uma vida melhor em um lugar melhor. Obviamente a TV influencia muito porque muitas pessoas tem a vontade de viver o "sonho americano" (american dream). Mas saiba você que aqui nos EUA também há americanos que adorariam viver o "sonho americano". Pode até virar o american nightmare (pesadelo americano).  Então, o simples fato de mudar pra cá não garante que alguém irá viver o american dream. Aqui também tem gente pobre que não tem dinheiro pra comprar carro, ir pra faculdade, etc...

       Eu demorei muito para escrever sobre o assunto porque, em primeiro lugar isso é um assunto complicado. Quem sabe não te conta. Quem sabe, cobra por informação como no caso de advogados e consultores. E muitas pessoas, eu já percebi, não se sentem à vontade para falar sobre o assunto. O objetivo deste post é o de esclarecer algumas coisas e talvez apontar a direção certa, mesmo porque, eu não sei tudo sobre o assunto e nem pretendo saber. O fato é que recebo "diariamente" emails de pessoas implorando por ajuda. Se eu cobrasse 10 reais por resposta a cada email recebido, acho que pagava minha faculdade em cash e sobrava um ainda J Mas antes de entrarmos no assunto, vamos a algumas considerações que eu acho importante.



      Quero deixar registrado primeiramente que este blog não é de imigração e nem tampouco de consultoria. Só estou escrevendo este post porque algumas histórias que as pessoas me contam por email são realmente de cortar o coração e para estas pessoas e futuros contatos é que escrevo a seguir. Por favor, não mande emails com perguntas adicionais porque tudo o que eu sei, vou escrever agora. Não posso acrescentar nada mais em particular. Cada caso é diferente e os que desejam sair do Brasil precisam definitivamente de ajuda profissional especializada. Esse texto é só a pontinha do Iceberg.

       Eu sei como é viver em um lugar que não se gosta. Todo dia, pequenas coisas se tornam tão irritantes que se perde a alegria de viver. Saiba que não é crime nem pecado não gostar do lugar em que nasceu, ao contrário do que "pregam" alguns por aí. Todos temos liberdade de escolha e ninguém deve se intrometer na sua decisão pessoal. Foi isso que provalvelmente seus avós ou bisavós fizeram quando deixaram a terra deles (se é que você não tem descendência africana porque aí a história é outra). 

    Se você pretende sair do Brasil para viver em outro país saiba que críticas provavelmente receberá. Até fui chamado de "traidor", "desertor" e outras coisas mais. Mas o fato é que eu era sim muito infeliz no Brasil. Principalmente depois que comecei a viajar e conhecer outros países e a forma como as pessoas viviam. No entanto, passei muito tempo também pensando e pesquisando os problemas que essas pessoas tinham em cada país que viviam. Provavelmente em 2006 eu tomei a minha decisão de sair do Brasil para tentar uma vida melhor em outro lugar. Eu era pobre no Brasil, queria vir pra cá por causa de dinheiro e bens materiais? Não, absolutamente. Eu tinha 2 diplomas, bom emprego, bons amigos, ótimo salário, carro e apartamento e podia fazer viagens internacionais todo ano. Mesmo assim a vida, pra mim em São Paulo era absolutamente insuportável, para não dizer outras coisas, como por exemplo, perigosa. Eu não aguentava mais viver em uma cidade altamente poluída (aqui, minha asma praticamente desapareceu), com trânsito infernal, caríssima, tendo que vigiar sobre os ombros a todo momento, vivendo atrás das grades das janelas do meu apartamento e ainda por cima, em meio a gente mal educada e arrogante. E isso o que eu fiz "milhões" de brasileiros já fizeram, estão fazendo e ainda farão no futuro.

      Mas vamos ao ponto. Como é possível imigrar para os EUA. Existem, basicamente, duas maneiras: Legalmente e ilegalmente. Ilegalmente não é difícil, digam os centenas de milhares de brasileiros ilegais nos EUA. Mas vale a pena? Pessoas adquirem um visto de turista, sorriem para o oficial de imigração dizendo que estão à passeio e por aqui ficam. Outros vão até o México e contratam um coiote e cruzam a fronteira. Hoje nos EUA existem milhões de imigrantes ilegais. Só no ano passado a administração Obama deportou quase 400 mil pessoas. Se essa é a sua ideia, saiba que a vida de imigrante ilegal não é das mais fáceis (embora já ouvi de brasileiros, que ainda é melhor que no Brasil, mas sabe-se lá que vida o fulano levava no Brasil). Imigrantes ilegais ganham salário baixo e trabalham muito (são explorados por outros brasileiros), na maioria dos estados não é possível tirar carteira de motorista (muitos são pegos dirigindo e como isso aqui é "crime" acabam sendo presos e deportados) e muitas outras coisas que nem vou mencionar porque em cada estado é diferente e daria para escrever um livro sobre isso. Na minha opinião pessoal a vida no Brasil seria melhor para mim do que a vida ilegal aqui nos EUA e como não gosto de fazer nada errado, não recomendo.

Não dá para acreditar no que as pessoas fazem para entrar nos EUA

       Legalmente eu posso dizer uma coisa: É difícil, especialmente depois do 11 de Setembro, mas não é impossível. É óbvio que os americanos querem proteger seu país. Qualquer país faz isso e o Brasil também faz! Se abrirem as portas e não tomarem cuidado, pode acabar acontecendo como em Lisboa que até já tem favelas de brasileiros, flanelinhas que ameaçam os motoristas e motoqueiros cachorro-loko. A primeira coisa que alguém precisa saber se deseja vir legalmente aos EUA é essa: Precisa-se de dinheiro e não é pouco. Mas quais as formas que uma pessoa pode imigrar para os EUA legalmente?

      Sabe qual é o melhor lugar para ler sobre o assunto? A página da embaixada americana no Brasil. Os americanos não são contra imigração, muito pelo contrário. Lá na página mesmo, eles explicam como são as formas de imigrar para este país. Então a primeira coisa que alguém deve fazer é ler toda a página no consulado com respeito a imigração. Imprima e leia, grife, faça anotações e pesquise. Eu sei que é duro, que dói, mas não tem jeito. Tem que pesquisar. Consultando a página eu contei 39 tipos de vistos. Eu nem vou mencionar todas as formas, quem quiser saber, tem que ir na página e ler.

As maneiras mais comuns aos brasileiros, no momento são:

Como estudante - Meu caso. O interessado tem que primeiro escolher a carreira, escolher o curso, escolher a escola e entrar em contato COM A ESCOLA. Somente a escola vai poder te dizer o preço e todo o processo de admissão que muda de escola para escola. Se você não sabe inglês, então páre de ler imediatamente este post, vá estudar inglês primeiro e volte no ano que vem para terminar a leitura. Depois de entrar em contato com a escola, esta vai te dar a lista de documentos necessários para aplicar para ela (eu escrevi sobre o meu processo e documentos aqui). Uma das coisas necessárias é a comprovação de dinheiro em conta corrente ou poupança. "Ah meu pai ganha bem mais não tem dinheiro guardado como eu faço?? (pergunta constante!)" Se ele não tem dinheiro guardado é porque gasta o ótimo salário todo o mês e como vai pagar pra você estudar nos EUA? Eu precisei comprovar 30 mil dólares (que eu demorei 2 anos para economizar sem nem mesmo comprar um par de meias!). Comprovado o dinheiro e documentos recebidos pela faculdade, ela emite o I-20. Com ele você se dana para a embaixada fazer a petição do visto de estudante. E o que você precisa levar no consulado? Está escrito no site da embaixada ou no post que eu mencionei acima. Depois de aceito seu visto, você faz a faculdade aqui e quando se formar, tem 90 dias para arrumar um "sponsor" (patrocinador), uma empresa que queira te contratar (e é dificil, nada é garantido). Saiba que a empresa gasta bastante dinheiro com o processo para contratar um estrangeiro por isso você tem que escolher um curso que esteja com falta de trabalhadores nos EUA (enfermagem, professores, médicos, etc) ou ser a última batatinha frita do pacote da faculdade para ter chances de concorrer com os americanos na hora de procurar emprego. Conseguindo o sponsor, a empresa pede o visto H1-B. Ele é válido por 3 anos e pode ser renovado mais uma vez. No entanto, desde o primeiro mês de trabalho, a imigração americana aceita um pedido de green card para pessoas portadoras do H1-B. Mesmo que o H1-B expire depois de 6 anos e você ainda não recebeu seu green card, você pode ficar no país até receber a resposta da imigração. Uma vez recebido o tão almejado green card (válido por 10 anos), depois de um tempo o portador pode aplicar para ter a cidadania americana.



Como trabalhador - Existem vários vistos de trabalhadores. Só irei mencionar o H1-B que é o visto de trabalho concedido a estrangeiros. Este visto pode ser conseguido do Brasil mesmo. Quando alguém trabalha em uma empresa e é "transferido para os EUA" é com esse visto que a pessoa entra. No entanto, é difícil porque como já falei, a empresa gasta em torno de 10 mil dólares para prover o visto ao estrangeiro e tem, além de outras coisas, provar que não encontrou no mercado americano, nenhum profissional com suas qualidades. Por esse motivo é que, na maioria das vezes, quem consegue este visto é quem tem bastante experiência, nome, ou um nível de conhecimento que poucos tem. E qualquer pessoa pode aplicar para o H1-B? Qualquer pessoa que tenha um bacharel ou experiência comprovada de 12 anos na área de atuação e conseguir um emprego ou uma empresa americana que queira contratá-la. Não é possível tirar o visto e vir procurar emprego aqui, porque quem pede o visto é a empresa interessada em contratá-lo. O processo é feito por advogados de imigração.

      Algumas pessoas que estão para terminar a faculdade no Brasil me escrevem dizendo que querem validar seu diploma nos EUA e trabalhar aqui. Sinceramente não tenho idéia de como isso pode ser feito, se é que é possível. É preciso muita pesquisa.

A Disney tem programas para brasileiros virem trabalhar por um tempo, precisa-se
consultar as empresas que fazem estas transações/contratações como o STB.

Abrindo uma empresa nos EUA (visto L-1) - Essa é a maneira que muitos brasileiros estão vindo para a Flórida. Uma empresa no Brasil abre uma filial nos EUA e nomeia dois diretores que podem vir com suas famílias. Uma vez a empresa estabelecida nos EUA, depois de um tempo é necessário comprovar que a empresa contratou americanos e que o negócio está crescendo. Após um certo período de tempo, pode-se também aplicar para o green card. A empresa aberta aqui não precisa ser do mesmo ramo da matriz no Brasil, pode ser até uma empresa de limpeza de casas ou de trasnporte de turistas. Uma pessoa que eu conheço que está neste processo me disse que só de advogado até o green card sai por volta de 50 mil dólares. Sem contar as despesas da empresa e muitas coisas mais. Todos os detalhes e documentos necessários para o processo, é preciso consultar um advogado de imigração ou um consultor.



      Existem pelo menos mais umas 30-40 opções. Asilo, casamento, green card por meio da família, green card para pessoas famosas e talentos das artes e entretenimentos e muitas, muitas outras. É preciso acessar o site da embaixada e ler tudo com cuidado e ver se a pessoa se encaixa em alguma delas. E se não se encaixar? Se o desejo é mesmo esse de imigrar para os EUA então tem que fazer para se encaixar. Fazer faculdade, economizar e o que for preciso até o alcance do objetivo. Existem inúmeros outros países em que o processo imigratório é mais fácil e um exemplo é o Canadá. Mas também é requisito a faculdade. Gente sem faculdade procurando emprego aqui ou no Canadá é o que não falta. Li na internet que a embaixada do Canadá no Brasil está abarrotada com milhares de petições em andamento e que o processo está mais longo que antigamente.

        Para as dezenas de jovens que me escrevem dizendo que não têm condições de pagar uma faculdade nos EUA e que querem arrumar uma bolsa 100% eu digo: Boa sorte! É impossível? Não...é fácil? Absolutamente. Uma bolsa 100% é o que 99% dos alunos americanos na minha própria faculdade desejam e não conseguem. Se eu estivesse nessa posição faria o seguinte: Esquecia a minha vida social e estudaria como um louco para entrar em uma universidade pública no Brasil. Faria o bacharel "de graça" no Brasil e depois tentaria o mestrado ou doutorado nos EUA, porque as boas faculdades americanas que dão bolsa e ajuda de custo a estudantes brasileiros, pegam alunos das universidades públicas e de nome no Brasil. Aqui você pode ler uma dessas experiências. Quem estuda na Uni-esquina, tem poucas chances, se é que tem,  infelizmente. Eu costumo dizer que vence nos EUA quem venceu no Brasil. 

        Aqui vão alguns sites interessantes de pesquisa. Lembre-se que, antes de mandar email para mim ou outros blogueiros com 20 perguntas (às vezes tem até mais), é sua a responsabilidade e dever de pesquisar, ler, discutir em fóruns, consultar advogados, etc.








       

        Uma vez aqui você vai encontrar todo tipo de brasileiros. Desde aquele que odeia o Brasil e diz que nunca mais vai voltar (nunca é uma palavra muito forte, não acha?) até os que, assim que pisam no aeroporto já estão falando no dia da volta. Aqueles que vivem aqui, reclamam e acham que o Brasil é o paraíso (e eu não entendo porque não voltam...) e os que percebem os problemas dos americanos e os dos brasileiros e decidem ficar. De qualquer maneira, cada pessoa é única e devia saber o que faz. E finalmente, toda decisão tem resultados e consequências. A vida aqui é uma maravilha? Não. É ruim? Para mim não, mas conheço gente que diz que é. 

      Um último recado vai para o escritor "anonimo" de um comentário muito mal educado que eu recebi na semana passada. Se você acha que o Brasil é o melhor país do mundo (nas suas palavras), saiba que eu já ouvi a mesma frase de suecos, italianos, franceses, suíços, austríacos, holandeses, espanhóis, americanos e até portugueses (eu ouvi de verdade!). Convido você a pesquisar o por quê de tanta coincidência (um bom começo é o exame da letra do hino nacional de cada país), e perceber a verdade escondida por trás do sentimento e comentário patriota. Uma coisa é ter orgulho da sua origem e cultura (e eu tenho!) e outra coisa é ser completamente manipulado e cego para com a informação e a verdade nua e crua. Nas palavras de um escritor famoso "não há nada mais digno que identificar e reconhecer o que há de malígno na suas próprias origens" (seja lá de qual país a pessoa é)

Abraços a todos!

ATENÇÃO: ESTE POST NAO ACEITA MAIS COMENTARIOS, COMENTE EM UM POST COM MENOS DE 200 COMENTARIOS POIS QUALQUER COMENTARIOS ACIMA DO N. 200 EU NAO CONSIGO RECUPERAR. ABS!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Adeus Rodo, Foi Péssimo Enquanto Durou...




foi péssimo enquanto durou...

          Eu já falei aqui no blog da dificuldade de encontrar um rodo nos EUA. Acontece que na minha teimosia eu deixei de perceber que o rodo é um produto atrasado. Sim atrasado. Com tantas opções que o mercado americano oferece em relação a produtos para limpeza, porque eu ainda estava à procura do rodo? Porque, na minha opinião não havia nada que limpasse como o rodo. E porque eu digo que é um produto atrasado? Por causa da força que se faz, da posição da coluna e da troca e lavação do maldito pano de chão. Quem passa pano sabe como é. Os produtos para limpeza nos EUA muitas vezes são projetados para aliviar o esforço de limpar.

No Brasil não sei o por quê, mas pano de chão não
desencarde...

          Eu tentei usar o Swiffer Vac que comprei já faz 2 anos. Funcionou? Sim e não. Quando a sujeira é pouca (por exemplo, dois dias depois de uma limpeza pesada) ele dá conta do recado. A casa aqui tem  150 m² então antes de acabar o último cômodo, a bateria já se foi. Precisaria ter dois, porque demora umas 20 horas para a bateria carregar totalmente. Mas quebra um galho, é fácil de manusear e os lencinhos agarram mesmo a sujeira e o pó. A minha amiga Pipa disse que não gosta porque tem que ficar comprando os lencinhos descartáveis. Mas olhe só, sem pensar no custo (porque eu não fiz a conta) e pensando no planeta vale a pena. Os lenços são biodegradáveis e você "economiza" o planeta pois não tem que lavar os panos de chão. Já calculou quanta água, eletricidade e produtos químicos se usa mensalmente para lavar panos de chão?

Dá conta de limpeza pequena como varreção do dia a dia...
falo mais dele neste post aqui

          Um dia fui à casa da Rita que anuncia aqui no blog e ela estava limpando com o Swiffer Jet. Pedi pra ela deixar eu dar uma "pilotada" e não é que eu gostei? Novamente a história dos lenços mas a vantagem é que o botão da haste joga o líquido desinfetante com jatos no chão e os lenços agarram o que o aspirador não deu conta. Usando os dois, o Swiffer Vac + o Swiffer Jet dá até para dispensar o aspirador. Mas sabe que ainda não estava bom.

O reservatório de líquido pode ser abastecido com uma mistura de água e desinfetante
se você não quiser ficar comprando o desinfetante deles. Ele se acopla na parte
larga da haste e o botão faz espirrar no chão. Funciona com pilha.

          E não é que finalmente encontrei o subistituto definitivo para o maldito rodo? A primeira vez que vi o anúncio na TV foi quando estava hospedado em um hotel em Miami. Chegando em casa comecei a procurar na internet e achei vários de várias marcas. Mas sabe, tenho medo de comprar essas coisas tipo "polishop" que tem qualidade duvidosa. Comecei então a ler os comentários das pessoas que compraram. Existem várias marcas então como saber o melhor? O "cor de rosa" que uma brasileira faz a propaganda no Youtube, as pessoas que compraram, disseram que é de qualidade inferior e quando se usa o pedal o mop "snap". Traduzindo, o mecanismo interno de trilhos do mop (rodo?) descarrilha. Em um comentário negativo sobre esse "cor de rosa" o rapaz disse que comprou esse porque achou mais barato que o Hurricane 360. 

Esse é o cor-de-rosa que a brasileira faz o vídeo no youtube.
Reviews dos consumidores disseram que não é bom.
o vídeo no youtube

         Lá fui eu procurar o Hurricane e achei a propaganda sobre o mesmo. O Hurricane 360 é vendido pela HSN. Fiz o pedido e demorou 12 dias pra chegar em casa. Chegou ontem. Montei e usei. ADOREI! A vida de se curvar para enfiar pano sujo no balde, e torcer acabou definitivamente. E como funciona?

Nesta imagem dá pra ver o pedal

Aqui você vê o centrifugador. Pisando no pedal repetidamente ele gira e a água cai
toda dentro do balde.

A extremidade da haste do mop é de fibras de poliéster e pode ser lavado
na máquina de lavar, mas não pode pôr na secadora porque se você não sabe
poliéster é um produto do petróleo e derrete com calor.
Quando você segura na haste e aperta o pedal, a parte azul da haste não gira, só o mop.
Eu paguei 39.95 no site da HSN
site da HSN
          Você coloca água com desinfetante (eu recomendo o Lysol) até o nível. Coloca o mop na água e usa o pedal, sem se curvar. Tira o mop da água e coloca no mecanismo de centrifugação. Ele tira 90% da água das fibras de poliéster. Daí é só passar no chão. As fibras de poliéster agarram a sujeira que o aspirador não pegou, o mop gira nos cantos e quando perceber que ele ficou sujo, repete o processo, coloca na água, faz girar (ele solta toda a sujeira!) e seca no centrifugador. A água fica preta de sujeira o que significa que tudo o que estava no piso agora está no balde do Hurricane. Você não toca o pano sujo NUNCA MAIS! Veja o vídeo e comprove! 

Eu não sei a Amazon entrega no Brasil, mas se entregar corre comprar o seu!!
E você, tem alguma dica para compartilhar com a gente? Deixe um comentário! Abs

video

esse outro vídeo também é ótimo



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Meet Dexter!!

       
       Não se trata do personagem Dexter da série de mesmo nome. Embora este de quem estou falando é um predador desde pequeno, o Dexter daqui de casa é meu novo filhote de English Cocker Spaniel.
      Quem acompanha o blog sabe que, em Maio de 2011 eu comprei uma cocker spaniel e dei o nome de Annabelle (pronuncia Anabél). Você pode ver o post que escrevi sobre ela aqui. Annabelle completou dois anos dia 29 de Janeiro de 2013 e está em perfeito estado de saúde. Brinca, corre, se diverte, caça largatixas do quintal, corre atrás dos esquilos e tenta "voar" atrás dos pássaros, mas é claro que não consegue. Acima de tudo ela adora a piscina. Pula sozinha sem ninguém mandar, nada por 30 minutos e não gosta de ser incomodada. Aliás, ela adora o quintal onde só vai acompanhada. Para quem não sabe, aqui na Flórida é proibido um cachorro ficar no quintal sem supervisão por mais de 2 horas. Então aqui não se pode deixar o cachorro preso a uma coleira no quintal (o que eu acho uma atrocidade). O verão aqui é cruel e o inverno também, chegando a temperaturas negativas. Portanto os pets aqui ficam dentro de casa mesmo. Nada mais justo não concorda? Quem comprou ou adotou cachorro para deixar no quintal devia pensar que esses animais (que são diferentes dos animais selvagens) sentem frio, calor, medo, ansiedade e principalmente solidão. Infelizmente quando eu era bem novo não sabia disso e levado pelas ordens de meus pais, deixávamos nossos cães do lado de fora, fizesse sol, chuva ou frio e me dar conta disso me corta o coração.




       É verdade que fiquei mole com a idade. Pensando que logo logo volto para o mercado de trabalho como designer (to ajoelhando no milho toda noite...) me chateia saber que a Annabelle vai ficar dentro de casa por 8 horas por dia completamente sozinha. E quando eu chegar cansado, estressado, ela vai querer brincar e não muito tempo depois disso já é hora de dormir. Que tédio de vida! Solução? Um irmãozinho peralta para alegrar os seus dias. E como que numa cruzada, lá saio eu fazendo campanha aqui em casa por um novo puppy, ideia que à princípio, não foi muito bem aceita. Mas como sou bom negociador usei minhas técnicas de diplomacia convenci a todos e me danei para internet à procura de um filhote "macho" (porque ouvi que fêmeas competem demais quando juntas) de Cocker Spaniel Inglês preto. Demorou 2 dias e eu achei na cidade de Eustis, 55 minutos de carro daqui de casa. Email vai e volta, informações, chorei o preço e não consegui desconto. Toca pra Eustis buscar o Dexter. 
      Ao chegar já fiquei P da vida porque ele estava sozinho chorando em uma gaiola do lado de fora em um frio danado. Nada do dono da casa. Aliás, ô lugarzinho hein!? Quer ver Rednecks vá pra lá. Ouvi dizer que até Ku Klux Klan havia alí menos de uma década atrás. Depois de 30 minutos o dono da casa aparece, cara de fazendeiro, dentes e barba ao redor da boca amarelos, de botas e todo sujo de terra. Me apresentei e já fui pegar meu cachorro que estava chorando. Pedi para ver os pais ao que ele soltou de dentro da casa. A mãe, creme clara e o pai tição. O pai, muito handosme! (bonito) Ao que ele me disse que era um "show dog", cachorro de exposição (pensei...mercenário!). A mãe sabia porque eu estava alí. Lambeu o filhote bastante e trouxe ele pra mim, como é a natureza...me lambeu também e entrou pra dentro da casa. Fiquei alí passado e engomado...

Viagem para Eustis

Últimos momentos do Dexter com a família dele

Dexter pequenino alí com os pais





       Dei o envelope "cheio" de dinheiro para o homem, peguei os documentos do cachorro e me danei pra casa. Desde ao passar da porta Annabelle já gostou dele, ela toma conta dele inclusive quando ele dorme. Se ele sonha e chora, ela vem correndo ver o que está acontecendo. Ele por sua vez é menino né? Levado mais do que o normal, quer lutar com ela o tempo todo e leva a pior, mas não se dá por vencido. 
       A veterinária que atende à domicílio já o vacinou, medicou para vermes, e receitou o triflex (para verme do coração e pulgas). Tudo certo agora é só alegria? Nada, antes disso ele tem que aprender a fazer as coisas só lá fora e a como sair da piscina, assim como ensinei a Annabelle.
        As noites aqui teem sido uma piada. Após o jantar os dois lutam e brincam por horas até capotar. Dormem juntos, se beijam, um amor só. Fico contente porque minha Annabelle não vai mais ficar sozinha, tem um irmãozinho pra brincar pro resto da vida :)
      E o nome é por causa do seriado mesmo? É claro!!? :P







         Agora para vocês mulheres. Morram de inveja dos cílios de Dexter. São os cílios que você pediu a Deus e ele, na Sua benevolência, deu pro meu cachorro :)








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