sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Oito anos depois...

          Outro dia eu completei 8 anos de EUA. Oito anos que eu saí do Brasil com a minha vida inteira em 3 malas para tentar a vida em outro país. Claro que se tratando de EUA a mudança não parece ser tão radical por motivos simples. Em primeiro lugar nós brasileiros conhecemos bem a cultura americana (ou achamos que conhecemos), aprendemos inglês na escola (ou pensávamos que aprendemos), assistimos aos filmes de Hollywood, ouvimos a Madonna, a Mariah, o Frank Sinatra e achamos que o resto vem fácil com adaptação, já que nós temos uma coisa na nossa cultura que nos faz versáteis, ou seja, nosso jogo de cintura e capacidade de nos adaptar a situações diversas. 

           Por isso, desde o começo do ano, fiquei pensando na minha trajetória até aqui que muitos consideram de tremendo sucesso, mas não sabem os buracos e montanhas que se encontram no caminho. Não tenho o que reclamar, ainda visto a situação do nosso querido Brasil. Nunca me arrependi, mas mudei da água para o vinho. É inevitável uma mudança. Aqueles que não conseguem mudar, voltam ao Brasil decepcionados e talvez rancorosos com os americanos e brasileiros que encontraram por aqui. A verdade é que tudo é muito difícil e vou explicar o por quê. 

           Uma coisa que aprendi nesse tempo que estou aqui é que nunca se deve desperdiçar a oportunidade de ver as pessoas que se ama. Não importa o quão complicada e corrida a vida seja. É preciso arrumar o tempo e o dinheiro. Diga eu, que em 6 anos só vi minha mãe 2 vezes e agora nunca mais poderei falar com ela pois ela faleceu e eu estava aqui, atarefado, atolado em trabalho, tentando arrumar um jeito de melhorar a vida para poder também, trazê-la para cá. Fui traído pelo destino, pelo imprevisto, pela inexperiência. Hoje, sempre que puder, verei as pessoas amadas e falarei a elas o quanto eu as amo, pois um dia pode ser tarde demais. 

             Quando se deixa o país onde se vive, não se deixa somente a família, os amigos, o emprego, a casa, a cidade, os colegas etc. Uma parte de você morre e você nunca mais vai conseguir recuperá-la, pois tudo aquilo que fazia de você quem você era, mudou e mesmo que volte ao país, aquelas coisas que tinha não terá mais. É uma saudade de um tempo que não vai voltar. É uma saudade de quando você vivia lá e era feliz e não se importava com o crime, com a violência, com a alta dos preços e com a poluição. Você saía com amigos, fazia muitos outros, fazia muitas coisas, com pouco dinheiro e se divertia. Coisas simples como uma pizza na casa do vizinho e um filme de video cassete era algo maravilhoso. E se o amigo fosse embora, no outro dia podia-se fazer outros inúmeros amigos pois as regras das relações humanas estavam já dentro de você. Aqui é diferente. 

            Em primeiro lugar os americanos são um povo reservado. Seus amigos são seus familiares e aqueles que eram amigos de infância ou aqueles que fizeram na escola ou na faculdade. Depois é muito difícil desenvolver relações achegadas com outras pessoas. Todo mundo é muito educado, prestativo, mas há uma linha que você não deve ultrapassar. Em 8 anos, converso com meus vizinhos afinal morei aqui na casa de americanos e depois que eles se foram eu comprei a casa deles. Mas nunca fui convidado para se quer entrar para tomar um café na casa do vizinho. Por mais simpático que eu seja, não é rudez deles, é simplesmente o jeito que eles vivem. 

            E depois de tantos anos também não conseguiria mais viver no Brasil pois não me adaptaria à loucura em que vivia anteriormente. Aqui a vida passa mais devagar. Às seis horas da tarde as pessoas já estão em casa e passam o tempo com a família. Os finais de semana são longos e muitas lojas não abrem aos domingos. Muitos supermercados fecham às nove horas da noite. O tempo custa dinheiro e o tempo pessoal é muito valorizado. 

           Pode parecer que eu esteja reclamando mais não estou não. É somente uma outra realidade completamente diferente daquela que se vive no Brasil e tem seus lados bons e ruins. Há coisas que não funcionam, cometem-se erros em todos os setores da sociedade, mas há um certo respeito e medo das autoridades e a maioria das pessoas cumpre a lei e respeita o próximo. 

            A vida é confortável. Tem-se ar condicionado e aquecimento. Os carros custam barato e o combustível também. O dinheiro dá bem para comprar as coisas que se precisa e trabalhando-se bastante até sobra. Há um certo ar de querer ser o melhor em tudo. O melhor biscoito, o melhor detergente de lavar roupas, o melhor tênis, o melhor tudo. E nessa guerra de quem é o melhor e mais barato quem ganha somos nós, sempre. E se reclamar de alguma coisa, é ouvido todas as vezes e atitudes são tomadas para que você fique contente. 

              Colocando na balança, foi a decisão certa para mim. Eu sempre quis ter uma experiência de viver no exterior e só não digo que nunca voltarei ao Brasil porque tenho medo de que, quando se fala isso, se pague com a língua. Eu não tenho certeza se o fato de eu achar que o Brasil tem a melhor comida do mundo é o fato de eu ter crecido comendo aquelas coisas e também com respeito a muitos outros pontos que eu acho positivo com respeito ao nosso país e nossa gente. É claro que vejo os defeitos também pois os defeitos do nosso país e da nossa gente deixam marcas e cicatrizes em qualquer brasileiro. Mas tem-se esse amor por aquilo que te criou, onde você nasceu, pelas pessoas que falam a mesma língua que você. 

            Eu nunca serei americano. Eu nunca vou chorar quando a bandeira americana é asteada e canta-se o hino do país. Não me vem essa sensação. Acho que nunca vou sentir que esse é o meu país, pois a gente sai do Brasil mas o Brasil não sai da gente e não deve sair mesmo. Há estudos que mostram que alguns livros só tocam o coração na língua materna. Somente a língua materna pode te dar certas sensações e por mais que você queira, rir mesmo com vontade até chorar, só vai ser de piadas e situações referentes àquilo que você conhece pois tem um mundo de contexto inserido nisso. Por esse motivo muitos seriados de comédia americanos não fazem o menor sentido e não se consegue segurar o riso quando se assiste o Agostinho de A Grande família ou ao filme O Alto da Compadecida. Como explicar a um americano o sotaque e a forma diferente de o Nordestino se expressar e pronunciar algumas palavras erradas que é tão engraçado, bonito e inocente? Como é que ele um dia verá a beleza disso? Por isso o casamento entre pessoas de nações diferentes é um grande desafio...

             Em nenhum momento até hoje me arrependi de vir morar em outro país. Sinto sim falta das coisas do Brasil. Nem sei quem canta lá mais, os atores, atrizes, músicas, novelas, comédias, etc porque nem tenho TV brasileira. Já fiz outros amigos (muitos amigos, perto e longe), mantenho perto os que ainda cultivam a nossa amizade, aperfeiçoei o paladar, a leitura, os costumes, a rotina. Mas sempre terei saudades do Brasil e se puder, quero visitar mais vezes e conhecer coisas que não conheci quando vivia lá. A melhor coisa no momento é não ter certeza de nada. Não ter nada escrito na pedra e nenhum plano estabelecido para um longo prazo. Deixar a vida me levar, assim como disse o cantor. 

53 comentários:

  1. ...E eu te acompanho desde que você fez o Blog..Que coisa hein?

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  2. Renato,sinto saudade dos seus textos!Adoro de verdade!
    E o texto explicando sua casa "nova"vc não irá fazer?Faz vai!
    Bjos
    Adriana

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    1. Vou sim! Estou ainda terminando a casa. Assim que terminar eu posto
      Bj

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  3. Renato eu te acompanho há uns 6 ou 7 anos.
    Gosto da tua liberdade de falar, do teu modo de vida, dos teus comentários e até do teu modo de pensar. Continue assim em Orlando, em outra cidade americana ou no Brasil.

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  4. Oi, Renato! Belo depoimento! Já pensei em imigrar, mas desisti porque acredito que não seria feliz morando longe de amigos e da família, mesmo o Brasil sendo o país atrasado e subdesenvolvido que é.

    Abraço!

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    1. É difícil mesmo. Tem que se colocar muita coisa na balança
      Abs!

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  5. Renato ja fazem 4 anos que lhe dei aquela entrevista quando resolvi me mudar para ca tambem. No final do ano consegui meu Greencard e posso dizer q vc indiretamente faz parte dessa vitória. Um dia vc ainda vai mobiliar a minha casa ehehe nao deixe de escrever , amo seus textos ! Bjs da carioca q te adimira sempre Fabiana Rocha

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  6. Oi Renato, a parte do texto em que que vc diz "E se reclamar de alguma coisa, é ouvido todas as vezes e atitudes são tomadas para que você fique contente" e , " A vida é confortável. Tem-se ar condicionado e aquecimento. Os carros custam barato e o combustível também. O dinheiro dá bem para comprar as coisas que se precisa " me deu uma certa invejinha,porque aqui no Brasil além dos milhares do problemas de vilolencia,saude ,educação,etc,Tudo aqui é de qualidade ruim e muito caro com isso o dinheiro da maioria das pessoas não sobra ,e NUNCA vc é ouvido quando se reclama algo,já mandei inumeros e mails para empresas reclamando de algo relacionado a qualidade do produto ou serviço e sabe quantas vezes me responderam?NENHUMA! Só um millagre para tirar o Brasil desses buraco que se meteu!Abraços.

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    1. O André, que pena né? Um país que tem tudo pra dar certo
      Abração!!

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  7. Ola , Renatinho! leio voce desde o inicio e não há brasileiro nos USA que escreva melhor que voce sobre a America. Eu na minha cabeça achava que voce já era americano , assim de ter se naturalizado, votar e tudo mais. Eu mesmo nunca gostei do Brasil, e olha que sou servidor publico aqui, vivo relativamente bem , não me queixo mas sempre senti que o Brasil não é pra mim, só que nunca saí daqui pra viver aí. Teria de fazer faculdade como voce fez e seguir um loooongo caminho... O seu texto me surpreende pois é sincero e verdadeiro, talvez seja difícil mesmo tirar nosso pais da gente, mesmo sendo ruim como o Brasil. Legal quando voce diz que a parte de nós morre quando vamos viver em outro país, afastamo-nos de tudo, familia, amigos , comida , lugares, bem marcante...Grande abraço!!!

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    1. Obrigado pelo carinho César
      Abração pra vc também!!

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  8. Renato,
    nessas horas o que precisamos pensar é que fizemos o nosso melhor e fomos tão bons que o Brasil não nos era suficiente.
    Nada é gratuito. Tudo tem um preço, e somos suficientemente fortes para pagá-lo. Nem tudo acontece como queremos ou está nas nossas mãos.
    Mas tenho certeza de que sua mãe teve oportunidade de sentir muito orgulho de você ainda em vida. E está sempre com você e em você.
    Agora, seu irmão André também está aí. Você só foi o primeiro da fila!
    Imigrar também significa conviver com a solidão e saber se encaixar na casa do outro... Mas conseguiremos! Abraço, mestre!

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    1. É isso aí Alexei. Você sabe bem né?
      Abração!

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  9. Oi Renato, eu também te acompanho aqui desde o inicio do seu blog e sinto que voce mudou como não poderia deixar de ser. Penso que imigrar nao é pra todo mundo, porque o mais difícil deve ser a falta de referencia...parece que estamos sempre num lugar estranho...eu nunca imigrei mas só de ficar muito tempo em Portugal senti essa sensação de olhar tudo e nao ver sentido, relação comigo,sei lá...porém ao mesmo tempo ter o conforto, essa vida com tempo pra pensar, viver, sem muita correria com tudo do melhor deve compensar e com o passar dos anos, como você, no final vão se criando referencias e estórias no lugar. Acredito que quem saiu e está saindo do Brasil agora não vai sentir saudade de nada...esta tudo desgovernado. Um abraço e tudo de bom pra voce.

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    1. Wilma, vc é uma das mais antigas e queridas
      Bj

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  10. Olá Renato! Meu nome é LUCIANA, sou do Rio de Janeiro. Adoro seu blog e esse seu texto me emocionou, visto que estou partindo do Brasil essa semana com marido e duas filhas para os Estados Unidos, tb à estudos como vc. Sei que será uma experiência incrível e isso me dá forças em relação à distância com minha família.
    Um abraço e tudo de bom p vc!

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  11. Oi Renato, já fazem 4 anos que lhe dei aquela entrevista e vejo que o tempo passou mas continuo pensando como você. Eu simplismente ADORO seus textos, seu blog, enfim... Hoje posso falar que assim como você, vim , lutei e venci. Meu Greencard saiu no fim do ano e gostaria de compartilhar essa vitória com você. Sim, aqui e possivel vencer com trabalho e honestidade. Um abraço da Fabiana Rocha

    (eu havia comentado ontem mas nao sei porque meu comment nao apareceu)

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    1. Oi Fabiana, nossa que boa notícia! E olha que então faz 4 anos que estamos para tomar aquele café? kkkk
      Abração!

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  12. "Acho que nunca vou sentir que esse é o meu país, pois a gente sai do Brasil mas o Brasil não sai da gente e não deve sair mesmo."

    Isso é uma questão bem pessoal. Eu sai do Brasil e o Brasil saiu de mim (acho que nunca esteve em mim). Me arrepio ao ouvir o national anthem e recito o Pledge of Allegiance com a mão no coração e grande entusiasmo. Acredito que a única coisa que me diferencie de um americano hoje seja o sotaque, mas espero que o tempo diminua essa diferença.
    Também amo o povo americano e hoje tenho muito mais amigos aqui do que tinha no Brasil. Lá sempre me senti diferente, aqui me sinto igual e sou tratado como igual, respeitado e valorizado.
    Mas as experiências são bem singulares e depende muito do quanto cada um está disposto a se abrir.

    Se vc tem interesse em fazer parte de uma comunidade, sugiro se juntar à uma Igreja ou a uma Loja Maçonica. Recomendo fortemente!

    Abraço!

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  13. Olá, Renato!
    Achei o seu site procurado sobre "Designer de Interiores nos EUA", pois sou DI aqui no Brasil e as vezes passa pela minha cabeça migrar para os EUA.
    Você já concluiu seu curso de Interior Designer?
    Trabalha na área?
    Abços

    Elizabete Macedo

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    1. Oi Elizabete
      Você precisa ler os outros posts. Sim, me formei em 2013, abri empresa etc
      abs

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  14. Belíssimo relato dosando bem os pontos positivos e negativos do lugar, sem esquecer das raízes que sempre vão permanecer contigo.

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  15. Boa noite!
    me chamo Tânia Cristina!
    conheci o blog hoje sem duvida irei acompanhar!..parabéns pelo conteúdo de qualidade e acima de tudo informativo, espero que continue!..abraços

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  16. Eu pensava fortemente em ir para os Estados Unidos, mas há três anos meu pai faleceu e ficou só eu e minha mãe (74 anos) em casa. A vontade continua em ir, mas não tenho mais a coragem de deixar minha mãe sozinha aqui por um longo tempo. Deus sabe o que faz.

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    1. É preciso pensar mesmo. Há coisas que se perde e não se pode recuperar jamais...
      Abs!

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  17. OLha Renato morro de vontade de morar nos eua, só não fui por que não tenho condição..vivo reclamando do Brasil, mas esse texto me tocou muito quando falou no hino nacional, até hoje quando começa a tocar o hino bate aquele calor no peito uma vontade de chorar, e isso jamais sentiremos mesmo em outra nação, a importante lição aqui é não menosprezar o nosso pais que é lindo e não tem culpa daqueles que o governam muito mal pois eles tivesse o amor que nós temos por nossa pátria aqui seria um lugar bem melhor para se viver!!Obrigada!!

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    1. Obrigado você pele comentário Michele!
      Abração!

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  18. Oi Renato, sempre tive e tenho vontade de morar nos eua, só não fui por que não tenho condição, sempre reclamei do Brasil, mas hoje lendo seu texto percebei que não podemos menosprezar e desprezar nosso leito onde nascemos por que o pais não tem culpa de ser mal governado, e tenho certeza que esse calor no peito e vontade de chorar quando toca o hino nacional jamais sentiremos em outra nação, muito obrigada pelas palavras lindas e edificantes!!!

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  19. Incrível seu post Renato, parabéns!!! Todas as suas conquistas são merecidas meu querido. Te sigo fazem anos e sempre que dá aquele tempinho acabo lendo seus posts... Obrigado por compartilhar sua vida conosco!!! Um dia irei te conhecer pessoalmente hahahhahaha meu sonho, você é uma inspiração para mim.
    Sinto muito de verdade pela sua perda, imagino o quanto sofre com isso, mas desejo de coração que Deus lhe conforte.
    Grande abraço amigo :D

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  20. Incrível seu post Renato, parabéns!!! Todas as suas conquistas são merecidas meu querido. Te sigo fazem anos e sempre que dá aquele tempinho acabo lendo seus posts... Obrigado por compartilhar sua vida conosco!!! Um dia irei te conhecer pessoalmente hahahhahaha meu sonho, você é uma inspiração para mim.
    Sinto muito de verdade pela sua perda, imagino o quanto sofre com isso, mas desejo de coração que Deus lhe conforte.
    Grande abraço amigo :D

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  21. Oi Renato, tudo bem? Adoro te acompanhar aqui pelo blog, ler seus textos me faz bem, me identifico muita com as coisas que você escreve e mesmo sem te conhecer pessoalmente sinto um grande respeito e amizade por você, como se a gente se conhecesse a muito tempo. Te desejo tudo de melhor, que Deus te lumine e guie seus passos, um forte abraço, Daniel Gaspar

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    1. Obrigado Daniel. Venha a Orlando e tomamos um café
      Abração!!

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  22. Renato, me identifiquei muito com o post. Tenho as mesmas culpas da infancia qdo os cachorros da familia ficavam pra fora de casa... Hj em dia tenho um bulldog frances q amamos (minha esposa e eu), e cuidamos como nosso filho...
    Atualmente estamos grávidos (acabamos de descrobrir, 1 mesinho só), e já pensamos em como vamos fazer essa interação entre os dois "irmãozinhos"... :)
    Grande abraço!
    Fernando

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  23. Ola Renato... meu nome e Danielle Stedford...Gostei muito do seu texto, muito verdadeiro e ponderado!! Tenho 8 meses de EUA, estou em Charlotte- NC ... e esses dias estou com a emocao a flor da pele de tanta saudade da minha familia, e nao e facil mesmo... o Brasil nao sai da gente... sinto muita falta dos amigos e de poder conversar e sorrir, acaba q fica muito visivel essa barreira entre as pessoas aqui...
    Enfim, estou tentando me redescobrir pessoalmente e profissionalmente (me formei em Arq e Urb 1 dia antes de pegar o aviao) e florecer onde quer q eu esteja...

    Obrigada pelas palavras sinceras e por ter me oferecido uma visao mais positiva.. Abracos (desculpe a falta de pontacao)

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    1. Danielle
      É difícil mas passa e depois vc nao consegue mais voltar mesmo que queira. De tempo ao tempo, faca amigos, arrume um namorado. Tudo fica lindo!
      Bjs!!
      Mande um email pra mim rs_alves@hotmail.com

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  24. Olá Renato, aqui é a Rosane, tudo bem?

    Quanto tempo já passou... há muito não passava por aqui, hoje te vi no YouTube e resolvi passar por aqui p/ ver como estão as coisas e relembrar o motivo inicial que me trouxe aqui anos atras... novamente seu blog fará sentido p/ mim... as coisas mudam o tempo todo, não tem que se ter pressa, viver um dia de cada vez... e aquilo que era um sonho distante está perto de se tornar real...
    Muito bom ter vc por aqui ainda!

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  25. Meu nome e Daniel de SP cai no se blog procurando entender sobre aliança de noivado pois não entendia este costume...
    Li outros posts e vc me conquistou pelo ótimo conteúdo, sinceridade e ponderação. Sinto o olhar de um verdadeiro brasileiro sobre outra sociedade e senti em seus textos aquela empatia de quando ouvimos o português BR estando um tempo fora da terrinha, ganhou mais um leitor....
    Força 💪 ai nos EUA
    E principalmente pela sua mãe, nunca estamos preparados para perder pessoas queridas....

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    1. Obrigado Daniel pelo "kind" comentário
      Grande abraço e muita sorte pra vc
      Abs

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  26. Oi Renato,
    te acompanho nessa tua longa trajetória ai nos "states", já tinha um tempo que não entrava, mas sempre que posso olho o blog e comento. Me atrevo a dizer que o seu blog é um dos que mais gosto, talvez pela maneira que você relata as coisas, o rico conteúdo que sempre posta, ou até por que me identifico um pouco com você.
    Gostaria de dizer que depois desses vários anos de blog a qualidade não caiu nunca, seus posts continuam ótimos!
    Um grande abraço, e muita sorte aí nos EUA.

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    1. Oi Suyane
      Eu lembro de vc sim e que vc sempre esta por aqui. Obrigado por seguir o blog
      Bjs!!

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  27. Olá Renato!Tudo bem?
    Há meses não vinha ver seu blog. Te acompanho já há alguns anos (lá do Rio de Janeiro)! Adoro seus textos por falar dos EUA e sobre design de interiores!
    Participei algumas poucas vezes com comentários e sempre nutrida do grande sonho de viver na América!!!
    Há 7 meses imigrei para os EUA com meu marido que veio estudar e vivemos na área de Boston, MA.
    Me emocionei mto com seu texto, talvez por ser novata na América, mas sinceramente acho q a saudade do Brasil nunca vai passar! Não suportava mais viver lá, estava realmente mto difícil, mas quando se está longe se dá valor a tantas pequenas coisas...
    A saudade da família dói demais, de ir por exemplo na casa dos pais para um almoço de domingo. Saudade de estar com os amigos em situações simples como vc descreveu, q q muitas vezes são programas gratuitos, como reunir amigos em casa! Saudade da comida, ai a comida!!! Já cheguei a conclusão q americano não sabe cozinhar mesmo! Concordo q é cultural, comer a vida inteira um tipo de comida e estranhar uma de uma cultura diferente. Mas acho q por comermos tão bem (brasileira falando, então vou defender nossa cultura, kkkkk), temos um "critério" mais rigoroso.
    Pra concluir, amo esse país e não me arrependo de ter imigrado! Temos q abrir mão de umas coisas para termos outras! Sem esquecer nunca da família e amigos e sempre q pudermos estar com eles como vc bem disse, pq com ctza existem mtas coisas mais valiosas q o dinheiro!!!
    Bjos Renato!

    Priscilla.

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    Respostas
    1. Querida Priscila
      Obrigado pelo comentário. É isso tudo mesmo que você falou. Sinto uma inveja do bem de vc pois meu sonho é morar na costa leste ao norte aonde você está. Aí tudo é mais organizado. A Flórida é linda e perigosa (tem jacarés, cobras, guaxinins, bactérias, amebas, tubarões) e infelizmente uma parte da população insiste em viver como viviam no seu país de origem.
      Mas como você disse eu digo também. Amo este país e não pretendo sair daqui não. Mudar de estado talvez
      Um grande abraço e boa sorte!!

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Obrigado por comentar e abração!

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