sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Viajem a Miami II

Chique nada…Fui buscar meu passaporte na embaixada brasileira em “downtown”(centro). Se não fosse pelo fato de ter que ir a Miami para dar entrada e depois buscar o passaporte, fazer o passaporte aqui nos EUA é a coisa mais fácil do mundo. Chegando lá para dar entrada no passaporte no dia 22 de Julho, esperei 5 minutos para a conferência dos documentos (que têm que ser preenchidos “online” no site da embaixada brasileira), paguei a taxa no caixa eletrônico que só aceita dinheiro vivo, depois mais 5 minutos para ser atendido no guichê.

O atendente demorou 2 minutos para conferir tudo, fez um corte no meu passaporte antigo e só! Nem protocolo de entrada você recebe. Para buscar, passei mais tempo esperando o elevador que me levaria ao 26 andar, do que no guichê para pegar o passaporte. Agora tenho meu passaporte por mais 5 anos. Você pode solicitar o passaporte por correio também. Mas a validade do passaporte feito pelo correio é somente de 2 anos. Preferi ir a Miami e ter o passaporte válido até 2015. Só é preciso viajar com os dois (o novo e o antigo), porque meu visto F-1 (estudante) está no passaporte anterior.

Fui e voltei no mesmo dia. De Orlando, pegando a 95 Interstate, que não se paga pedágio(acredite!) demorei 3,5 horas. Paramos por duas vezes nas “áreas de descanso” para usar o banheiro. Postos de gasolina como vemos nas estradas brasileiras são raros aqui. Para colocar gasolina, etc, tem-se que entrar em uma cidade à beira da estrada. As áreas de descanso tem banheiros limpíssimos, telefone, mesas para alimentação e jardim. Muito organizado. Nem um cisco se quer no chão...Enquanto você come recebe a visita dos moradores locais, os esquilos.


 Um pouco de trânsito chegando em Miami, mas foi rápido. Na volta eu e meu amigo resolvemos fazer um stop no Seminole Hard Rock Hotel and Casino em Hollywood. Seminole é o nome da tribo indígena a quem pertencia toda a Flórida. E os americanos preocupados com a imigração ilegal? Acho que esqueceram-se que há tempos eles é que eram os imigrantes ilegais, ou seja, para o índio, o imigrante ilegal era o homem branco. Os “americanos” verdadeiros são os índios. Além do mais eu também sou americano pois nasci na América do Sul. Bom, deixa pra lá...

Outra coisa, não é só a Califórnia que tem sua Hollywood. A Flórida também tem uma Hollywood. É nessa pequena cidade colada a Miami que o Semione Hard Rock Hotel & Casino está localizado.

O lugar é muito interessante. O tema principal, claro, o Rock e seus representantes, os artistas. Muitos “Outfits” (roupas usadas em apresentações) originais com as fotos dos ‘antigos donos’. Eu senti como se fosse o mais perto que eu chegaria dessas celebridades do mundo da Música. Muitos até já se foram como James Brown. Outros ainda estão nas paradas. Alguns eu nunca nem ouvi falar. Mas o Bobby conhecia a todos eles. Muitos eram famosos quando ele era criança ou adolescente. Marcaram a história da música nos EUA ou no Reino Unido. Foi uma experiência muito interessante. Como um museu. E se você tem um pouco de dinheiro para apostar, pode sair de lá com o bolso cheio de dinheiro hehehe.


Aqui vão algumas das fotos que eu tirei nesse verdadeiro Museu da Música. Vale a pena!

James Brown



Prince




Elton John
  (olha eu la no fundo tirando a foto! Gostou do meu "autchifitchi"? :-)




 Bon Jovi





Steven Tyler (Aerosmith). O Homem aranha ficaria com uma inveja danada...meio gay nao acha?



Gwen Stefani



Por último alguém que dispensa sobrenomes.........Madonna





































Não podia deixar de mencionar. Hoje, 27 de agosto, o dia em que nascemos eu e me pai, recebi uma surpresa inesperável. Quase 150 mensagens de amigos e ex-alunos. Eu tive a sensação de que, de alguma maneira eu me tornei alguém memorável nas mentes e corações de cada uma dessas pessoas. Isso me trouxe um bem estar enorme. Saber que nesta data, que eu havia até esquecido, essas pessoas, por um momento, pensaram em mim...Obrigado de coração. Muitas saudades de todos vocês!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Como é estudar nos EUA?

Alguns dias atrás eu estava pensando o que seria interessante escrever no blog. Na busca de inspiração um de meus amigos brasileiros me perguntou: “E aí como é estudar numa faculdade nos EUA?” Pronto, decidi que esse seria o próximo tópico.

Quando eu estava no Brasil ficava pensando como seria estudar fora do país. Em nenhum instante achei que teria muitas dificuldades porque, se tem gente que consegue, eu também conseguiria. Comecei pensar assim depois de trabalhar com consultoria financeira. Na primeira semana de trabalho eu achei que nunca iria aprender a usar a planilha de 50 pastas do excel para cada cliente. Mas meus superiores, nada mais inteligentes do que eu a usavam com destreza. Então porque eu não conseguiria? Experiência não tem dinheiro que pague. Depois de um tempo aprendi. Então eu acho que, pra maioria das pessoas, não existe o que não se possa aprender. O gênio é 1% inspiração e 99% transpiração.

Estudar nos EUA eu posso dizer uma coisa a respeito: Não é difícil. O mais difícil, acredite, foi conseguir toda a documentação, vistos, provas, etc. Conseguido tudo isso o resto dá pra encarar numa boa.

Como eu já escrevi num post anterior a UCF (University Central Florida) não me aceitou para o mestrado em matemática porque eu não tenho diploma de bacharel em matemática, ou seja, minha primeira graduação era exatas, na área de engenharia, mas não especificamente matemática. Quando comecei a trabalhar na escola Carandá cursei na Universidade Oswaldo Cruz a licenciatura em Matemática, mas a UCF não aceitou só o diploma da licenciatura. Queria o bacharel. Argumentei com eles que a licenciatura é superior ao bacharel mas sabe como é americano, pensa bem quadradinho, não tem jogo de cintura. Nem me responderam...

Por um lado fiquei chateado, mas depois percebi que “everything happens for a reason” (ditado muito usado aqui nos EUA), tudo acontece por uma razão. Eu já estava cheio da matemática e nunca antes estudei algo que realmente gostasse. Seria esse o momento para começar? Com 40 anos de idade?

Claro que sim! Mas mesmo assim é assustador pensar em se viver e estudar em outro país. Mas sempre desejei ter essa experiência e tinha que ser agora ou nunca.

Escolhi o curso de Design de Interiores. A mãe de uma de minhas alunas tinha se formado recentemente e estava trabalhando na Casa Cor em São Paulo. Essa mãe já tinha filho na faculdade e resolveu voltar pra escola e fazer o que gostava. Seu exemplo me influenciou muito. Porque não eu? Como diria a Paula Toler...

Após escolher o curso e a faculdade eu imprimi todas as páginas com listas de documentos exigidos. Comecei a elaborar uma lista de afazeres necessários, desde o contato inicial com a faculdade até a compra da passagem de avião. Tentei organizar a lista em ordem cronológica, ou seja o que tinha que ser feito antes do que. Por exemplo, eu não ia comprar a passagem de avião antes da matrícula na faculdade, isso seria estúpido.

A lista se mostrou muito maior do que eu pensava. Entre as primeiras coisas estava frequentar um curso preparatório para o TOEFL, depois a prova do TOEFL, tradução juramentada de diplomas e documentos, extratos de conta de poupança (a faculdade exige que você comprove que tem todo o dinheiro necessário para o primeiro ano de estudo), declaração assinada pelo gerente do banco (as faculdades fornecem o modelo), entre outros. A cada um que eu conseguia riscava da minha longa lista. Dava uma satisfação danada, mas ainda havia muito a percorrer.

Todos os documentos traduzidos, extratos bancários, assinaturas, certificado do TOEFL 93 pontos ( a IADT exigia no mínimo 80 pontos), fiz um pacote e mandei tudo pra faculdade. É claro que a essa altura muitos emails já tinham sido trocados com o Troy, representante da IADT em Orlando.

Recebi o sinal verde – Carta de aceitação da faculdade e documento de matrícula. Próximos passos: hospedagem e embaixada americana. Na embaixada, quase os mesmos documentos. Foi tudo muito rápido. A oficial ficou com a pulga atrás da orelha e me perguntou porque eu, sendo professor de matemática queria, agora, fazer Arquitetura de Interiores nos EUA com 40 anos de idade. Eu sei que não é comum. Expliquei. Ela perguntou: “Quem vai pagar por isso?” Confeço que teria sido mais fácil se eu tivesse dito “meu pai” mas não era o meu caso. Eu disse que eu mesmo iria pagar pelo curso e a hospedagem. “E cadê o dinheiro??” Mostrei os extratos ao que ela disse “Tá bom, tá bom!!” e bateu o carimbo. A conversa toda não demorou 2 minutos. E ela não examinou 50% dos documentos que levei.

Senti um alívio tremendo embora no fundo achava que a embaixada me daria o visto. Me danei dalí pra uma loja da TAM e comprei uma passagem sem escalas pra Orlando.

Instalado, com carro comprado, agora era só esperar pelo primeiro dia da faculdade. Eu já escrevi num post anterior essa experiência. Mas Renato, você ainda não falou, como é estudar nos EUA??? Calma, só queria deixar aqui algumas dicas pra quem deseja ter a mesma experiência.

A resposta: É fantástico! No primeiro mês eu tive um pouco de dificuldades com o inglês. Era bem difícil entender o que os professores falavam. Coisas simples como “pegue seu caderno de desenho com papel x, os lápis de carvão, canetas marcadoras e faça um desenho abstrato de figuras que vêm à sua mente”. “O quê???” eu sempre perguntava pra alguém. Nomes técnicos dos papéis, canetas, lápis, etc. Mas depois fui me acostumando com os nomes técnicos. Pedir os mesmos itens na lojinha da faculdade também era um desafio. Pedir uma cópia ampliada, reduzida, em papel tamanho x, centralizado, tudo era difícil. Agora não mais.
Hoje alguns colegas "americanos" me ligam pra perguntar o que é pra ser feito. Entendo mais que eles.
Se você é um bom estudante vai superar as dificuldades. Ler os livros técnicos talvez seja um deles. Usa-se o dicionário muitas vezes no começo mas depois tudo começa a fazer parte do vocabulário. Nas provas, lembrar de nomes e escrevê-los em inglês sem erros também é difícil mas os professores reconhecem cada esforço seu.

Os trabalhos são muitos, exigem um nível de detalhamento alto, mas se você se esforçar vai superar muitos dos outros alunos, até mesmo americanos que, como muitos recém saídos do Ensino Médio americano, estão com a cabeça na balada.Affff.... Muita gente não faz lição de casa, não entrega trabalhos, etc. Eu faço tudo, 100% de todos os trabalhos e lições. Aos poucos você fica conhecido como um ótimo estudante.

Por exemplo, quarta feira eu esqueci em casa os trabalhos que eram a lição de casa. Como minha professora sabe que eu faço tudo e muito bem feito, me disse que assim que chegasse em casa, fotografasse os trabalhos e mandasse pra ela por email que ela não descontaria nenhuma nota. Privilégio adquirido pelo trabalho árduo.

Quase toda matéria exige que você apresente para a sala seus trabalhos. O primeiro fiquei muito nervoso de apresentar em inglês, gaguejei, não encontrava as palavras, mas no final deu tudo certo. Agora jé estou bem acostumado a apresentar meus Power Points para a sala toda.

Em quase 100% das faculdades americanas o sistema de notas é por letras. É com orgulho que eu posso dizer que das 10 matérias que cursei fiquei com média A em todas elas. 90% dos meus trabalhos e projetos ficaram na faculdade para exibição e para o processo de certificação da faculdade. Só os melhores ficam por lá. Assina-se um documento autorizando a faculdade a fazer uso deles e publicá-los na internet, em revistas e propagandas da faculdade.

Na IADT cursa-se 3 matérias por bimestre em 3 dias por semana, 5 horas por dia. Para cada 5 horas de aulas, têm-se no mínimo 10 horas de estudo e trabalho em casa. Em uma semana eu tenho no mínimo 30 horas a cumprir em casa. Eu tento ser o mais organizado possível com meu tempo. Não deixo nada pra última hora, e tento fazê-los o mais rápido possível. Algumas matérias exigem longas leituras, como por exemplo, História da Arquitetura. Tivemos 100 páginas de um livro para estudar para o exame. Não é algo que dá pra fazer de véspera pois a quantidade de palavras técnicas, termos específicos, nomes de pessoas e lugares demandam tempo para a memorização. Faço muitos resumos e esquemas. Para a aula de AutoCad tivemos que ler e fazer os exercícios de 159 páginas do livro de 1000 páginas do AutoCad. Esse foi bem difícil, achei que não ia conseguir. Tive quer ler e estudar umas 2 vezes. Por isso tem que começar cedo.

Todo mundo faz assim? Não, é óbvio. Mais de 50% da classe bóia literalmente. Principalmente os portoriquenhos que são bem manhosos, chorões e até mesmo um pouco preguiçosos. Na prova de Historia da Arquitetura todas as meninas e o rapaz potoriquenhos tiraram F. Abaixo de E!! Ou seja, estão em apuros. Nem estudaram...Eu acredito que muitos fazem assim porque 90% recebe financiamento da faculdade pelo governo. O governo deposita o dinheiro do bimestre na conta do estudante na faculdade e eles usam como querem. Na lojinha, na cafeteria, etc. Pode-se até sacar em dinheiro uma certa quantidade. Claro que depois de descontada a mensalidade. Então eu acredito que eles não dão muito valor pra escola.

É diferente comigo que tive que trabalhar 2 anos 10 a 12 horas por dia pra ajuntar a quantia necessária pra vir e tive que passar por um processo longo de cursos, documentos, entrevista na embaixada, muito dinheiro gasto com tudo antes mesmo de chegar aqui. Pra mim essa faculdade tem outro valor. Preciso fazer cada real que eu ganhei no Brasil valer a pena. Não posso me dar ao luxo de repetir uma matéria o que me custaria mais 1500 dólares, ou quase 3 mil reais. Simplesmente não posso. Também sendo estrangeiro só serei reconhecido e contratado se for melhor que os cidadãos do país. Isso significa que é preciso se destacar. E isso exige dedicação.

Eu recomendaria a experiência a qualquer um. Amadurece-se em áreas que você achava que não precisava mais amadurecer. Aprende-se coisas que nunca se achou que ainda ia aprender. Cada obstáculo superado é uma vitória. A cada dia um novo desafio. Sei que ainda tenho muito caminho a percorrer.
O que eu pretendo fazer quando a faculdade terminar? Claro que a resposta é: “Não sei!” E isso é justamente o que torna essa trajetória ainda mais interessante.

Veja o video do TOEFL (pronuncia-se TÔFOL, Não fale Tófeu, é o maior mico! :-) )
Video TOEFL
Fotos dos trabalhos da faculdade
 
Fundamentals of Design
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
















Introduction to Drawing
























Introduction to Interior Design




























 Sketching and Rendering



















sábado, 14 de agosto de 2010

America’s Got Talent - Jackie Evancho

     Um dos prazeres que eu não tinha no Brasil devido à rotina de 12 horas de trabalho e compromissos à noite e nos finais de semana era assistir TV. Tem entretenimento melhor que TV? Alguns com certeza dirão que sim! Eu sei que tem também, mas assistir TV é um entretenimento que se pode fazer no conforto do lar, sem muito dinheiro. Algo que os “adpetos do sedentarismo” não abrem mão. É claro que gosto também de sair, andar de bicicleta, ir ao cinema, teatro e outras coisas mais. Mas confeço que ultimamente tenho estado muito caseiro. Adoro ficar em casa! E quanto mais confortável for a casa, mais eu quero ficar dentro dela. Trabalhar em casa seria o máximo! Estou trabalhando nisso...

      Eu assisto vários programas de TV. Não fico rodando os canais esperando algo interessante pra assistir. Eu sei os horários que cada um dos meus favoritos está no ar então marco no calendário que desejo assistir. Meus favoritos são os programas da HGTV sobre construção, reforma e decoração. House hunter International me dá a oportunidade de viajar a lugares que ainda não conheço e ver os imóveis disponíveis em outros países. Divine Design me inspira e faz sonhar com a casa que eu gostaria de ter no futuro. American Idol, Desperate Housewives, Flash Forward, So You Think You Can Dance, Forensic Files, Snapped e a lista vai. Nesta semana quase todas as series de verão terminaram e agora esperamos que as “regular” voltem como Desperate Housewives e American Idol.

     Mas algo novo aconteceu essa semana. Nunca tive muito interesse em assistir ao America’s Got Talent . Mas a Lousie estava assistindo e parei pra ver um pouco. 80% é gente loca, mas tem dançarinos, cantores, crianças, grupos de dança, grupos de teens do highschool etc. Gente talentosa em busca do prêmio de 250 mil dólares e uma chance de sair do anonimato. O America’s Got Talente recentemente inovou colocando também as audições no Youtube e semana passada Jackie Evancho, uma menina de dez anos de idade foi a mais votada cantando Mio Banbbino Caro. Uma ópera italiana. Foi realmente incrível. Meus olhos encheram de lágrima por poder presenciar, ao vivo, um talento divino. No dia seguinte os americanos ficaram loucos por uma menina loirinha sorrindo num lindo vestido e que cantou como um anjo. Teve até muita gente que achou que era dublagem, que a garota não canta realmente. Para tapar a boca dos invejosos a família disponibilizou no Youtube uma série de vídeos onde Jackie já se apresentou desde que começou a cantar. Pasme...dois anos atrás. Confira você mesmo e lembre-se desse nome, Jackie Evancho.

 
 
video


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dirigir nos EUA – Dirigir na Flórida - Dirigir em Orlando

Depois do post Viagem a Las Vegas este post sobre dirigir nos EUA é o mais visitado. Muita gente tem dúvidas e curiosidades à respeito do assunto. Muitos desejam viver aqui, outros vêm para estudar e a maioria que procura o post, vêm mesmo a turismo.

Procurando pela internet, estudando muito sobre o assunto e fazendo 1000 perguntas para quem quer que eu tenha a oportunidade, consegui reunir informações importantes sobre o tema. É difícil encontrar alguém que saiba realmente o que está falando ou um site que dê informações corretas. Tem muita informação contraditoria então eu tive que garimpar as informações corretas. Se você quiser saber do não tão prazeirozo processo de tirar a carteira de habilitação da Flórida veja o post Carteira de habilitação da Flórida.

Resolvi redigir esse texto em forma de perguntas e respostas. As perguntas aqui foram retiradas do que os internautas têm digitado no Google.

Perguntas:

1- O que eu preciso para dirigir nos EUA, especialmente na Flórida?

A melhor resposta do mundo: “Depende” hehehe. Mas é verdade, depende da sua situação.

Situação 1: Turista. Se você vier como turista, vai precisar da sua habilitação brasileira válida com foto. Você pode dirigir pelo mesmo período que seu visto permite a estadia no país, ou seja, 3 meses. Algumas locadoras exigem a habilitação Internacional, algumas nao.

Situação 2: Vivendo nos EUA. Se você pretende morar nos EUA, pode dirigir com a carteira brasileira por um tempo até conseguir tirar sua habilitação. O período vai depender de cada estado. Cada estado americano tem leis próprias então o melhor a fazer é pesquisar na página do órgão responsável. Na Flórida, qualquer pessoa, pode dirigir com carteira de outro país ou estado americano por 60 dias.

2- Se eu estiver vivendo nos EUA e for pego dirigindo com carteira de habilitação que não é americana após 60 dias o que acontece?

Depende :-) Depende do motivo pelo qual você foi “pego”. Ser pego dirigindo pode incluir várias situações. Infringir uma lei de trânsito, se envolver num acidente de trânsito, uma batida policial, etc. Para a polícia da Flórida, dirigir após 60 dias sem a habilitação do estado, é a mesma coisa que dirigir sem habilitação e a punição é a cadeia. Não importa se você é americano ou estrangeiro. Recentemente eu estive em um acidente de carro e nem estava dirigindo. Um dos motoristas era americano, estava na Flórida por 6 meses e tinha habilitação de Ohio. Fiquei abismado quando colocaram as algemas nele. Ele nem era o culpado pelo acidente!? Mas não tinha a habilitação válida para o estado.

Se estiver ilegalmente no país provavelmente será deportado. Se for pego dirigindo além do limite de velocidade permitido aí a situação se complica...é considerado uma infração gravíssima dirigir acima do limite de velocidade nos EUA.

Se você for pego em uma batida policial, ou seja, você não fez nada de errado, só estava sem a habilitação americana porém “está vivendo legalmente no país” vai depender muito do seu comportamente perante os policiais. Eles farão muitas perguntas, dependendo da conversa você receberá no mínimo uma multa e no máximo o encarceramento. Por quanto tempo? Até que você pague a multa e escute todos os sermões...Pode ser algumas horas ou um ou dois dias. Nem pense em oferecer dinheiro aos policiais. É crime gravíssimo e daí você se complica. Nos EUA não tem o “jeitinho” brasileiro de resolver as coisas.

3- Se eu tiver habilitação internacional(PID), preciso da habilitação americana?

Vamos primeiro falar sobre o que é habilitação internacional. A PID (Permissao Internacional para Dirigir), habilitação internacional nada mais é que uma tradução da sua carteira de habilitação para o inglês e é reconhecida mundialmente. Só tem validade se apresentado junto com a habilitação original.

As informações não são muito precisas. Nos site da Embaixada Americana do Brasil em Recife diz que precisa da habilitação internacional. Em todas as locadoras que eu fui aqui nos EUA eles disseram que não precisa. Eu mesmo aluguei um carro em Miami com a minha habilitação brasileira. Geralmente ninguém diz absolutamente nada, mas é claro, se você se envolver num acidente, a habilitação internacional vai facilitar a leitura pelas autoridades.
De qualquer maneira mande um email para a locadora pendindo informação. Por telefone no 1-800 a atendente da "Dollar" me garantiu que só alugaria com a habilitação Internacional. Achei esquisitissimo e fui até a loja. No guichê o funcionario me disse que não precisava da habilitação internacional, pode? hrrrrrrrrrrrr

4- Eu posso viver nos EUA e dirigir com uma carteira de habilitação internacional?

Somente por um tempo determinado. Na Flórida somente por 60 dias. Depois vai ter que tirar a carteira de habilitação da Flórida. Cada estado muda, tem que consultar o órgão responsável.

Lembre-se que, mesmo americanos com habilitação de outros estados precisam tirar a habilitação do estado para o qual estão se mudando num período máximo de 60 dias. Isso porque nos EUA a carteira de habilitação é considerado o principal documento de identificação. Tem não somente sua foto, data de nascimento, mas também o seu endereço. O governo quer saber onde você mora. É uma questão de segurança nacional.

Ao contrário do que dizem as empresas que vendem a carteira internacional no Brasil, ela não é um documento obrigatório para poder se dirigir nos EUA pelo período de férias. Você pode dirigir com a habilitação brasileira mesmo. Em uma locadora de carros por exemplo, você apresenta a carteira de habilitação brasileira e ninguém questiona. No Brasil pra variar, ganha-se muito dinheiro com isso. Nos EUA pra tirar uma habilitação internacional (que é simplesmente uma tradução da sua habilitação) custa 15 dólares. No Brasil, em Sao Paulo de 150-399 reais.

Veja o video da picaretagem da PID no Brasil...

5- Qual é a vantagem então da carteira de habilitação internacional?

Você vai precisar dela se for dirigir em um país em que o alfabeto é muito diferente do nosso. Como os exemplos que eu já citei, Japão, Grécia, etc. Outra vantagem é que em alguns países turistas só podem dirigir com habilitação internacional. Em abril de 2000 estive na Itália e resolvi alugar um carro inesperadamente. Eu me informei no consulado italiano e a minha habilitação brasileira não me permitia dirigir no país. Tive que pagar uma autorização para dirigir. Paguei 200 euros mas a autorização durou 10 anos. Sinceramente não sei se ainda é assim.

6- Se um guarda me parar, que documentos eu precisarei apresentar?

Se for turista: Passaporte, carteira de habilitação válida e os documentos do carro.

Se for residente: Só a carteira de habilitação. Algumas vezes os documentos do carro. Isso porque os carros de polícia americanos tem um computador onde o oficial checa sua placa na hora.

Nos dois casos se for um acidente, os documentos acima serao exigidos mais o cartão da cia de seguro em casos de acidentes que causem um prejuízo superior 500 dólares.

7- Como faço para tirar a carteira de habilitação americana?

Bom, deu pra entender não é? Você so pode fazer isso se estiver legalmente no país.
Você vai ter que prestar os exames teórico, de vista e de direção (prático). Mesmo que tenha habilitação de outro país.

a- Primeiramente vá ao órgão responsável (procure no google) e pegue o folheto das leis de trânsito para estudar para o exame teórico. E gratis. Agende pela internet o dia e hora em que pretende fazer o exame. Agende para uma hora depois o exame prático.

b- Estude! Estude bem o folheto porque no teste caem detalhes pequenos como por exemplo tempo de encarceramento se for pego DUI (driving under influence – alcoolizado), o valor da multa, a que distância do carro que vem na contra mão tem-se abaixar o farol, limites de velocidade, procedimentos perante um onibus escolar, etc.

c- Compareça pra fazer o exame com 15 minutos de antecedência com todos os documentos (você pode imprimir a lista no site do órgão responsável).

d- Faça os exames e espere a habilitação chegar pelo correio. Eles te darão um documento provisório que você poderá apresentar se for parado pela polícia.
Manual do transito - estude!

8- Como é o exame teórico e prático?

O exame teórico é composto de duas baterias de 20 questões. As primeiras 20 são sobre leis(dificil!), as seguintes, as placas de trânsito (bem fácil). O exame é feito num computador e é de múltipla escolha. Você só pode errar 5 questões em cada.

O exame teórico é feito com seu próprio carro. Se não tiver carro, alguém tem que te emprestar um carro. O órgão não tem carros disponíveis para o exame prático. Mais uma coisa, se o carro não tiver seguro você não faz o exame. As seguradoras enviam um cartão com os dados do carro e a data de validade do seguro. Tem que apresentar esse cartão antes do exame prático. Não tem jeitinho nenhum ouviu?

9- O que acontece se eu não passar no exame teórico?

Você pode fazer outro em seguida. Pode fazer quantas vezes quiser, mas se tiver muita gente eles sugerirão que você estude mais e volte outro dia. Leia no meu post Carteira de habilitação da Flórida como foi minha experiência nesse dia.
letras miudas e muito conteudo

10- O que acontece se eu não passar no exame prático?

Tem que agendar um novo e fazer de novo. Não é preciso fazer o teórico novamente. Não tem exame psicotécnico e o exame de vista é feito la na hora em uma pequena máquina que você coloca seu rosto e lê uma das pequenas linhas da borda. É feito pelo atendente mesmo, nada de médico oftalmologista.

11- Quais os documentos necessários para eu tirar a habilitação na Flórida?

Tem que consultar o órgao para casos mais específicos. Mas para residente tem que levar a habilitação atual válida (brasileira pode ser), o número de seguro social, 2 contas em seu nome(celular, luz, etc), passaporte com visto e cartão do seguro do carro. As fotos são tiradas lá mesmo.

No caso de estudante é preciso o passaporte com visto, habilitação brasileira válida, o I-20 (documento que a escola/faculdade te forneceu – é como um atestado de matrícula porém bem mais detralhado), 2 contas como a acima e cartão do seguro do carro. Estudande não tem SSN (social security number).

Turista nao pode tirar carteira de habilitacao da Florida.

12- Por quanto tempo é válida essa habilitação?

Ela é válida pelo mesmo tempo do seu visto. Porém vem escrito “temporary” na habilitação. Uma vez por ano tem que voltar lá e renovar. Não é preciso fazer os exames novamente.

12- Que carros os brasileiros podem dirigir nos EUA?


Os brasileiros podem dirigir qualquer carro de passeio, caminhonete, SUVs e Vans de até 15 passageiros com a habilitação brasileira comum. Nada de categorias especiais... Se o condutor for menor de 25 anos o seguro sai mais caro, mas pode dirigir assim mesmo. Não convem ter mais que um motorista por carro. Paga-se por volta de 16 dolares por dia pelo segundo condutor.

14- É difícil dirigir nos EUA?

Não, mas é preciso tomar alguns cuidados. Para alguém que viveu a maior parte da vida em São Paulo como eu, é preciso tomar “muito” cuidado. A diferença principal que eu vejo entre o modo de dirigir do brasileiro e do americano é a seguinte: O americano toma muito cuidado. O carro é considerado uma arma. Por exemplo, no Brasil as pessoas páram para os carros, nos EUA os carros páram para as pessoas. Precisa tomar muito cuidado porque a pessoa abaixa a cabeça e atravessa. Se você atropelar alguém é cadeia certamente. Brasileiro ou americano, não importa.

O limite de velocidade nas ruas entre casas é de 30 milhas por hora. 90% respeita e eu também. No princípio parece muito devagar. Depois acostuma-se.
Perto das escolas existe uma placa com luzes no topo. Quando as luzes estiverem piscando(horario de entrada e saida das escolas) tem-se que reduzir a velocidade para 20 milhas por hora. Nestes pontos existe fiscalização pesada para seguranca das crianças.


Reduza a velocidade se a luz estiver piscando



Tem que se parar em TODOS os sinais de STOP. Mesmo que não tenha carro algum ou mesmo se o carro a sua frente parou e você também. Quando ele sai você não pode sair atrás dele sem parar. Avança um pouco até a faixa e pára novamente. O carro de trás faz a mesma coisa.

Num cruzamento sem farol com sinais de STOP sai primeiro quem parou primeiro. Depois um a um os carros vão saindo. É impressionante a organização.

Outra coisa é que existe faixas específicas para virar à direita ou à esquerda. Uma vez nelas, não se pode trocar de faixa. A lei é rigorosa. Tambem nao se pode trocar de faixa em meio a um cruzamento. Troque de faixa antes ou depois do cruzamento, nunca no meio dele.

Ao mudar de faixa precisa-se ligar o pisca. Uma amiga minha brasileira foi parada por um policial porque trocou de faixa sem sinalizar. Meu primo teve que chorar pra não ser preso pois estava muito acima do limite de velocidade permitido, coisa que muitos brasileiros e paulistanos parecem que tem orgulho em fazer.

Em todos os farois é permitido virar à direita no sinal vermelho, exceto aqueles que tem o sinal de proibido virar à direita "On Red". Eu sempre esqueco e fico parado, até alguem me lembrar com uma businada que eu posso virar à direita no farol vermelho. Mas tem que se parar por um momento e olhar pra esquerda pra ver se nao tem carros. Se estiver livre voce pode virar.

Tomando cuidado e dirigindo sem pressa qualquer brasileiro vai se dar bem no trânsito americano.



Espero ter respondido as perguntas dos que têm visitado o blog. Qualquer dúvida, por favor deixe um comentário que eu adiciono a resposta no post.

Abs!












terça-feira, 3 de agosto de 2010

Na Terra do DIY eu também queria tentar....Nunca mais!

     Nunca mais....sempre me disseram que nunca se deve dizer nunca. Nunca se sabe se o nunca vai ser mesmo pra sempre ou se o nunca irá se repetir. De uma coisa eu sei. DIY não é pra mim. Mas afinal o que é DIY? DIY é a abreviação de “Do It Yourself”. Faça você mesmo. Aqui nos EUA e Canadá tem até mesmo um canal de TV pra isso, o DIY Network. Você pode assistir no DIY como fazer diversas coisas você mesmo. Pequenas reformas, consertos, artesanato, costura, pintura, instalação e por aí vai...Pode ver os shows online.

     Muitas pessoas acham que o americano é louco por DIY. Claro que dá uma satisfação danada fazer alguma coisa que outras pessoas vão considerar o máximo. Mas eu acredito que não é por esse motivo que o americano ‘pratica’ DIY. O americano é louco sim, mas por outra coisa. Economia. Tema principal de quase 100% dos comerciais de TV. Onde economizar...Por esse motivo o americano se mete a fazer qualquer coisa. A mão de obra de reforma, construção, pintura, etc é ca-rís-si-ma! Muito mais que no Brasil!! Então se você quer economizar tem que fazer você mesmo – DIY!

     A rede de lojas Home Depot é a mais famosa aqui. É como se fosse um C&C construção do Brasil. Eu sempre fico muito impressionado com os preços. Barato, eu acho. Eles nem tanto. Talvez seja a minha memória sul americana que me faz pensar assim.

    Muito interessante também são as invenções. Um exemplo: Um copo de por tinta para pequenos detalhes com suporte anatômico para a mão e ímã que segura o pincel dentro dele enquanto você faz coisas com a outra mão. Demais! hehehe. Fita adesiva que sai facil mesmo depois de 2 anos!

Mas vamos à minha experiência.

Projeto: Reforma completa do Banheiro e pintura no quarto da Louise (mãe do Bobby)

Tempo: 5 dias (o tempo que ela passaria em Las Vegas visitando seu filho Jimmy)

Orçamento: 300,00 dólares

     Inspirado por tantos programas de TV no HGTV e DIY resolvi tentar. Já enfrentei muitas reformas no Brasil, mas nunca pus a mão e fiz completamente sozinho. O Bobby nem poderia ajudar porque trabalha de dia e vai na faculdade à noite.

     Minhas férias começariam no mesmo dia que ela embarcaria para Las Vegas. Ela não sabia de nada, eu e o Bobby faríamos tudo por debaixo do pano. :-)

     O Banheiro da Louise estava terrível. Anos atrás eles tiveram um vazamento no telhado que corria por dentro do Dry Wall (parede de gesso) e foi deteriorando tudo. Um refinanciamento da casa possibilitou a troca completa do telhado que custou 16 mil dólares. Mas o banheiro ficou parado no tempo...

     O papel de parede do banheiro metade já tinha caído, a outra metade estava embolorada. O chão repleto de poeira, o vazo sanitário – sem comentários...

Dia 1 – Movi a maioria dos móveis do quarto para a sala de jantar. Aglomerei o resto dentro do quarto no centro. Cobri. Comecei a retirar o papel de parede do banheiro.
Para tirar o papel de parede primeiro você precisa tirar a primeira pele. A segunda pele fica presa à parede com a cola. Então agora você precisa aplicar um spray que você pode fazer em casa mesmo com água fervendo e amaciante. Espera-se uns 5 minutos e raspa-se com uma espátula. Trabalho árduo, cansativo, me deixou com dores nos braços. Depois de retirado precisa-se lavar as paredes e secar. Fiquei até 9:30 da noite somente no banheiro com o papel de parede.

Dia 2 – Comecei a pintura do quarto. A Louise disse um dia enfaticamente que não queria cor nenhuma nas paredes. Ela adora purple (púrpura ou violeta) mas não queria nas paredes. Que chato! Mas não me intimidei. Fiz um desenho para quem estava financiando o projeto (Bobby) e ele aprovou. Uma moldura em meia parede ao redor do quarto dividiria a parede em duas cores. Branco na parte de baixo e um violeta claro na parte de cima. Decidi colocar o violeta na parte de cima porque embaixo seria totalmente escondido pelos móveis. Completei a pintura do quarto inteiro, incluindo o teto. Fui 4 vezes ao Home Depot. O violeta que escolhi achei muito escuro na parede por isso fui trocar. Mais 25 dólares!

Dia 3 – Pintura do Banheiro. No processo de retirada do papel de parede, muita parede saiu também. Hehehe Então tive que “arrumar” as paredes com massa antes de pintar. Passei o dia inteiro preparando as paredes, lixando e pintando. A essa altura já estava arrependido. A cada hora pensava...Onde eu estava com a cabeça? Eu não consigo ficar quieto no meu canto mesmo...

Dia 4 – Já estava pensando em desistir. As dores no corpo estavam insuportáveis. Os braços pareciam que iam cair de tanto pintar, esfregar, raspar, desparafusar, lixar, e mais outros “ar” que eu não me lembro agora. A tia do Bobby faleceu nesse dia e ele foi dispensado do trabalho quinta e sexta feiras. Deus ouviu minhas preces. Ele vinha em meu auxílio. Fomos ao Home Depot e compramos o vaso sanitário, válvulas novas, pia e gabinete, torneira, e madeiras para a reconstrução do mini gabinete de parede que os cupins comeram. Ficamos até 11 da noite só no banheiro sem instalar nenhuma das peças. Só reconstruindo o mini gabinete, paredes, e buracos na parede. Também instalamos a moldura (rail chair) no quarto.

Dia 5 – Ultimo dia. Graças a Deus! Umas 10 viagens ao Home Depot. A cada hora um problema novo aparecia, uma peça faltava, uma peça de medida errada, um novo vazamento, um parafuso que não segura, etc, etc, etc. Estávamos esgotados e não víamos a hora de acabar. Louise chegaria no dia seguinte de manhã. O quarto tinha que ficar pronto essa noite. No meio do dia saímos ao Target (adoro o Target!!) pra comprar alguns acessórios. Também ao Bed Bath & Beyond pra comprar um novo edredom púrpura para o quarto. Tudo ficou pronto à 1 da madrugada, incluindo toda a limpeza. Tomei um comprimido pra dor e fui dormir.



Sábado – Abro meus olhos e vejo o relógio digital. 9:53 da manhã. Louise chega às dez e meia. Tenho que levantar! Quase não consigo, meu corpo todo dói. Parece que fui atropelado ou que levei uma surra. Buscamos a Louise no aeroporto. Ela entra na casa e dirige-se para seu quarto e...WOW!? OH My God!! O que vocês fizeram? E chorou...abraçou, beijou, etc...Completamente feliz da vida. Adorou a pintura das paredes do quarto(uuffaaaa!!)

Valeu a pena? Sinceramente não sei. Financeiramente sim. Emocionalmente e fisicamente não. O estress encurta sua vida. Te consome e demora bastante tempo pra você se recuperar.

Com todos os contratempos e extra despesas a reforma totalizou 792,36 dólares. Quase o triplo do orçamento original. Muito pelo fato de que o Bobby quis trocar tudo por peças novas (válvulas, canos, etc). Pelo menos, muito mais barato que o orçamento do construtor: 3.500,00 dólares pelo mesmo serviço. Mas para falar a verdade, com eles ficaria mais profissional. Acabamento bem mais perfeito.

Nunca mais?! Não sei, talvez eu precise. Talvez não. Mas se tiver dinheiro pago pra alguém fazer. DIY não tem graça nenhuma hehehe. Eu sei que tem gente que adora. Sinceramente não é pra mim. Não tenho força fisíca nem as habilidades pra tal tarefa o que torna tudo mais difícil. A facilidade com que você vê as pessoas fazerem na TV é mentira viu? Quando se pega em uma pá cheia, ou se passa 30 minutos pintando um teto com o rolo, sente-se que não é fácil coisa nenhuma. 1 quilo vira 5. 5 vira 10!! Principalmente se você não está acostumado.

Para minha salvação eu ainda tinha uma semana de férias. Passei todos os dias fazendo ABSOLUTAMENTE NADA!!!!! Afinal todo trabalhador tem direito ao seu descanso. Todos os dias seguintes entrei no quarto e me senti orgulhoso ao ver o que eu tinha imaginado se tornar realidade.








Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...