sexta-feira, 29 de julho de 2011

A matemática e os alunos nos EUA

Para quem não sabe essa é a minha terceira faculdade, sem contar as especializações que eu fiz no Brasil. A faculdade aqui é bem fácil, muito mais do que eu imaginava. Por exemplo, eu já fiquei com A de média em três matérias relacionadas com a língua inglesa (Speech, Information Literacy e English Composition I) enquanto americanos ficam com B e C, e muitos até são reprovados. Uma coisa interessante é que 80% das notas são compostas de trabalhos enquanto os exames valem no máximo 10%. O restante é presença e participação. Mas a matemática foi o que mais me impressionou e vou contar o porquê.

Eu não consegui que a minha faculdade pública no Brasil enviasse aqui para os EUA um histórico discriminativo do conteúdo dos Cálculos I, II, III e IV que cursei na FATEC-UNESP em SP. Por conta disso, eu tive que cursar College Algebra aqui NOVAMENTE. Fiquei muito desanimado, mas ao mesmo tempo curioso de saber como seria o curso ou como este seria ensinado. Qual seria o método pedagógico? Tradicional, construtivista ou outro? O professor, Mr. Bartlett é uma figura, no mínimo, intrigante. Mr. Bartlett só tem um braço e o outro é um gancho como o do Capitão Gancho no Peter Pan. Munido de pensamentos positivos me danei para o primeiro dia de aula.


Mr. Bartlett é um ótimo professor
As aulas não técnicas aqui na faculdade são de 4 horas da mesma matéria. Muito cansativo. O pequeno “break” a cada 50 minutos nem sempre é respeitado. As aulas são somente uma vez na semana. E a matemática? Básica demais. Ficamos semanas fazendo exercícios de regras de sinal, contas com fração do tipo ¾ + 1/3 e assim por diante. As listas de exercícios de lição de casa são imensas e poucos fazem. Enquanto o professor explica a matéria para os alunos eu já vou fazendo a lição da semana que vem. Desde a hora que chego (8 da manhã), até por volta das 11 da manhã eu já terminei toda a lição. E o que isso me custou? 15% da nota diminuída por não participar e não prestar atenção! Justo...
Descobri, perguntando para os outros alunos que, equações e gráficos que eu ensinava para os meus alunos da antiga sexta série (atual 7º ano), eles só aprendem no Ensino Médio! (antigo colegial) Fiquei pasmo e confuso. São os americanos atrasados ou nós brasileiros que ensinamos coisas para crianças de 12 anos que não fazem o menor sentido? Eu não tenho essa resposta...
Realidade do Ensino Fundamental do Brasil e Ensino Médio nos EUA.
Somos adiantados ou irracinais? Sinceramente eu não sei...
É evidente que a escola pública americana está atrasada em relação às boas escolas particulares do Brasil e adiantada em relação à escola publica brasileira onde, pasmem, pessoas saem do Ensino Médio sem saber escrever, graças ao nosso maravilhoso e inovador sistema de ciclos “anti-repetência”.
O único projeto interessante que Mr. Bartlett propôs foi uma simulação de aquisição de casa própria calculando os juros, valor principal, anos de financiamento, etc. Somente 4 alunos em 25 entregaram. Lógico que eu entreguei.

E nos exames como me saí? Mesmo sendo professor de matemática por uma década não obtive 100% em todos os exames. Do tempo de 1 hora permitido para o exame eu usei 5-10 minutos e claro, cometi erros de distração. No primeiro exame eu fiquei com 10,6 (todos os exames tem pontos extra-créditos). No segundo que eu demorei mais fiquei com nota 11. O terceiro com 9,6 (outros erros de distração). Mr. Bartlett sabe meu nome e ministra suas aulas olhando praticamente só pra mim. O que me deixa chateado porque na maior parte do tempo eu estou fazendo a lição de casa. Mas outra coisa me deixa mais chateado.
A primeira vez que tiro 11 em uma prova. :)

Primeiramente o que me deixa chateado é que 50% dos alunos vão embora na metade da aula. Embora ele advertisse contra o “maldito celular” a todo momento um toca. Às vezes duas ou três vezes o celular da mesma pessoa! Uma falta de respeito total com ele e com os outros. Mas isso parece ser uma característica dos hispânicos(99% portoriquenhos) da sala. Não se importam com ninguém. Levam seus laptops, assistem desenho e de vez em quando o som dispara e tira a atenção da classe inteira. O professor não fala nada. Assim como no Brasil, as instituições particulares estão de certa forma, nas mãos de quem paga. E escola particular nenhuma quer perder aluno. Nem mesmo o professor que, se assim acontecer, pode perder o emprego também.
Mas deixe-me contar um pouco o que os hispânicos fazem na sala de aula. É preconceito da minha parte identificá-los assim? Alguns dirão que sim, mas preciso diferenciá-los dos outros que, em 90% dos casos, são educados. Vou fazer uma lista do que tenho observado. É claro que isso não é uma regra mas é o que a maioria faz. Eu sei que tem a ver com educação, cultura latina que é mais descontraída. Sei que muitos nem percebem o quanto incomodam. Uma senhora chamada Carmem que é portoriquenha tornou-se uma de minhas melhores colegas da escola. E ela também se irrita com as atitudes do próprio povo. Outro dia ela disse no meio da aula para umas garotas: “não é à toa que temos essa má fama aqui nos EUA” Mas como estou na terra do freedom of speech vamos lá:
1-    Chegam atrasados todos os dias. Uma garota outro dia chegou às 12:15. Vale dizer que a aula começa às 9 e termina à 1 da tarde.
2-    São extremamente barulhentos. Assim que chegam, com a aula em andamento, arrastam a cadeira, derrubam uma série de coisas e ainda falam “droga!” alto.
3-    Conversam o tempo todo inclusive dão risadas.
4-    Não colocam os telefones no vibra. O telefone da mesma pessoa toca no meio da aula até mesmo 3 vezes!
5-    Saem na metade da aula.
6-    Não fazem a grande maioria daslições e trabalhos. Alguns não fazem absolutamente nada.
7-    Assinam a lista de presença e colocam no meio das coisas deles. O professor tem que parar a aula e pedir que todos olhem em seus materiais em busca da lista. Sempre o fulano ou fulana “sem querer” colocou no meio das coisas deles. Acontece em quase todas as aulas. Ai meu estômago...
8-    Pedem tudo emprestado e “esquecem” de devolver.
9-    Todas as mulheres acham que são a Jennifer Lopez (com 20kg a mais). Uma delas me disse que adora o Brasil. Adora o Carnaval, o samba, funk e os biquines fio dental. Ela sabe vários passos de Funk. Finíssima... (Quanto mais eu fujo do Diabo...) Fui convidado para uma festa das meninas portoriquenhas da minha classe em um restaurante e resolvi não ir porque, como dizia minha avó, "quem anda com porco come farelo..." Fiquei sabendo que eles foram expulsos do restaurante porque fizeram guerra de comida. (???)
10- Falam muito mal o inglês. Às vezes não se entende o que dizem embora vivam nos EUA por anos. Uma delas outro dia que vive aqui por 15 anos me perguntou sobre meu Baum. E eu..o quê?? Seu Baum, como você fez? Excuse-me?? Baummmmmmmmmmm (e fica nervosa sabia??). Ela queria dizer Bathroom (banheiro, que se pronuncia béthrum) :@
11- Só falam espanhol na escola e se você permitir, obrigam você a falar com eles na língua deles. Falam mal dos professores em espanhol no meio da aula (de alunos americanos  e outros também). Um dia falaram de mim e eu olhei diretamente pra elas. Ficaram pálidas...
12- Têm uma atitude de despeito. Sempre têm algo de negativo a dizer sobre o trabalho de qualquer aluno que não seja hispânico (como eu) e torcem o nariz quando você recebe uma nota 10. Nos trabalhos de baixa qualidade (feitos em 30 min) de colegas de mesma nacionalidade acham todos os pontos positivos na hora da crítica e acham injusta e preconceituosa a nota do professor e críticas positivas dos outros alunos.
13- Não importa quão espetacular o meu trabalho ou de qualquer outro aluno não hispânico esteja eles vão dizer: “Não gostei”.
14- Reclamam de tudo. São preguiçosos. Outro dia pediram pra eu dizer que não tinha feito o trabalho também, assim a professora não poderia dar zero para a classe toda. É lógico que eu disse não. E ainda aproveitei pra dar um sermão sobre educação, civilidade, responsabilidade, etc. Eles me odeiam eu sei.
Ou na Route 66
Chega não é? Outro dia eu disse ao Robert que vou terminar o curso com uma úlcera de tanto nervoso que eu passo na escola. Foi realmente uma decepção ver a atitude dessas pessoas na escola. Conversando com o Robert ele me disse que na escola dele é a mesmíssima coisa. Eu fico calado porque não quero apanhar no meio da rua, entende? Mas é claro que mesmo a maioria se comportando assim, alguns são exemplo de educação como a Carmem e a família dela. Desculpe se esses meus comentários ofenderem alguém. Não é minha intenção, só quero mostrar a realidade e as coisas que observo todos os dias na faculdade. Demorei 2 anos para me convencer que essa era a atitude da maioria.
Por essas atitudes muitos estão sendo expulsos da escola pelo governo americano. A regra é: Se você tem um empréstimo com o governo (98% de todos os alunos têm) e está estudando às custas dos impostos que população paga, só pode repetir no máximo, 10 matérias por ano, seja lá quem for. 10 matérias por ano????? Eu não reprovei nenhuma em 2 anos?! Muitos repetem 9 em 6 meses e daí têm que sair da faculdade porque é evidente que não estão aproveitando o curso. E quando este terminar terão usado 100 mil dólares do dinheiro público que, é lógico, não irão restituir. Calote na certa! Às vezes eu comento com eles. Se vocês soubessem quanta gente pobre no Brasil gostaria de ter a oportunidade que vocês têm de estudar com financiamento de 100% dos estudos... mas pouco adianta.
Minha professora preferida, Gib. Eu a chamo de TT (Tailandesa Talentosa)
Professora de introdução ao desenho, desenho técnico, projetos de interiores, ilustração, e mais 5 outras.
O braço dela é uma régua. Vejas as linhas do desenho! A mulher é o que há!


65 comentários:

  1. Renato, achei esse post interessantissimo! Eu faco faculdade aqui tb e assim como voce, eu e minhas amigas que fazem faculdade aqui nos EUA, tambem sentimos essa facilidade para tirar notas altas. Eu lembro de ter americanos em aulas de redacao desistir da aula porque estavam tirando notas baixas. Nao tinham a minima nocao de como fazer uma redacao, nem mesmo escrever direito. Aulas de anatomia, nossa, eles aprendendo na lingua deles tinham dificuldade, e eu que falo portugues, tirava soh A. Eles realmente se surpreendiam. "como que a menina de outro pais tira A em todas as provas e a gente nao consegue"? Mas apesar de eu sentir uma invejinha por parte deles, eu nunca senti esse tipo de inveja malvada que voce sofre dos alunos que estudam com voce. Pelo contrario, eles realmente me tratam super bem. E quando to com medo de algo, alguma apresentacao e coisa parecida, eles me dao a maior forca. Tanto hispanicos, quanto Americanos e Nativos- Americanos (tem muitos no Estado que moro agora). Gracas a Deus nunca tive problemas com os alunos. Mas confesso que jah notei sim algumas caracteristicas de comportamento de hispanicos que voce colocaou aqui. Jah vi sim acontecer de varios chegarem atrasados na aula, usarem laptop e ficar no fb enquanto a professora ta dando aula... isso me irritava. Mas por outro lado, acho que esse comportamento depende do professor. Era muito rado um professor ou professora aceitar esse tipo de comportamento. Alguns tiravam pontos dos que chegavam atrasados ou iam embora antes da aula terminar. E esculachavam quando tinham que esculachar dando licao de moral nesses alunos. Entao existe sim professor rigido aqui.
    Quanto a matematica, eu tive estudei em escola particular no Brasil e tive tudo no colegial (ensino medio), soh que na epoca eu colava, nao aprendia nada. Entao quando entrei na aula de algebra aqui eu entrei em desespero de ver aquilo tudo de novo. Cheguei a chorar quando cheguei em casa nos primeiros dias de aula. haha
    Meu marido com paciencia me ajudou, e aos poucos fui aprendendo e pegando gosto. Tambem soh tirei A's. Tive apenas duas aulas de algebra porque as anteriores eu consegui "eliminar" depois que fiz um teste na propria faculdade pra saber que nivel eu estava. Entao eu nao precisei fazer a aula de algebra onde tinham apenas coisas basicas como fracoes e equacoes. Eu jah pulei pro nivel acima. Talvez de voce tivesse feito esse teste, tivesse eliminado essas aulas que teve que fazer. Nao sei se depende da faculdade, mas as duas que eu estudei aqui (em dois estados) ofereciam esse teste pra gente saber em que nivel estamos em matematica, reading and writing.

    Quando aos Americanos serem "fraquinhos" na faculdade, e terem dificuldades em tirar notas altas, eu tenho uma explicacao para isso. Algumas amigas minhas que sao brasileiras jah estudaram em High School aqui nos Eua e elas dizem que eh muito, muito mais facil do que no Brasil. Enquanto no Brasil nos temos que passar os 3 anos de High School fazendo fisica, quimica, matematica, e tudo o mais como materias obrigatorias, aqui nos EUA eles nao sao obrigadoa a fazer todas. Eles tem uma lista e um limite de creditos que tem que escolher. Por exemplo: eles estipulam que um aluno no High school tem que fazer pelo menos 3 creditos de aulas em ciencias, 6 creditos em aula de arte, e assim vai. As vezes eles ateh podem escolher entre uma materia e outra. Ou seja, claro que eles escolhem as mais faceis, como por exemplo Arte ao inves de Quimica ou writing. Aih chegam na faculdade assim "crus" sem nocao de nada. Enquanto que nos brasileiros, que tivemos todas essas aulas no Colegeil, tiramos de letra.

    Numa estatistica de paises com ensino escolar forte e preparado, os EUA estao bem abaixo de paises na Europa, e ateh mesmo abaixo do Brasil.

    Eu realmente aproveito neh. De 13 aulas que fiz pra pre-requisitos aqui de enfermagem, todas eu saih com A. Mas dizem que o programa de enfermagem eh rigido, entao nao sei como me sairei.

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  2. Nani
    Obrigado por contar os detalhes. É bom assim todo mundo fica por dentro. De olhar o nível dos alunos eu percebi que o Ensino Médio americano devia ser muito fraco mesmo nas escolas públicas. No entanto, deve ser superior ao Ensino Médio da escola pública do Brasil, que desse assunto eu conheço bem. Aqui ao lado de casa tem uma escola particular que parece um castelo. Lá sim tudo deve ser diferente!
    Quanto aos alunos, acho que é uma coisa típica da Flórida sabia e dos portoriquenhos que são 25% da população. Os americanos e estudantes de outros países são assim como você disse, dão o maior apoio e ajudam no que você precisar. Nas aulas também eles vêm me perguntar sobre as intruções que foram dadas na língua deles! Acho porém, que é um problema de entendimento, de raciocínio e não de linguagem. Muits não sabem nem mesmo como estudar e como se organizar. Por isso depois do colegial vão paras as comunitie colleges né? Eu estou aproveitando bem o curso e já aprendi a anular as más influências. Mas também eu tenho 42 anos enquanto essa turma toda ainda está com a cabeça na balada.
    Mais dois anos e eu acabo. Espero ficar com GPA 4.0 como estou até agora! :)
    Boa sorte pra você. Enfermeira nos EUA tem futuro viu!
    Bjs

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  3. Renato, fiquei aqui me lembrando daquele filme "Ao mestre com carinho" Que raiva que dá ter "colegas" que não valorizam o que está sendo ensinado.Essa mistureba de culturas deve ser mesmo difícil de conviver, juntando a imaturidade, aí já era.
    Mas o seu sucesso tá garantido, tenho certeza.
    mil beijos Simone

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  4. É verdade mesmo Simone. Muita imaturidade aliada à má educação.
    Obrigado! Mas até lá tem chão!
    Bjs

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  5. Renato,

    Eu estudei em uma escola publica aqui nos EUA, high school, durante um ano, e tambem estudei varios anos em escolas publicas Brasileiras. Acho as escolas daqui muito mais fracas que as escolas Brasileiras. Ja comecando pelo fato de que aqui, os alunos podem escolher as materias que querem fazer. Entao, alunos que nao gostam de Matematica, podem escolher Historia, Geografia, Teatro e outras materias e sairem da escola sem base nenhuma em Calculo, Biologia ou Quimica por exemplo.
    No Brasil, as escolas podem ser fracas, mas os alunos sao obrigados a estudar todas as materias, isto faz uma grande diferenca. Por estas e outras ha tantos Americanos que nao sabem aonde fica o Oceano Atlantico ou o Pacifico.
    Os alunos aqui so estudam pra valer quando escolhem uma faculdade especifica, depois de concluir o Colege, quando se comeca um curso de Engenharia ou Medicina por exemplo.
    Nao ha duvida que ambos os paises, tanto os EUA quanto o Brasil precisam investir muito no sistema educacional publico.
    Ja na Europa ou Japao por exemplo, a historia e completamente diferente, o nivel e muito superior.


    Ray

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  6. "Sempre têm algo de negativo a dizer sobre o trabalho de qualquer aluno que não seja hispânico (como eu) "

    Brasileiro não é hispânico uai?

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    Respostas
    1. Não, brasileiro é lusófono. Hispânico é quem fala espanhol!

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    2. Não, brasileiros são lusófonos. Hispânicos são aqueles que têm como língua-mãe o espanhol!

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  7. Ray
    Eu não conheço a escola pública americana mas percebo que os alunos da minha faculdade que veem diretamente do EM são fraquíssimos, totalmente despreparados. Alguns não sabem usar um estilete, ou cortar reto com a tesoura.
    Eu estudei em escola pública no interior de SP até 1980 (ainda era bom). Quando fiz o 1 colegial no interior novamente em 1985 já era péssimo. Voltei para SP e fui matriculado (junto com meu irmão) em escola partcular novamente. Quase reprovei e meu irmão foi reprovado.
    Agora da escola pública do Brasil eu posso falar com autoridade porque fui professor tanto na pública como na particular. Eu duvido que algum professor aqui nos EUA tenha tido que comprar giz do próprio salário para usar na sala de aula. Eu e meus colegas já tivemos.
    E agora com a aprovação automática a coisa ficou de dar medo. Tem gente analfabeta se formando no Ensino Médio...
    Existe a reprovação mas, se os professores insistirem muito, a escola corre o risco de perder uma coisa similar ao PLR (participação nos lucros e resultado), e como os salários são uma miséria ninguem reprova ninguém. Os alunos que desistem mesmo.
    Concordo com você, precisa haver um investimento em educação como foi feito na China. No entanto li essa semana que o governo do Rio vai usar 23 milhões do dinheiro dos cofres públicos para construir telões para a Copa do mundo.
    ã?
    Abração!

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  8. Eduardo
    Brasileiros que não são descendentes de espanhóis são chamados aqui de latino americanos "não hispânicos" (Como eu)
    Você não sabia uai?
    Meus bisavós e parte dos avós são portugueses e italianos

    Dicionário: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php

    hispânico
    his.pâ.ni.co
    adj (lat hispanicu) Que se refere à Espanha, ou aos antigos habitantes da Península Ibérica onde hoje fica a Espanha. Var: hispaniense, hispano.

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  9. Não, não sabia. Pensei que do México para baixo fosse tudo a mesma b*sta. Hispânico, latino...

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  10. Esse é um pensamento americano hehehehe :-)

    Eles é que acham que pra baixo do México só tem hispânico. Não sabem que no Brasil tem africanos, alemães, italianos, portugueses, japoneses, chineses e que estes, não são hispânicos...
    Também chamar alguém de latino é errôneamente identificado com os espanhóis. Latinos são todos os povos de línguas originárias do Latim que era falado pelos Romanos (italianos!)
    Portanto os italianos e portugueses são latinos também!
    Mas hoje se fala "latino" aquele que vem da América Latina e todo mundo já relaciona com os espanhóis.
    Abração!

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  11. Um adendo:
    Relaciona "só" com espanhóis. Espanhóis também são latinos.

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  12. Renato,

    Durante a minha vida escolar, sempre tive problemas com matemática. Fiz Kumon durante muito tempo, aulas particulares, vivia de recuperação, só para vc perceber como era a minha situação. Fui fazer Direito, e lá não tem nenhuma mísera aula de matemática, nem para fins trabalhistas (calcular valor da hora extra, juros etc). Desde então, a minha matemática se restringe as quatro operações e a regra de 3 e vivo muito bem assim. Tudo isso aconteceu 100% no Brasil. Aí, nesse mês de julho, fui fazer o tal do GRE para o mestrado nos EUA, que, como você bem sabe, cai matemática. Por falta de tempo, apenas estudei para a parte de inglês. Resultado: fiz 360 pontos em inglês (me ferrei bonito) e em matemática tirei 710, de uma nota máxima de 800 pontos. Vai entender.

    Thais

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  13. Thais
    A parte de inglês do GRE é a prova mais difícil que eu já fiz na minha vida. Reprovei é claro por 2 pontos. Por causa da crise, muitas faculdades tiraram a obrigatoriedade do GRE- ufahh
    Mas precisa-se estudar o livro do GRE para inglês. Pra você ter uma idéia, 75% das palavras usadas no GRE eu nunca tinha visto na minha vida mas não fique triste. Minha "professora" de inglês da faculdade nos contou que também foi reprovada no GRE e que a maioria dos americanos que não fazem um curso preparatório para GRE, reprovam. É difícil mesmo. Mas a matemática que cai é a que vai até só a sexta série do Brasil então você se safou! hehehe
    Bjs

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  14. De nada Renato. Adoro seu blog e ler sobre as suas perspectivas. Quanto ao High School aqui ser melhor do que o ensino publico no Brasil, tambem concordo com o que o RAY falou. Nao eh o nivel de qualidade de ensino, mas sim o fato de aqui os alunos poderem escolher as materias que querem fazer, deixando as mais "dificieis" de lado. Entao quando chegam na faculdade eles ficam perdidos.
    Quanto a eles acabarem indo para uma Community College, esse fato de eles virem despreparados do High School nao eh o motivo principal. Pois tem muitas Universidades que alunos despreparados entram tambem. O fato de a maioria acabar indo pra uma Community College primeiro eh a diferenca de preco (cedilha). Primeiro eles fazem as materias gerais e pre-requisitos numa Community College, onde o credito eh bem mais barato do que o credito numa Universidade, pra depois transferirem pra Universidade e sair com o Diploma da Universidade. Muitos fazem isso. As materias gerais e pre-requisitos que os alunos fazem numa COmmunity College sao exatamente as mesmas que eles fariam se comecassem numa Universidade. A mesma aula de algebra que voce teve na sua Universidade, eu tive na Community College, mas eu paguei mais barato por ela. haha To soh brincando. Soh pra ilustrar mais ou menos como funciona. Eu tenho estudado em Community College e vou terminar meu Associate's em Enfermagem nela. Aih quando terminar o Associate's em Nursing eu vou transferir para uma Universidade pra poder estudar mais um ano ou um ano e meio pra pegar meu Bachelor's. Desse jeito vai me sair muito mais barato, e no final vou sair com o mesmo diploma de Bacharel que quem estudou desde o comeco na Universidade que eu for transferir meu curso.

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  15. Renato,

    Eu não estou triste, já esperava ir mal na prova, pois não tenho inglês acadêmico. Fui lá mais para conhecer a prova. O que me deixou surpresa foi o resultado "outstanding" de matemática,hahahaha. Infelizmente, vou ter que dar um jeito de ir bem nesse negócio, porque todos as faculdades que eu quero exigem o GRE e duvido muito que, se eu conversar com as equipes de admissão, elas irão me aliviar.
    Aproveitando o gancho, deixe-me perguntar uma coisa: vc fez curso para o GRE em SP? Onde? Estou procurando, mas só acho curso para o GMAT. Nem na Alumni tem.

    Abraços

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  16. Obrigado Nani
    Então, enquanto na minha faculdade uma matéria custa 1575 o pessoal que esteve nas community colleges pagaram 250 por cada. Que coisa né? :(
    Bom, se no Brasil fosse assim como o High school daqui os professores de matemática morreriam de fome porque ô matéria pro povo odiar heheh
    Bjs

    Thais
    Eu fiz só o preparatório para o TOEFL que se não tivesse feito, acho que também não passaria. Sei que tem preparatório para o GRE em SP sim, um conhecido meu sabia onde era mas desde que cheguei perdi contato com ele. Procure que você acha. Você pode também comprar um livro preparatório e estudar 1 hora todo dia que acho que você consegue.
    Abs!

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  17. hahaha verdade! Morreriam de fome mesmo! Os de fisica entao!

    Eh uma diferenca grande mesmo no preco das materias. Alem da diferenca de preco de Universidade para Community College ainda tem diferenca de Estado para Estado, e as vezes Cidade pra Cidade.
    Aqui em New Mexico eu pago por 1 materia (de 3 creditos) 150 dolares! Sem brincadeira. Jah em Massachusetts uma materia numa Community College lah custa mais ou menos 350 dolares. E ainda nao podemos esquecer da diferenca de preco entre estudantes internacionais (com visto) e estudantes que tem residencia ou cidadania. Incrivel.

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  18. Renato,

    E triste, mas no Brasil, samba, pagode e futebol vem na frente de educacao.
    E uma questao e realinhar as prioridades.
    Mas acho que nem tudo esta perdido, tem muita gente boa, esforcada e trabalhadora lutando contra esses absurdos.
    E vou fazer um comentario cretino mas realista, no futuro, o Brasil vai precisar tanto de engenheiros, medicos e professores, quanto vai precisar de lixeiros, faxineiras e pedreiros. Aqui nos EUA eles dizem que sempre precisa haver os "Ditch diggers" "Cavadores de valas", ou seja, nao da pra todo mundo ser profissional liberal e ter formacao academica.
    Quando isto acontece, caso dos paises mais avancados da Europa, os paises entram em crise, pois nao ha mao de obra barata e abundante para trabalhar nas fabricas e para as posicoes que nao exigem Escolaridade.
    No caso do Brasil e o contrario, nos temos tantos "Ditch Diggers" que a economia do Brasil esta com uma defasagem de 30 mil engenheiros por ano, so para a economia continuar crescendo no ritmo que esta crescendo.
    O Brasil nunca importou tantos Engenheiros como agora, ha falta de mao de obra especializada em todos os setores da economia.


    Ray

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  19. É assim mesmo Ray. No entanto os engenheiros necessários para cumprir essas vagas são os que tem muitos anos de experiência. Meus colegas da faculdade de engenharia ainda estão em empresas ruins ganhando menos do que eu ganhava como professor na escola particular.
    Vi o que você falou na Suíça. Aqui na Flórida já acontece. Não tem americanos trabalhando nas lavouras de laranja e serviços como pintura. A maioria destes são brasileiros ilegais. O governador da Flórida disse que sabe que a indústria da laranja precisa dos imigrantes e disse que é preciso uma política de imigração que legalize esses trabalhadores porque os americanos mesmo não vão se dispôr a fazer.
    É mais ou menos o que acontece em SP com as empregadas domésticas e porteiros de apartamentos
    Abração

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  20. Nani
    É verdade, as community colleges pra estrangeiros com visto de estudante custam quase o que custa minha faculdade. Estuda aí em moça!! :)
    abs!

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  21. Oi Renato. Nosso me indentifiquei muito com o seu post. Entendo o seu lado. Eu estudei na UCF e também não tinha meus dezoito anos mais. Acho que a atitude também se deve a idade. Quanto ao uso do computadores, sem comentários.....Eu ficava de cara com todo mundo usando o laptop na cara dos professores pra ficar no chat ou no facebook. Mas tive professores bem rígidos que exigiam que todos os alunos anotassem tudo à mão e tinham que deixar o computador no chão.
    Dei muita risada com a aula de álgebra. Consegui transferir muitas matérias, mas a bendita da álgebra nem pensar....então tive que cursar, mas a sorte é que consegui uma aula no Valencia Community College pra economizar um pouco. Achei a aula até mais puxada que na UCF porque as aulas tinham poucos alunos e a professora era brava e dava muita lição de casa....coisa rara por aqui.
    Mas pra mim o pior desrespeito veio por meio dos atletas da faculdade (brancos, negros ou hispânicos). Nunca apareciam na aula com a desculpa que tinham que ir para o treino e na hora de trabalhos em grupos os professores eram obrigados a colocá-los em algum grupo. Obviamente ninguém queria aceitar pq. era pra carregar o cara nas costas com certeza. O pior era a postura da faculdade....Como os atletas trazem muito dinheiro para escola (através de patrocínios e transmissão de televisão) ninguém ousava a discipliná-los, já que a escola não quer perder nenhum aluno, principamente os que são a galinha dos ovos de ouro....Quando tinha jogo da UCF não tinha nem vontade de torcer com raiva desses caras folgados que sempre tiravam A.....
    Abraços. Tania

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  22. Oi Renato,
    Gostei demais deste post. E exatamente como eu me sinto em relacao a esse "pueblito" (claro que tem la suas excessoes).

    Que legal a Nani fazendo enfermagem no Novo Mexico. Meu apelido tbem e Nani (so em casa). Tbem faco enfermagem (em Massachusetts). Quem sabe um dia encontrarei com a Nani em alguma convencao de enfermagem por ai... (um abraco pra ela)
    Abracao pra voce Renato.

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  23. Adorei o número 9 da sua lista ! Pelamor !

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  24. Tania
    Esses esportistas tem vida boa não? Comportam-se como celebridades e só tiram A sem estudar!
    Quando eu era sócio do Clube Banespa em SP também não podíamos usar a quadra, o ginásio quando as "estrelas" estava por lá Afffff

    Eliane
    Pueblito é um sarro. Deixa eles saberem kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Abs!

    Anita
    Gente finérrima, não acha? Ainda bem que a sabedoria da minha avó me protege kkk
    Bjs

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  25. Renao

    os numeros de 1 ateeeee 15 nao sao taoo diferente da real brasilerada nao ???
    haha ....vc tem amigas super finas chiquee heinn !! CORAGEMMMMMMM ja percebi na foto uma das suas " cu leguinha" o cara de lavadaderaaaaa #faleieprontoo HAHA ..

    se forma logo e saia dessa roda ...vcnaomerece u.u

    fique bem reeee :D

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  26. Renato, um recadinho pra

    Eliane Borgert-Sbrizza:

    Eliane, entre em contato comigo, adoraria trocar ideias sobre Nursing. Jah morei em Massachusetts 2 anos e pretendo voltar um dia!!!

    elaine_guaru@yahoo.com.br

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  27. Ai meus sais!!! caiu e perdi tudo!!! eu sei q tenho q salvar, mas me pega de surpresa!!!
    O jeito que você conta fica muito hilário, esses alunos não merecem a oportunidade que estão tendo, quantas pessoas gostariam de aproveitar e bem tudo isso e não conseguem nem chegar até aí.Quanto ao conteúdo das disciplinas com relação ao Brasil acho que nós aqui temos que aprender muitas vezes teorias que não nos fazem sentido naquele momento e isso cria um tamanho desinteresse. Por fim, o básico fica meio capenga porque nem dá pra ser assimilado bem. Eu mesma na década de 60 aprendi na base de decoreba e repetição, só fui compreender uns anos depois certos conceitos, apesar de ter sido sempre ótima aluna em Matemática, porque por incrível que pareça, é uma disciplina que mesmo não entendendo dá pra chegar ao resultado correto. Nesse curso só não aprende quem não quer, pelo que contou é bem básico, repetitivo e uma pena que 90% não tá nem aí. Nunca imaginei que isso acontecesse dessa maneira numa classe de imigrantes, aqui em algumas escolas é da mesma forma, é de dá úlcera mesmo!!! Parabéns aos dois professores!! Muito bacana,principalmente o que ensina Matemática!! e parabéns a você sempre arrasando e dando bons exemplos!!!
    Aí costuma cair a Internet?Aff!!

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  28. Wilma você é uma figura kkkk
    Eu já estou esperto. Quando comento em outros blogs eu copio o comentário antes de enviar. Já fiquei tempos digitando coisas que sumiram kkkk Que raiva né? Aqui não cai a internet não.
    Eu sempre fui bom aluno de matemática. Sempre tirei altas notas mas todas aquelas equações, etc nunca fizeram o menor sentido. Quando dava aula no Brasil em uma escola construtivista, tínhamos que aliar projetos a todos os conteúdos para que os alunos fizessem uma ligação entre a teoria e a prática. Fazíamos projetos também com outras disciplinas. Eu adorava essa teoria de ensino e percebia que os alunos iam muito bem. Muito melhor do que meus alunos no passado.
    Bjs Wil

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  29. Renato, seu post caiu como uma luva! Menino do céu é exatamente assim que me sentia qdo fazia aula de inglês no Community College aqui perto... As meninas que frequentavam aula comigo olhavam para mim e perguntavam: "Há quanto tempo você mora aqui?" Eu sempre respondia 9 meses e elas retrucavam "WHAT??? Eu moro aqui a 2, 3, 4, 5, 10 anos e não falo inglês como você!" Claro eu pensava, só fala espanhol, não pode ter uma pequena oportunidade que já sai falando espanhol. E como você comentou querem forçar todos ao redor a falar a língua deles... Eu não fiquei na aula por muito tempo pq meu nível era avançado e a professora me transferiu para outra classe em outro turno. No meu último dia a profª pediu que eu falasse algumas coisas para os demais, a primeira coisa que eu disse é que para aprender o inglês é preciso vivência-lo, como por exemplo ler jornal e revistas em inglês, ouvir programas de rádio em inglês, conversar mais em inglês em casa, etc Algumas adoraram as dicas que dei, os sites que indiquei e um programa de rádio que o locutor da dicas para o dia a dia além de falar muito claramente com pouco sotaque regional e sem gírias.
    Cont...

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  30. continua...
    Para ser honesta quem mais gostou foram pessoas não hispânicas. Tinha uma outra brasileira na classe que contou que foi fazer aula de inglês em uma escola perto da casa dela e depois de 2 meses na escola ela desistiu por estar aprendendo mais espanhol do que inglês... fala sério!
    A 3 semanas atrás minha irmã estava aqui, e saímos muito para fazer compras, eu acho o fim da picada ficar conversando em uma língua que as pessoas ao redor não podem entender, mas, como minha irmã não tem fluência em inglês, eu pedia que ela falasse mais baixo e qdo estavamos no caixa eu explicava para a pessoa que minha irmã não falava inglês. Não fazia isso por vergonha, apenas fazia para ser educada.
    Minha sogra que era alemã e que conhecia todas as senhoras alemãs que viviam na mesma cidadezinha que ela aqui, apenas conversavam em alemão qdo estavam em casa, ela não permitia que as outras mulheres conversassem em alemã enqto estavam fora, falar mal de americano então, ai era o fim para minha sogra, não q ela morresse de paixão pela cultura americana, mas, era pelo desrespeito, pq todas elas eram casadas com americanos, e como dizia minha sogra, se você não gosta daqui, então volta para sua terra natal! kkk
    A questão do barulho por parte dos hispânicos incomoda mesmo! Fico P*&%$ qdo to em algum lugar e eles chegam, parece que um tornado está acontecendo. Meu marido faz policiamento numa biblioteca, a vizinhança é de 90% hispânicos, eu adorava ir na biblioteca aos domingos com meu marido, já tem uns 4 meses q não apareço por lá, desde que mudou o gerente as coisas mudaram, é gente ao celular falando alto em espanhol, é claro! É criança correndo e gritando, eles falando entre si muito alto, um caos. Meu marido fica o tempo todo pedindo silêncio. O gerente? Ah esse dizia q era preciso estar de acordo com a comunidade... BS!!! Algumas pessoas fizeram reclamações na secretária de educação do distrito e agora as coisas segundo meu marido estão se ajeitando.
    Com relação a situação escolar, eu faço aulas de matemática e inglês com voluntários no Community College aqui perto. Eu vejo os americanos penando para estudar. Faço aulas de matemática porque eu sempre fui uma aluna medíocre de matemática, minha santa mãezinha me ensinava com a maior paciência do mundo, mas, no final minha média sempre era 5... Faço essas aulas para poder passar no teste que a Nani mencionou, e nessa mesma classe tem gente se preparando para o GED, tanto americanos como hispânicos, e eita que o povo pena! Nas aulas de inglês minha professora diz que me saio melhor que os estudantes americanos, e ela fica surpresa com meu nível de redação. Eu fui aluna de escola pública no Brasil na época do se vc não sabe, então está reprovado! (eu tenho 30 anos). Conversando com a coordenadora desse programa ela me perguntou como é o sistema educacional brasileiro, e eu respondi que é falido, mas, que nós somos obrigados a assistir aulas como biologia, química, física, história, matemática, inglês, artes e língua portuguesa. Ela me disse que assim devia ser aqui.
    Agora concordo com vc, esse povo tem mais oportunidade do que eles merecem!
    Lembro q na faculdade no Brasil o professor mandou uma menina sair da sala pq ela estava fazendo a sobrancelha no meio da aula de fisiologia... Vamos combinar, né!
    Esse conceito de que está trazendo $$$ deixa fazer o que quer é ridículo. Eu tbm pago e não vou ser respeitada?
    Pano pra manga essa conversa...
    Beijos e Boa sorte com a classe!!!
    Pipa

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  31. Nossa Pipa que legal.
    O que me deixa mais impressionado é a preguiça que eles têm pra tudo! Eu já peguei uma matéria que tinha eu, uma americana e o resto (13 alunos) portoriquenhos. Só eu e a americana fazíamos as lições e trabalhos. Eles não faziam nada? 7 desistiram e o resto entregou a metade de tudo no último dia e bem mal feito. Quando você entra no facebook deles só vê "festa".
    É uma pena como a cultura pode ferrar com o indivíduo
    Bjs

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  32. Eu nao entendi muito bem .

    As pessoas aí podem entrar na universidade sem ter noção em matérias como matemática e outras?

    É difícil acreditar , pq é o país que saem as melhores cabeças , o povo inventa tudo , desde software de computador , video games e etc .

    As vezes fico sem entender , pq pra entrar numa universidade pública no BRASIL, a pessoa tem que se matar nos estudos .

    lucas

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  33. Não Lucas
    Aqui tem um passo antes da Universidade. A community college onde você estuda as matérias gerais e algumas mais específicas da carreira que escolher. Só depois vai para a Universidade entendeu?
    E também nem dá pra comparar com a minha faculdade que é particular e bem pequena. Nas Universidades sim, como você disse, estão as melhores cabeças.
    Abs

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  34. Você falou a mesma coisa que meu marido, tudo o que se vê é festa! Os hispânicos que trabalham com meu marido viviam nos chamando pra festas, já até desistiram de chamar pq sabe que a resposta é não. Não temos nada contra, mas, não somos pessoas barulhentas.
    Mas, uma coisa meus pais me ensinaram: o seu trabalho é recompensado pelo seu esforço.
    Eu vi o povo que se formou comigo no Brasil que não levava a faculdade a sério, tbm não conseguiu grandes coisas depois da formatura, muita gente está fora da área.
    Uma menina que se formou comigo e que descobriu que eu era coordenadora da empresa em que trabalhei disse na minha cara "poxa você se deu bem né?! Eu tenho que ser aprovada por você para ser contratada, uau?! WTF??? Ela fez esse comentário despeitado pq me chamava de nerd, enqto a mesma fazia as unhas ou a sobrancelha no meio das aulas.
    Não adianta, a maneira como vc se comporta hoje, determina o seu amanhã.

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  35. É, meus caros, realmente, como dizem os gringos,"i didn't see that coming"...
    I'm surprised with everything you said and
    Pipa, I'm so proud of you as I am of Renato!
    Congratulations you both! I wish all the brazilians in USA could be so exemplar!

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  36. Adoro seu blog Renato..e perfeito !!!
    Desculpe a falta de acentuacao, meu teclado e americano e nao sei mexer..rsrs.

    Me chamo Themila Militao

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  37. renato ,acho que vc nao pode generalizar,uma reportagem do jornal nacional desse ano mostrou escolas publicas boas que existem por todo o Brasil e escolas publicas ruins ,mas que melhoraram no indeb ,mas continuam fracas e a reportagem entrevistava diretores das mas escolas e das boas escolas.eu estudei em escola publica minha vida inteira e nao sai analfabeto e nem ruim em matematica.a aprovacao automatica mudou no estado de sp ,agora sao 3 reprovacoes durante o ensino fundamental ,antes eram 2 e ha reprovacao no ensino medio.concordo que estamos longe do ideal ,mas parece que nos eua a situacao tambem nao e ideal ,pelo que li nas opinioes acima abracos

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  38. Danilo
    Minha crítica a escola pública é totalmente dirigida ao governo que agora se intitula a sétima economia do mundo e a escola pública brasileira está na posição além do 100!! Até a Índia, Chile e outros países pobres tem melhor escola que a gente. Eu estudei metade em boas escolas públicas do interior, mas a escola pública de São Paulo é uma lástima.
    Pesquise sobre a política Neoliberalista do Banco mundial e a relação com a situação da escola pública brasileira que você verá que o governo brasileiro vende a nossa desgraça.
    Abs!

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  39. Renato, com relacao a India garanto a vc que a escola publica de la e bem pior que a do Brasil,ja li a respeito.com relacao ao Chile, e melhor que a do Brasil,tem a mesma nota do pisa que os alunos do distrito federal ,Brasilia.caso voce nao saiba, no ultimo pisa, a Argentina teve notas menores que a do Brasil em ciencias e capacidade de leitura,pois A DO bRASIL melhorou e a deles piorou.concordo com vc que estamos longe do ideal ,longe de ser uma suica ou um canada ou uma australia ,mas colocar o brasil atras da india e menosprezar a minha inteligencia. abracos bye

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  40. Danilo
    Não sou eu que estou falando. Um ano atrás lí no jornal o ranking das escolas no mundo. O Brasil era número cento e poucos. Estava atrás da Índia sim...

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  41. olha ,nao sei como um pais que tem 35 por cento de analfabetos pode ter uma escola publica melhor que a do brasil.no brasil o analfabetismo e de 10 por cento.esse ranking que vc viu nao serve de base para nada meu querido.e vamos mudar de assunto risoss amo o seu blog e uma terapia para mim abracos

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  42. Tenho 17 anos. Meu sonho desde de os setes anos é ir para o EUA.
    Acho que o fato de eu querer tanto ir para os States é que la me identifico com a cultura, dança, musica, culinária e o modo de vestir, e não vou ser uma excluida como sou aqui no Brasil. pelo menos la eles não vão me criticar como fazem comigo aqui por causa dos meus gostos totalmente americanos.
    Confesso que as vezes acho que não vou conseguir chegar la e fico depressiva. Por favor RENATO me diz alguma coisa pra me animar porque já estou quase no fundo do posso.

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    1. Eu também sempre tive o sonho de vim, e como tudo que a gente realiza começa no sonhos. Você consegue sim, mesmo porque ainda é muito nova. Leia bastante, procure, pesquise que você encontra uma maneira
      Bjs!

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  43. Boa tarde Renato,
    Curso Matemática aqui no Brasil na UFES(federal do ES), e assim que concluir a graduação pretendo fazer um mestrado. Como você mesmo deve saber, os EUA possuem bons mestrados na área de exatas. Você teria uma noção de preço, formas de ingressos, etc., de boas universidades, pelo menos no estado que você reside ?
    Desde já, obrigado.
    Abs!

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  44. Diego
    Eu acho que o melhor (e mais reconhecido) mestrado que você possa fazer na Flórida é a UCF que eu não fui aceito por não ter bacharel em matemática. Me lembro que a anuidade era em torno de 19 mil dólares anuais.
    Para ingresso você tem que entrar lá na página e ler toda a instrução. Na minha opinião é melhor você vir, fazer ingles com eles mesmos por 3 meses e do curso transferir para a faculdade que deve ser bem mais simples do que daí do Brasil. Mas tem que perguntar primeiro se pode. Mande um email pra eles que eles te orientam
    Abs!
    UCF - University Central Flórida

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  45. Renato,
    Muito obrigado pelas dicas. Gostei da sua ideia de fazer um inglês com eles primeiro. Pelo que eu entendi lá no site do UCF, que por sinal é bem dinâmico, essa transferência não dá pra ser feita. Tenho que passar por todos os processos de admissão como o restante dos candidatos.
    O Departamento de Matemática possui bons professores, e é bem movimentado(colóquios, palestras...). Vale muito a pena.
    Encontrei uma empresa de intercâmbio que possui um contato com a universidade, posso passar minhas dúvidas para a empresa(independente da minha qualidade de inglês) que eles repassam para a UCF, e a mesma entra em contato comigo.
    Novamente muito obrigado pelas dicas, por responder tão rápido e por tudo que você passa pra gente aqui no blog. Bons estudos pra você.
    Abs!

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  46. Beiiii!! Nao sabia essa dos porto-riquenhos!! Eu hein? Assim como vc, Renato, nao gosto de generalizar, maass Sabe aquele ditado brasileiro" Onde tem fumaca tem fogo? Pois eh, os esteriotipos vem (meu note nao tem acento) de algum lugar, tem (mais uma vez, sem acento) uma origem!! Assim como as piadas regionais, moro em Salvador/BA, sou gaucha, quando digo que sou gaucha, dizem os baianos "Ahhh, terra de viados!" Reconheco, nunca vi tanto homossexual junto quanto vejo em Porto Alegre, PORTO ALEGRE, viu? rsrsr Bahia? "Terra de preguicoso" bom, mais uma vez, "Onde tem fumaca....."

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    1. kkkkkkkkkkkk
      Deixa a Lorna ler isso aqui. É só falar de baiano que ela tem chilique hehehe. Concordo, onde tem fumaça...
      Abs!

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  47. HEHHEHE Vou colocar mais lenha na fogueira. Um dia estava assistindo o pragrama do Cesar Millan, aqui o nome eh O Encantador de Caes, pois bem, ele estava tratando um cachorro que tinha medo de tudo, inclusive, qualquer coisa acima da cabeca dele, o Cesar colocou uns baloes de gas amarrado na coleira dele e saiu pra caminhar na rua, um cara passou por eles e falou alguma coisa que nao pude entender, mas deve ter sido alguma piada grosseira, pois o Cesar falou, "Viram? Ele eh mexicano, soh esta sendo um mexicano." Detalhe, ele tambem eh mexicano, quer dizer que ele deve ter falado algo com propriedade.
    Abracos

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    1. Exatamente...eles só estão sendo porto-riquenhos e assim por diante ehhehe
      Abs!!

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  48. Parabéns por seu Blog, sempre tive vontade de ir para os EUA, mas acredito que me faltou a coragem necessária e agora por ter um emprego estável e família que dependam de mim, nem teria coragem de começar partindo praticamente do início. No entanto, é sempre bom conhecer uma outra cultura através da experiência de outros. Sucesso na Universidade e na vida!

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  49. Bom, acabei de ler a sua matéria, e uma coisa me intrigou.. Eu acho que essa matéria é tão importante que deveria circular nas escolas publicas do brasil, para as pessoas tenham um conhecimento do quão é importante o estudo, não só para realização profissional, ou ter um status ou posição na vida. E sim também, para a realização da própia estrutura psicologica.

    essa parte, me emocionou. ( e vo explicar porque)

    " E quando este terminar terão usado 100 mil dólares do dinheiro público que, é lógico, não irão restituir. Calote na certa! Às vezes eu comento com eles. Se vocês soubessem quanta gente pobre no Brasil gostaria de ter a oportunidade que vocês têm de estudar com financiamento de 100% dos estudos... mas pouco adianta. "

    Eu acabei de ingressar na faculdade de Tecnologia em redes, e estou sendo financiado pelo FIES (UM FINANCIAMENTO IGUAL AO QUE VOCE MENCIONOU ACREDITO EU.)

    Antes disso, eu vim de uma escola publica de ensino supletivo, e sei
    que a faculdade vai me engolir e que tudo vai ser muito mas muito dificil para mim. Porem, eu via o esforço dos professores em adiantar a sala, mas pelos mesmos motivos que os hispanicos ele não conseguia, e isso prejudicou a quem hoje tenta uma faculdade.

    eu por falta de dinheiro não consegui pagar uma faculdade na epoca, não tinha esses financiamentos, mas mesmo assim entrei na UNIP, e senti a magia que existe no ensino universitário, e vejo que se as pessoas conseguissem ter essa visão, o ensino publico brasileiro seria o melhor do mundo. Pois o problema do ensino publico no brasil, não está nos professores, nem nas diretorias, e muito menos no governo. Não se trata de aprovar ou reprovar. Se a sala é interessada, e unida no objetivo de estudar e aprender cada vez mais, o professor leva essa sala a patamares que acredito que nenhuma escola particular por mais famosa que seja consiga. O SEGREDO DA EDUCAÇÃO ESTÁ NO INTERESSE DO ALUNO.

    Bom, através de um amigo em agosto/2012 inicio minha faculdade de tecnologia, na UNIBAN/ANHANGUERA,
    e quero agradecer por esta matéria que você fez, pois ela me encorajou e me fez voltar no tempo e recompreender os valores da educação que eu havia esquecido.

    Sinta-se responsável, por eu pisar dentro de uma faculdade com confiança, com sonhos, e com objetivos de superar todas as dificuldades que vou encontrar pela frente. Alias foi oque a sua materia me fez refletir.

    Pois compreendi que a vida alem de curta, as oportunidades são poucas e se não soubermos aproveitar essas poucas que temos por mais dolorosas e sacrificadas que sejam, oque será
    das pessoas... Na certa no fim da vida, morreriam com um grande pesar em suas lembranças !!

    parabens pela materia, e meu muito obrigado.

    ps. quem sabe daqui a 2,5 anos, se deus permitir, eu ti envie meu diploma. !

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    1. Muito obrigado pela sua mensagem.
      Eu como ex-professor sempre dei muito valor ao estudo e sempre incentivo quem eu posso. Me deixa indignado esses hispânicos não darem o valor devido ainda mais com dinheiro que outras pessoas pagaram de impostos.
      Desejo toda a sorte do mundo pra vc
      Da próxima vez deixe seu nome!
      Obrigado e abração
      Renato

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  50. Olá Renato! Achei o post ótimo. Penso em fazer intercâmbio pela minha universidade aqui do Brasil para os EUA, mas tenho um pouco de receio porque todo mundo diz que aí é muito "puxado". Mas depois de pesquisar um pouco, ainda não entendo porque as universidades brasileiras nunca estão entre as melhores. Minha universidade é federal, uma das melhores do país e tem uma ótima estrutura. Tive um ensino médio regular aqui e mesmo assim consigo me sair bem na faculdade. No próximo ano tentarei cursar um ano de estudos aí, será que o choque vai ser grande?
    Abraços!

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    1. Que nada. Uma vez que vc dá conta da língua o resto não é dificil. É trabalhoso...muitas horas, mas se tem gente que tira A vc tambem pode tirar. Geralmente brasileiros em qq faculdade aqui estão entre os primeiros alunos da classe

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  51. Oi Renato! Adorei teu blog (sim, teu, sou do sul heheh)! Olha eu acho que os hispânicos se parecem muito com os ciganos em Portugal (morei lá 6 anos), com a diferença que estes não frequentam faculdade. Este comportamento provavelmente é para chocar e é muito próprio das minorias, por exemplo, além dos ciganos, os africanos, os próprios brasileiros também (de classe baixa) tem esta "má educação" a flor da pele. Eu acho que isto é uma forma de auto afirmação que no fim é prejudicial, mas pronto, é apenas a minha opinião.
    beijinhos

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    1. Bunitinha
      Eles são muito mal educados, folgados e preguiçosos em sua maioria. Só pensam em música e festa
      Bjs

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  52. Adorei o post, muito bem detalhado e explicado! bis

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Etiqueta cai bem em qualquer lugar, até na internet. Seja educado ao comentar e perguntar. Olá..., meu nome é..., por favor e obrigado são palavras que ainda estão em uso e mostram cordialidade. Afinal, o blog não é balcão de informações de shopping e embora eu esclareça as dúvidas de todos de bom grado, não ganho nada para isso.
Obrigado por comentar e abração!

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